Professor da UFRJ explica o fenômeno das ‘larvas’ encontradas no Piscinão de Ramos

Os organismos, identificados como poliquetas, não representam qualquer perigo aos banhistas

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Animal marinho encontrado no Piscinão de Ramos - Foto: Divulgação/Inea

As larvas avistadas no Piscinão de Ramos, na última quarta-feira (10/01), são, na verdade, criaturas inofensivas e comuns no ecossistema marinho, conforme atestou Paulo Cesar de Paiva, Professor Titular do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os animais, identificados como poliquetas, não representam qualquer perigo.

Em entrevista ao DIÁRIO DO RIO, ele compartilhou que esses organismos vivem naturalmente nos sedimentos da Baía de Guanabara e em regiões costeiras, como na Lagoa de Piratininga, Itaipu e Maricá. Ele ressaltou que a presença desses organismos no ambiente indica vida e biodiversidade.

E além disso, enfatizou que esses organismos desempenham um papel crucial como alimento para peixes e crustáceos, contribuindo para a saúde do ecossistema local. “Eu trabalho faz 20 anos na Baía da Guanabara e a gente fica feliz quando vê bichos como este em algumas regiões.”

Paulo mencionou que a maior frequência desse fenômeno está atrelada ao clima quente, pois acredita-se que, devido ao aumento da temperatura da água rasa, os níveis de oxigênio diminuem, levando as larvas a subirem para se reproduzirem.

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“Isso acontece quando eles estão prontos para se reproduzir. Aí machos e fêmeas saem nadando para a superfície da água em movimentos rápidos e depois liberam os gametas. Os bichos nadando não são um problema para a população, mas o fato de isso ocorrer muito é por conta das ondas de calor, o ano de 2023 foi o ano mais quente da história da humanidade no planeta.” disse ao DIÁRIO DO RIO.

Denúncia de Proliferação de Larvas

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em conjunto com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente tomaram medidas após receberem denúncias de banhistas acerca da proliferação de larvas na areia e na água do espaço de lazer conhecido como Piscinão de Ramos.

Em meio as preocupações relatadas pelos frequentadores, foram coletadas, na última quarta-feira (10/01), amostras para análise, a fim de identificar a origem e a natureza do problema. O Inea informou que os resultados desse exame devem ser concluídos e divulgados em até sete dias.

Philipe Campello, o Presidente do Inea, destacou a seriedade da situação: “Recebemos uma denúncia da proliferação desses bichos e fizemos a coleta para analisar e saber o que está acontecendo. Mas, sem saber o que é esse bicho, é melhor as pessoas evitarem o banho no Piscinão.” alertou ao portal G1.

A população foi orientada a aguardar os resultados das análises antes de frequentar o local, visando garantir a segurança e bem-estar dos banhistas.

Prefeitura do Rio Atesta a Balneabilidade

A Prefeitura do Rio assegurou que mais de 130 mil análises são realizadas anualmente pela Fundação Rio-Águas, destacando o investimento significativo no Piscinão de Ramos, a confiança nos monitoramentos frequentes e a garantia de segurança dos banhistas.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Não Sidnei, eles não são larvas marinhas. São animais marinhos (que tem larvas, como a maioria dos invertebrado marinhos). Nem sempre se alimentam de matéria orgânica, alguns são predadores por exemplo. Mas o fato de se alimentar de matéria orgânica não seia um problema. Tem poliquetas que comem matéria orgânica em todos os ambientes marinhos, inclusive nos recifes de corais onde as água são limpas e cristalinas. Eles não indicam que o local esteja poluído, eles vivem sim em locais poluídos, mas também em águas não poluídas.

  2. As Poliquetas são larvas marinhas que se alimentam de matéria orgânica degradada. A proliferação desses organismos no Piscinão de Ramos indicam a baixa salubridade do ambiente, ou seja, o local está poluído.
    As pessoas jogam lixo e restos de alimento no piscinão, alguns chegam a urinar no local.

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