Prefeitura retira banca clandestina instalada em frente ao Real Gabinete Português de Leitura

Banca de jornal irregular, na Praça Tiradentes, no Centro, foi finalmente arrancada pela Prefeitura do Rio, deixando livre a visão do histórico edifício

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Mais uma operação de retirada de bancas de jornais no Rio de Janeiro, em desacordo funcional com o uso do equipamento, foi realizada na noite desta segunda-feira (27), pela subprefeitura do Centro, sob o comando de Alberto Szfran. Diversas bancas estão abandonas ou em situação irregular no Centro, e demais bairros.

A banca de jornal irregular estava localizada em frente ao belíssimo edifício do Real Gabinete Português de Leitura, que fica Rua Luís de Camões, nº 30, próximo à Praça Tiradentes e ao Teatro João Caetano, bem na esquina da rua do Teatro. O edifício, de estilo neomanuelino, tinha a sua fachada obstaculizada pelo equipamento, o que inviabilizava não somente a vista do prédio histórico, como também a dificultava a passagem de pedestres. É o caso de inúmeras outras por toda a cidade.

A ação executada, nesta segunda-feira, tem como objetivo o restauro da ordem pública, assim como a preservação do patrimônio histórico da cidade, que claramente estava sendo prejudicado. Há normas que regulam exatamente o que as bancas podem vender, seu horário de funcionamento e até distância mínima entre elas.

Real Gabinete Portugues de Literatura Foto Alexandre Macieira Riotur Prefeitura retira banca clandestina instalada em frente ao Real Gabinete Português de Leitura
Real Gabinete Português de Literatura- Foto: Alexandre Macieira (Riotur)

O DIÁRIO DO RIO publicou uma matéria, no dia 30 de janeiro deste ano, destacando a importância história e cultural do edifício, que foi considerado pelo Civitatis, líder em distribuição online de visitas guiadas, excursões e atividades em diferentes idiomas, uma das 10 bibliotecas mais bonitas do mundo.

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De acordo com Civitatis: “O Rio de Janeiro abriga um dos melhores exemplos arquitetônicos do conhecido estilo neomanuelino. Esse tipo de edifícios, construídos entre a metade do século XIX e começo do século XX, resgata o estilo gótico-renascentista popular durante o reinado de Manuel I de Portugal. A decoração sobrecarregada do Real Gabinete Português de Leitura é um exemplo perfeito dessa estética. O lugar é fascinante e vale a visita!“

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O Diário do Rio tem sido um crítico severo do desvio do uso do equipamento nas ruas da cidade. No dia 2 de fevereiro, o jornal noticiou a retirada de uma banca de jornal sem alvará, que era usada como bar e sorveteria, na Avenida Malibu, nº 574, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade. O dono do equipamento já havia sido notificado pelo poder público municipal por falta de alvará, ocupação de espaço público e comércio irregular de bebidas e alimentos.

Na ocasião, o Subprefeito da Barra, Raphael Lima, afirmou: “As bancas irregulares, além de ocuparem espaços públicos, na maioria das vezes atrapalham a mobilidade em calçadas estreitas e não funcionam mais com seu propósito original, deixando de servir à população e causando somente transtornos.”

No dia 27 de janeiro, o jornal noticiou que mais uma banca de jornal havia sido desativada na cidade. Desta vez, em Botafogo, na Zona Sul da cidade. A banca, que estava abandonada, havia sido invadida por usuários de drogas, e era usada como ponto de venda e consumo de entorpecentes, além de servir como banheiro público. De acordo com denúncias de moradores, à noite, a Rua da Matriz, onde estava localizado o equipamento, se tornava um local intransitável, dados os perigos resultantes dos atos ali praticados.

Na época, o Gestor Executivo Local de Botafogo, Alexandre Machado Rinaldi, disse ao jornal: “Além de ocuparem espaços públicos que poderiam ser utilizados de maneiras mais produtivas, e muitas vezes atrapalharem a mobilidade em calçadas estreitas, muitas bancas na cidade não funcionam mais com seu propósito original, deixando de servir a população nas suas imediações e, infelizmente sendo cooptadas para outros fins. No caso da banca da Rua da Matriz, encontramos um risco a saúde e segurança pública, infelizmente não é o único caso com o qual nos deparamos. Muitos casos também são observados de bancas que são utilizadas para depósitos irregulares.”

Esses são apenas alguns episódios do uso irregular das bancas de jornais no Rio de Janeiro. É claro que ainda existem bancas de jornais que trabalham dentro de suas finalidades e funções. Mas o desvio da norma deve ser combatido com rigor em benefício da cidade, dos cidadãos e do nosso patrimônio histórico.

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1 COMENTÁRIO

  1. Em pleno Largo da Carioca, também tem outra. Essa banca da fundos para Rua Gonçalves Dias. Já está fechada a um ano atrapalhando o trânsito de pedestres. Antes ela funcionava como um botequim com um som de músicas nas alturas de segunda à domingo incomodando a todos ao seu redor.

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