Prédio de 7 andares construído irregularmente é demolido no Recreio dos Bandeirantes

Engenheiros da Prefeitura do Rio estimam um prejuízo de cerca de R$ 13 milhões aos responsáveis pelo imóvel

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Demolição de prédio de 7 andares no Recreio dos Bandeirantes - Foto: Divulgação

A Prefeitura do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado (MPRJ), por meio da Secretaria de Ordem Pública (Seop) e do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), respectivamente, iniciam, nesta quarta-feira (22/11), a demolição de um prédio de 7 andares localizado na Rua Flávio de Aquino, próximo ao Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste da capital fluminense. Engenheiros municipais estimam um prejuízo de cerca de R$ 13 milhões aos responsáveis.

O prédio residencial multifamiliar ocupa um terreno de aproximadamente 500m² e é composto por um nível térreo mais 6 pavimentos, sendo 5 em fase de acabamento e o último em fase de estruturas. A construção não atende os parâmetros urbanísticos definidos para o local, onde é permitido apenas construções com até dois andares, dentre outras exigências. O edifício possui oito apartamentos por pavimento, totalizando 48 unidades. Os responsáveis já haviam sido notificados sobre o embargo da obra e mesmo assim aceleraram as construções. Durante a operação, os agentes encontraram diversas janelas e portas com cortinas para fingir que os apartamentos estavam habitados, uma forma de enganar a equipe.

”Hoje, estamos demolindo um prédio aqui no Recreio, no Terreirão, uma área que sofre forte influência do crime organizado, da milícia. Sabemos que essa milícia da região faz uso do mercado imobiliário ilegal como forma de lavagem de dinheiro, como forma de lucrar, então, é uma forma da Prefeitura contribuir também nessa asfixia financeira do crime organizado. É a missão, inclusive, que nós cumprimos desde 2021. Já demolimos mais de 3 mil construções ilegais com prejuízo estimado de cerca de R$ 420 milhões para esses criminosos, para essas quadrilhas. Além, obviamente, da preservação da vida, são construções sem nenhum tipo de segurança, licença ou autorização, e nós também cumprimos a missão de ordenar a cidade, e vamos continuar fazendo esse trabalho, especialmente na Zona Oeste, onde esse tipo de ilegalidade acaba sendo mais frequente”, destaca o secretário de Ordem Pública do Rio, Brenno Carnevale. 

Vale ressaltar que, além da Seop e do MPRJ, participam da operação agentes da Guarda Municipal, Comlurb, Light, Cedae, Rioluz, Secretaria de Habitação e Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

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Desde 2021, a Seop já realizou mais de 3 mil demolições de construções irregulares em todo o Rio, sendo 70% delas em áreas com atuação do crime organizado. A região mais afetada com as ações é a Zona Oeste e o bairro do Recreio dos Bandeirantes é o recordista de demolições. As ações causaram um prejuízo de aproximadamente de R$ 420 milhões aos cofres dos responsáveis.

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