Possíveis artefatos históricos são encontrados em Angra dos Reis

Durante uma obra da Cedae, no Centro de Angra, foram achados ossos, louças, potes, dentes e azulejos; a Secretaria de Cultura e Patrimônio está realizando estudos para definir o sexo, idade, etnia e época das ossadas e objetos descobertos

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Foto: Divulgação

Na última segunda-feira, (15/08), ossos, dentes, azulejos, louças e potes foram encontrados durante uma obra da Cedae de contenção de vazamento subterrâneo ao lado da Igreja da Matriz, na Rua General Silvestre Travassos, no Centro de Angra dos Reis. Após a possível descoberta histórica, a direção de Patrimônio Histórico e Cultural do município do Sul Fluminense foi acionada.

Andrei Lara, secretário de Cultura e Patrimônio, afirma queé uma grande descoberta para a terceira cidade mais antiga do país, com 502 anos de fundação.

“Gostaria de agradecer os profissionais da Cedae, que tiveram a sensibilidade de contatarem de imediato a Secretaria de Cultura e Patrimônio. Nossa Diretora de Patrimônio Histórico e Cultural, Luciana Praça, veio até o local e reuniu, com todo o cuidado e protocolo necessário, os materiais e os colocou em caixas apropriadas”, comentou Andrei.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também foi acionado e vai enviar especialistas para dar início às pesquisas sobre os achados. A Rua General Silvestre Travessos ficará fechada enquanto as escavações continuam.

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Luciana Praça, historiadora a diretora de Patrimônio Histórico e Cultural, conta que por volta do século XIX era comum a pratica de enterrar pessoas nas proximidades das igrejas. “Antigamente, muitas pessoas pobres ou escravizadas eram sepultadas ao lado ou em frente às igrejas, locais chamados de adros. Somente depois de muito tempo, foram criadas leis que proibissem essas práticas. Era algo comum até o século XIX”.

Além das escavações, a areia recolhida será peneirada para que os profissionais procurem por outros resquícios de artefatos e ossos. Luciana também ressaltou que era comum enterrar peças de cerâmica e louças junto aos corpos. Ela acredita que os azulejos podem ser de alguma obra antiga.

Após os estudos e confirmação histórica dos objetos, eles ficaram expostos no Museu de Arte Sacra, em Angra. “Mas, primeiramente, virão um arqueólogo e um bioarqueólogo do Iphan para analisarem a ossada e, possivelmente, conseguirem a definição do sexo, idade, etnia e outras informações sobre o ser humano o qual possuía as ossadas. Por enquanto, o material ficará guardado para estudo. A gente vai tentar dar voz a quem não pode falar. Esse é o objetivo”, concluiu Luciana.

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