Portos e aeroportos do Rio podem entrar no Programa de Privatizações e Concessões do Governo Federal

"A privatização e concessão dos serviços da CDRJ, poderá canalizar parte substancial dos recursos de outorga em favor dos acessos portuários no Estado do Rio, disse assessor da presidência da Fecomércio RJ

Atracação de navios no Caís do Porto do Rio - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em caso de reeleição de Jair Bolosonaro (PL) para a presidência da República, o Rio de Janeiro pode ter portos e aeroportos inclusos no Programa de Privatizações e Concessões do Governo Federal, anunciou o  ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio. As privatizações de tais equipamentos foram solicitadas pelas entidades empresariais Fecomércio RJ, Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

O ministro disse ainda que a recriação do grupo técnico para avaliar a nova concessão do aeroporto RioGaleão, em conjunto com o Santos Dumont, também foi solicitada pelas entidades e está em análise.

Responsável pelos portos do Rio, Itaguaí, Niterói, Angra dos Reis e Forno; seria a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) o objeto da privatização. A companhia tem um papel muito específico no setor portuário, não cabendo a ela a movimentação de cargas, atividade realizada por empresas privadas. A privatização de Docas, caso seja executada, passará  por uma nova padronização e definição de condições, realização de audiências públicas e, posteriormente leilão público.

Otimista, o assessor da presidência da Fecomércio RJ, Delmo Pinho, adiantou que a privatização de CDRJ vai garantir uma maior aplicação de recursos na melhoria dos portos por ela agora administrados.

Para o assessor da presidência da Fecomércio RJ, Delmo Pinho, esse processo deverá melhorar a operação dos portos fluminenses. “A privatização e concessão dos serviços da CDRJ, além da maior aplicação de recursos na melhoria dos portos, poderá canalizar parte substancial dos recursos de outorga em favor dos acessos portuários no Estado do Rio de Janeiro”, disse Delmo Pinho.

Quanto aos aeroportos Santos Dumont e RioGaleão, o maior entrave é a adequação das operações dos dois aeroportos, que é extremamente desigual. Para o assessor da presidência da Fecomércio RJ, Luiz Velloso, a capacidade operacional do Santos Dumont para a alta temporada deve ser limitada. Segundo ele, a medida visa “melhorar o equilíbrio das operações com o Galeão, que é o hub internacional do Rio.”

As informações são do Diário do Porto.

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3 COMENTÁRIOS

  1. A pergunta é o que acontece com o empregados públicos das companhias docas, principalemente os que passaram em concurso público recentemente entre 2004 e 2014? Serão realocados em algum órgão público federal?

  2. Tomara que sejam tão eficientes quanto a Supervia e a Rio Águas. Empresas que melhoraram MUITO o serviço depois que ele foi privatizado.

    E, claro…Tudo mais barato também.

    O Galeão foi privatizado e devolvido ao Estado, mas isso não quer dizer que a empresa não deu conta. Privatizar é progredir.

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