Prédio do Clube Naval, o “discreto” da Rio Branco

Prédio do Clube Naval, o “discreto” da Rio Branco

14 de novembro de 2018 0 Por Felipe Lucena
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Quando se fala nos prédios históricos, remanescentes do início do século XX, que estão na Avenida Rio Branco, sempre são lembrados Theatro Municipal, Museu de Belas Artes, Biblioteca Nacional, mas poucos citam o edifício sede do Clube Naval, que é da mesma época destas outras obras e tem a mesma importância arquitetônica.

O Clube Naval já existia desde 1884, fundando pelo então Capitão-de-Fragata Luiz Philippe de Saldanha da Gama. A instituição teve outras sedes, até que em 1910 ficou pronta a bela construção na então Avenida Central.


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Foi projetado em estilo eclético pelo arquiteto italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi (1844, Turim – 1915, Rio), e construído por Bezzi e pelo arquiteto Heitor de Mello (1875 -1920), na esquina da Rua de São Gonçalo, depois Av. Almirante Barroso. Heitor era filho do Almirante Custódio de Melo”, conta o pesquisador Carlos H., do site Curiosidades Cariocas.

No início, o prédio tinha quatro andares. Contudo, mais dois foram construídos. O quinto levantado em 1928 e, o sexto, completado em 1939.

No terceiro andar fica o salão nobre, com 150 metros quadrados, e decoração estilo Luis XV. Uma falsa clarabóia recebe iluminação artificial. As paredes apresentam pinturas de Helios Seelinger, e representam desde o céu até o fundo do mar; na superfície, vê-se a evolução de nossa Marinha, da caravela ao encouraçado e, abaixo, o fundo do mar, com sereias, nereidas e ninfas”, pontua Carlos H.

No ano de 1987, o prédio da sede social do Clube Naval foi tombado pela Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.

Além desta sede social, o Clube Naval possui mais dois espaços: um esportivo, na Lagoa, e um Náutico, em Niterói. Porém, este texto vem para dar o devido destaque ao belo prédio da Avenida Rio Branco 180. Esse merece olhares atentos. Assim como os outros.

Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.


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