Porto Maravilha já tem 52% dos seus imóveis ocupados

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Foto: Edifício Vista Guanabara, divulgação

Muitos questionam se todos aqueles lindos prédios de escritórios que foram construídos nos últimos anos na área que se convencionou chamar de “Porto Maravilha” vêm sendo ocupados, de fato, principalmente devido à grave crise econômica que assolou – e, infelizmente, parece ainda assolar – nossa Cidade. Até mesmo porque há prédios comerciais e corporativos muito bacanas também no Centro, ainda parcialmente desocupados. Isso sem contar os prédios antigos, mais tradicionais.

Para sabermos o que de fato está ocorrendo com tantos e tantos prédios bonitos que já se encontram totalmente prontos, o mercado imobiliário especializado realiza pesquisas de campo e de mercado que analisam, bairro a bairro, prédio a prédio, como anda a ocupação das edificações.

O negócio vai muito além de ver se estão com a luz acesa à noite – muitos foram locados e estão ainda em obras internas de adaptação – e, no caso das lojas, como ensina Rodolfo Rique, coordenador executivo da Sergio Castro Imóveis – mais tradicional consultoria especializada em imóveis comerciais do Rio e única a ter uma filial estabelecida no coração do Porto Maravilha – portas fechadas não significam imóvel desocupado. “Na área portuária é muito comum comércios que trabalham de portas fechadas, como depósitos de bebida, gráficas, empresas de extintores de incêndio e outras”.

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Edifício Vista Guanabara em destaque na Zona Portuária

A verdade é que segundo a pesquisa realizada pela JLL, uma multinacional presente em mais de 80 países também especializada no ramo dos imóveis corporativos, a situação do Porto Maravilha nunca esteve melhor desde seu, digamos, “renascimento”.

Mais de 54.000m2 de escritórios novos já foram locados, o que significa, segundo a imobiliária, que mais da metade dos empreendimentos novos que surgiram na área já estão negociados e prontos para serem ocupados por seus novos inquilinos. Isso mesmo, 52% dos espaços estão alugados, o que perfaz o maior patamar histórico da região.

Rique, da Sergio Castro, confirma a informação objeto do relatório da sua concorrente internacional. “Acreditamos no Porto Maravilha de forma tão intensa, que mantemos nossa filial da Rua Sacadura Cabral, com 500m2, aberta e realizando negócios importantes para a região desde 2008. Prédios como o Vista Guanabara, na Avenida Venezuela, já estão quase que totalmente ocupados e estão começando a se tornar objeto de procura de diversas empresas que querem sair da Barra da Tijuca, e até algumas que estão no Centro em prédios mais antigos”.

Segundo Evie Kempf, gerente de transações da JLL, “o momento ainda é favorável para o ocupante”, pois os preços ainda estão muito depreciados por conta da crise. Kempf disse que há “um volume expressivo de empresas se movimentando em busca de oportunidades e condições comerciais diferenciadas”. “O Porto Maravilha é uma realidade”, complementa o coordenador da Sergio Castro.

Mesmo com todo este progresso no Porto Maravilha, nem tudo são flores para os corretores de imóveis comerciais e corporativos. A taxa de vacância nos empreendimentos no Rio ainda está emperrada em 42,5%, segundo a JLL, ou em 38%, segundo a Sergio Castro. A quantidade de imóveis vazios na Barra parece puxar pra baixo o índice de ocupação da cidade, pois os especialistas concordam que se construiu demais na Zona Oeste, e o mercado deve demorar muito a absorver tudo que foi feito.

Segundo a JLL, o que deve ajudar o índice de ocupação a subir é que as empresas construtoras deram uma parada na construção de imóveis comerciais e, segundo a Sergio Castro, estão se focando mais nos imóveis residenciais.

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Filial da Sergio Castro Imóveis na Região Portuária

“Sala na Barra é pepino, ou melhor, acho que está mais pra berinjela”, afirma Claudio Castro, diretor da Sergio Castro Imóveis. Segundo ele, a locação de imóveis na Barra é hoje uma tarefa muito difícil, e sua empresa tem tido muita dificuldade em locar, principalmente as salas pequenas.

“O volume de salas e conjuntos comerciais vazios que foi vendido a idosos, pequenos investidores e pequenos comerciantes, com a promessa de que seu aluguel serviria para pagar as prestações do lançamento é enorme. E agora, o que fazer, quando não conseguimos alugar nem pelo preço da taxa de condomínio?”. No Centro, segundo Castro, o drama é “menor”, “mas ainda há uma dificuldade”. Tanto que a pesquisa da JLL demonstra que mais de 12.000m2 de escritórios foram ocupados no Centro entre janeiro e março.

É preciso entender o olhar do investidor. O israelense Gideon Levanon, da Vabrad Empreendimentos, conta que sua empresa está com dois edifícios de escritórios inteiros desocupados no Centro, ambos modernos, mas que já não tem mais lojas vazias. “De outubro pra cá alugamos todas as nossas lojas vazias. O mercado de comércio de rua está melhorando”. E complementa com uma informação interessante: “É pena que a mídia insiste em prejudicar nosso mercado, citando coisas como a vacância da Rua da Carioca, que foi comprada por um banco, que está estudando unificar as lojas, sem demolir pois são tombadas. Não alugam as lojas porque não querem”.

Museu do Amanhã Porto Maravilha já tem 52% dos seus imóveis ocupados
A Zona Portuária também tem potencial turístico

Talvez de olho neste início do renascimento do mercado lojista, o Shopping Paço do Ouvidor, na esquina da Rua Uruguaiana com a Rua do Ouvidor e a Gonçalves Dias, acaba de finalizar sua expansão. Segundo Valdemar Barbosa, gerente do Shopping, foram gastos 6 milhões de reais na construção de uma nova Praça de Alimentação que fica bem ali no formigueiro onde as três ruas se encontram, com diversas lojas prontas para ocupação, e que estão começando a ser comercializadas agora, para aluguel. O subsolo é servido por elevadores e escadas rolantes.

Entre salas, lojas e prédios modernos, o importante é que o otimismo se firmou. “Para 2019, nosso otimismo permanece”, finaliza Kempf. Tomara. O Rio está precisando de mais boas notícias.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Boa tarde.
    Acredito que os imoveis não são alugados em razão do alto custo do valor das locações. Um comerciante do Centro da Cidade me disse que há cerca mais de 6.000 imóveis comerciais vazios (alguns há anos) no Centro do Rio de Janeiro.

    Excelente periódico com noticias e pequenas reportagens sobre o Rio de Janeiro – Muito bom mesmo…

    Parabens e muito, muito Sucesso!!!

    Sugestão : Seria interessante um passeio para passear nas principais atrações do Matadouro (Santa Cruz). Isso é história pura !!!

    Parabens.

    Ferreira

  2. A excelente e histórica, Sérgio Castro Imovéis poderia informar a taxa de ocupação das diversas regióes do Centro do Rio de Janeiro, por exemplo, Cinelãndia, Largo Carioca, sete de setembro, Ouvidor?

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