Presos de alta periculosidade são transferidos do RJ para MS

Seis presos saíram de Bangu com destino à Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul

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Transferência de presos do RJ para MS - Foto: Divulgação

O Governo do Rio de Janeiro realizou, nesta terça-feira (27/06), a primeira etapa da transferência de lideranças criminosas que estavam em presídios estaduais do Complexo de Gericinó, na Zona Oeste da capital fluminense. Durante uma megaoperação, que envolveu agentes das polícias Civil, Militar e Penal, seis presos foram levados para Mato Grosso do Sul, onde passarão a cumprir pena na Penitenciária Federal de Campo Grande.

Alexandre Jorge do Nascimento, Alexandre Silva de Almeida, André Costa Barros, Luís Carlos Moraes de Souza, Marcelo de Almeida Farias Sterque e Rodrigo dos Santos foram transportados em helicópteros da Polícia Militar de Bangu até o Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, onde foram entregues a agentes da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e da Polícia Federal. De lá, seguiram para Mato Grosso do Sul em uma aeronave da PF.

Na semana passada, após solicitação do Governo do Estado, a Justiça concedeu autorização para a transferência de 31 lideranças criminosas para presídios federais. A exemplo da ação de hoje, as transferências serão todas realizadas em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MSJP), que disponibilizou as vagas em unidades próprias do governo federal. Os 25 presos restantes que preencherão as demais vagas previstas seguirão aguardando transferência isolados em Bangu I.

”Esses criminosos de alta periculosidade são lideranças de facções e de milícias. Com essa transferência para presídios federais em outros estados, vamos interromper uma cadeia de comando que eles continuam exercendo mesmo estando presos. As forças de segurança trabalharam integradas nessa operação, em prol da população do RJ”, disse o governador Cláudio Castro, que ainda reiterou o agradecimento ao MSJP por disponibilizar as vagas nos presídios federais.

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Trabalho de Inteligência

O requerimento de transferência encaminhado pelo Governo do RJ à Justiça teve como base relatórios de inteligência, que identificaram a atuação ativa dessas lideranças criminosas na instabilidade da segurança pública no estado.

De acordo com os documentos, as transferências têm o objetivo de evitar novas associações e articulações para a prática de crimes. Desde que a autorização para as transferências foi concedida, o Governo do Estado colocou em ação um plano de contingência para impedir que haja reações por parte das facções criminosas e milícias.

”Estamos cumprindo o nosso papel de preservar a ordem e a disciplina junto às unidades prisionais, coibindo que essas lideranças se articulem para além dos muros. As transferências ocorreram com total segurança, sem o registro de nenhuma ocorrência. É a Seap, a Polícia Militar e a Polícia Civil trabalhando de forma cada vez mais integrada”, afirmou a secretária estadual de Administração Penitenciária, Maria Rosa Lo Duca Nebel.

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