Foto: Rodolfo Santos/Getty Images

Nesta sexta-feira (05/02), a Prefeitura do Rio divulgou um vídeo explicando como funcionará o calendário durante a volta às aulas. Segundo o vídeo, na próxima segunda-feira (08/02), começam as aulas remotas. Elas poderão ser assistidas pelo YouTube, no canal da MultiRio, ou pela TV, no canal aberto 2.3.

No caso de TV fechada, os canais são variados. Na Net e na Claro, o conteúdo será transmitido no canal 15. Na Claro TV, no 8. No caso da Oi TV, será no 25. Na Sky, o canal é o 21. E na Vivo, canal 235.

No dia 18/02, a distribuição de materiais escolares, uniformes e cartões alimentação terão início. Os horários serão agendados pela direção de cada unidade.

No dia 23/02, o aplicativo Rio educa em casa começará a ser utilizado para a transmissão de aulas e, no dia seguinte (24/02), começam as aulas presenciais para pré-escola, 1º e 2º anos, nas escolas com as condições necessárias.

Matriz Curricular 2021

O secretário de Educação, Renan Ferreirinha, publicou um vídeo falando sobre a nova matriz curricular de 2021. Ele afirmou que gostaria de ter feito isso com antecedência, mas que devido aos problemas que haviam, não foi possível.

Segundo ele, a matriz curricular foi ajustada para abrir espaço para disciplinas eletivas. Ele destaca que os diretores podem manter a matriz curricular anterior. O que foi alterado de maneira permanente foi a substituição de práticas de leitura por matemática, no 6º e 7º ano e a de educação financeira por língua portuguesa, no 8º e 9 ano. Confira o vídeo completo:

Reunião na Câmara dos Vereadores

Nesta quinta-feira (04/02), aconteceu mais uma reunião da ‘Comissão Parlamentar de Volta às Aulas’, na Câmara dos Vereadores do Rio, desta vez com a participação do próprio secretário da educação da gestão Eduardo Paes, Renan Ferreirinha. O secretário voltou a afirmar que o Brasil está mais dias sem aulas que a média global e a apresentar o diagnóstico de que as escolas fechadas prejudicam ainda mais os alunos do que as medidas de isolamento social. Ele defendeu a proposta da prefeitura de retomada gradual da modalidade de ensino presencial.

Por sua vez, a oposição, principalmente do PSOL e do PT, questionou duramente o plano do secretário, que eles afirmam que colocará em risco a vida de alunos e profissionais da educação.

Para vereadora Thais Ferreira (PSOL), por exemplo, existe falta de transparência nos critérios que a prefeitura utiliza para definir o risco de contágio nas unidades e aprofundamento em medidas mais específicas, como as que são necessárias para alunos com deficiência.

Precisamos saber como está o diálogo de interssetorialidade. A articulação das políticas de educação com saúde e assistência social. Outra questão são os profissionais da educação. Quando visitei as escolas nos últimos dias os questionamentos sobre o plano de retorno foram vários, eles temiam pela própria saúde e de familiares, e apontavam problemas na estrutura das salas. Nós deveríamos estar prestando muita atenção na saúde mental desses profissionais“.

Pela base do governo, Waldir Brazão (AVANTE), defendeu o plano de retorno, conforme proposto pelo secretário: “Eu não acredito que não teremos vacina antes de setembro. E acho que manter a escola fechada tanto tempo acaba distanciando a sociedade da escola, o que fortalece inclusive narrativas de ensino domiciliar.”

Desde 1 de fevereiro, os profissionais da educação pública estão em estado de greve e a maioria afirma que só retornará ao trabalho após a vacinação.

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