Prefeitura do Rio adota material antifurto para proteger estátuas e monumentos do vandalismo

Segundo a Secretaria de Conservação, a adoção de resina e concreto nos adornos e detalhes dos monumentos impede que serras, geralmente usadas para furtar metal, consigam cortar o cimento

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Estátua de Noel Rosa, em Vila Isabel - Foto: Reprodução

Reconhecido mundialmente como lar de grandes personalidades da política, música, teatro e história nacional, muitas das quais nasceram ou elegeram o Rio como sua moradia, a cidade se orgulha de suas inúmeras estátuas em homenagem a essas figuras. No entanto, da Zona Sul à Zona Norte, essas obras enfrentam frequentes desafios de vandalismo e roubo de materiais.

Um dos exemplos mais marcantes é a estátua de Carlos Drummond de Andrade, localizada no Calçadão de Copacabana. Em 2022, a Prefeitura registrou mais de 13 furtos dos óculos de cobre que ornamentam a escultura desde a sua instalação em 2022. Como medida de segurança, foi instalada até uma câmera de monitoramento 24 horas direcionada para a estátua, porém, os incidentes persistiram. Em resposta, a administração municipal agora adota a utilização de resina e concreto nas estruturas, buscando evitar novos furtos.

No bairro de Vila Isabel, na Zona Norte, a imagem de Noel Rosa, figura emblemática da boemia carioca, teve concreto adicionado na base para impedir tentativas de roubo. Situação semelhante ocorreu com o busto de Marcílio Dias, na Praça Onze, após ser danificado por pedradas durante uma tentativa de furto.

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A estátua do jornalista Ibrahim Sued, em Copacabana, foi outra que recebeu proteção adicional com o preenchimento de material resistente, enquanto o chafariz do Mestre Valentim, na Praça General Osório, em Ipanema, foi adaptado com resina para evitar danos.

Vera Dias, gerente de monumentos e chafarizes da Secretaria de Conservação, explica a necessidade dessas intervenções: “O ideal seria proteger os monumentos contra o tempo e o desgaste, mas hoje estamos focados em reparar os danos causados por atos de vandalismo, que têm sido mais frequentes e severos do que os causados pela passagem do tempo”.

Para enfrentar esses desafios, a Secretaria de Conservação destina uma verba anual de R$ 2 milhões exclusivamente para a manutenção de monumentos e chafarizes pela cidade. Aproximadamente 40% desse montante é direcionado para reparos em peças danificadas por atos de vandalismo.

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