Foto: Alexandre Macieira | Riotur

Na América Latina, o Rio de Janeiro é a quinta cidade mais cara para se comprar um imóvel. Santiago do Chile lidera o ranking. Foi divulgado o Levantamento Imobiliário da América Latina (RIAL Di Tella-Navent/Zonaprop), realizado pela Navent, em parceria com o Centro de Investigación en Finanzas (CIF) da Escuela de Negocios de la Universidad Torcuato Di Tella, de Buenos Aires.

De acordo com o estudo, o Rio de Janeiro tem o quinto metro quadrado de imóvel mais caro da América Latina, com o valor médio de US$ 2.224 (em reais, R$ 11.564,00 por metro quadrado). As informações são referentes a setembro de 2020, e já levam em conta o período da pandemia do novo coronavírus. Uma coisa interessante é que, dentre as 7 cidades da AL com o metro quadrado mais caro, apenas a cidade maravilhosa não é a capital do país onde se localiza.

O Rio de Janeiro é uma cidade espremida entre as montanhas e o mar, com sua área mais procurada – e portanto mais cara, a Zona Sul – tendo proporções bastante diminutas, e praticamente toda construída. Tradicionalmente, nossos imóveis estão dentre os mais caros do mundo, ainda mais numa pesquisa como esta, que leva em conta três bairros extremamente desejáveis“, disse ao DIÁRIO o veterano corretor de imóveis Wilton Alves, que atua na profissão desde os anos 60. Wilton é um dos diretores da imobiliária Sergio Castro, atuante na cidade desde 1949.

Confira a tabela com os preços em dólares do metro quadrado nas cidades da América Latina:

Realizada duas vezes por ano, a pesquisa tem como objetivo estudar principalmente o comportamento do preço dos imóveis que são tipicamente habitados por jovens profissionais de 14 cidades latinoamericanas. Para realizar o estudo, foram selecionados bairros com características semelhantes em todas as cidades analisadas (acima), utilizando, principalmente, os seguintes dados e filtros:

1. Número de quartos: 1 e 2 quartos (excluem-se os estúdios);
2. Preço dos imóveis: entre R$ 520.000,00 e R$ 1.560.000,00;
3. Área coberta: entre 20 e 100 m².


Vale notar que aqui no Rio de Janeiro, os bairros selecionados para fazer o levantamento foram Botafogo, Copacabana e Ipanema. O estudo também leva em conta os preços anunciados nos sites de imóveis dessas regiões. Os portais imobiliários analisados no Brasil foram o Imovelweb e Wimoveis. A metodologia completa do estudo pode ser encontrada no site do CIF.

A pesquisa também compara a variação percentual dos preços entre março de 2020 (quando foi realizado o primeiro estudo do ano) e setembro de 2020 em três unidades de conta: dólar nominal (sem considerar a inflação), dólar real e moeda local real. O preço da moeda local real está ajustado pela inflação de cada país, enquanto o preço em dólar real utiliza a inflação dos EUA. Esta comparação entre março e setembro de 2020 é importante pois dá uma idéia clara de como se comportaram os preços dos imóveis durante a pandemia.

Quando se analisa os dólares nominais, o Rio de Janeiro apresenta a terceira maior queda (-8,4%) entre março e setembro. Em relação ao dólar real, o Rio também tem o terceiro maior número (-9,1%). Já em Moeda local, a capital carioca também apresenta queda, porém menos significativa (-0,7%).

Confira a tabela completa de variação percentual dos preços:

1 COMENTÁRIO

  1. Lugarzinho elitista!
    Uma cidade cheia de problemas, violência, calor, o subúrbio é um caos, uma ilha de calor ser a 5a mais cara.
    Só evidencia o quanto a cidade é elitista.

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