Prédio da Cruz Vermelha vai à leilão, nesta sexta-feira

Com um passado ligado a grandes acontecimentos nacionais e internacionais, a edificação está avaliada em R$ 47 milhões

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Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

A 20ª vara Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro realiza, na sexta-feira, (24/03), o leilão do prédio da Cruz Vermelha, localizado na Rua Carlos de Carvalho, nº 10 e 12, na praça de mesmo nome, na região central da cidade. A edificação, que possui quatro pavimentos, está avaliada em R$ 47 milhões, com lance mínimo de R$ 23.500.000,00. De acordo o leiloeiro Renato Guedes, o valor da arrematação pode ser parcelado, em até 30 vezes, sendo que 25% deste valor deve ser pago à vista.

Para a realização de lances eletrônicos, os interessados deverão fazer cadastro prévio no site www.rioleiloes.com, onde serão orientados quanto ao seu preenchimento e o envio da documentação necessária, em até 24 horas antes do leilão, para evitar problemas de liberação.

O imponente prédio da Cruz Vermelha tem o seu passado ligado a grandes acontecimentos da história brasileira e mundial. No entanto, antes do prédio, teve início a instituição, por obra do Dr. Joaquim de Oliveira Botelho, que decidiu coloca-la em atividade no território nacional.

No dia cinco de dezembro de 1908, o Brasil ganhou a sua versão da Cruz Vermelha, após uma reunião realizada na sede da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro. Em 1911, foi enviado ao Congresso Nacional um requerimento solicitando um terreno para construir a sede da instituição. Enquanto isso, Escola de Enfermagem e o Órgão Central da Entidade, funcionavam em um pavilhão em caráter provisório. As aulas práticas, por sua vez, aconteciam nas unidades hospitalares existentes na cidade.

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A construção do prédio definitivo, projetado pelo arquiteto Pedro Campofiorito, teve início em 1919, tendo ficado pronto em 1924. A eclosão a primeira grande guerra (1914 – 1918) colocou a Cruz Vermelha Brasileira no cenário mundial.

Apesar de já existir antes da construção do prédio, a praça batizada com o nome da instituição, surgiu em 1906, após o desmonte do morro do Senado, seguindo as diretrizes urbanísticas do prefeito Pereira Passos. A praça só viria a ter o mesmo nome da Cruz Vermelha, quando o edifício-sede ficou pronto.

Hotel Aymoré

Essa região do Centro do Rio está se tornando destaque no mercado imobiliário nos últimos meses. Em fevereiro de 2022, o DIÁRIO DO RIO noticiou que um antigo edifício, o famoso Hotel Aymoré, construído em 1910 pelo empresário Antônio Mendes Campos, também Praça da Cruz Vermelha, iria passar por uma reforma para se tornar um prédio residencial.

O prédio fica bem na esquina das ruas Carlos Sampaio e Carlos de Carvalho com a Praça, e ocupa praticamente todo um quarteirão, com frente para três logradouros. Sua fachada histórica, parcialmente em pedras de cantaria, e ornada com motivos indígenas, é um ponto alto, assim como as duas lindas torres, que ficam nas esquinas. O índio Aymoré que fica no topo do edifício rendeu-lhe a fama de “hotel do índio”.

A mudança ficou por conta de um fundo canadense especializado na transformação de imóveis comerciais em residenciais, com a finalidade de locação. O Fundo Walkerville adquiriu o imóvel, em uma venda intermediada pela Sergio Castro Imóveis, maior imobiliária da região, e, segundo a imobiliária, busca mais oportunidades semelhantes.

A operação ocorreu através do projeto Reviver Centro, que está revitalizando toda a região, com reformas e mais segurança, além de estar dando uma cara mais residencial para a região Central.

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