Projeto dos professores, da Escola Técnica Juscelino Kubitschek, promove sustentabilidade em prol da educação

A ação prevê a criação de um preparatório comunitário a partir da reciclagem de óleo de cozinha utilizado nas residências do bairro de Jardim América, na Zona Norte

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Foto: Divulgação

A Escola Técnica Estadual Juscelino Kubitschek (ETEJK), pertencente à Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), em Jardim América, zona Norte do Rio, está prestes a completar 10 anos de um projeto formado sob o tripé: sustentabilidade, educação e solidariedade. “Faetequinho: Elos Sustentáveis por uma Educação de Qualidade”, como é batizado, prevê a criação de um preparatório comunitário a partir da reciclagem de óleo de cozinha utilizado nas residências do bairro. Entre os anos de 2014 a 2022, foram coletados 13.737 litros de óleo e 278 jovens da comunidade já realizaram o curso gratuitamente.

Em 2014, o professor Maicon Lisboa, então diretor da unidade escolar, abraçou a ideia da docente Caroline Porto sobre desenvolver uma atividade para a redução do descarte incorreto de óleo de cozinha nos rios da cidade. Na mesma época, em diálogo com os moradores, identificou uma dificuldade dos jovens do bairro em acessar à ETE Juscelino Kubitschek. O ingresso na escola é por concurso e a maioria dos alunos aprovados residia em outras localidades, muitos dos quais provenientes de escolas particulares. Diante do cenário, vislumbraram a possibilidade de vincular a ideia de reciclagem em um pré-técnico gratuito que atendesse à população interessada em estudar na instituição.

“Naquele mesmo ano, uma grande campanha de recolhimento foi realizada, resultando na arrecadação de 5.000 litros de óleo.”, conta Maicon Lisboa.

Parte do óleo recolhido é transformado em sabão e entregue aos doadores do projeto. O restante é vendido para uma cooperativa que trabalha com reciclagem e o dinheiro arrecadado é utilizado para subsidiar o pré-técnico comunitário voltado aos moradores da região. O curso engloba as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, matérias cobradas no processo seletivo para ingresso na Faetec, e desde sua implementação, é mantida parceria direta com as Escolas Municipais Herbert Moses e Zélia Braune.

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“Esse projeto nasceu da vontade dos alunos em criar ideias que ajudassem o ambiente que eles viviam, de início, a coleta de óleo era só para diminuir o impacto nos rios, fico imensamente grata por ele ter se desenvolvido para algo que beneficia também a educação da população do entorno da escola. Após dez anos ver o que ele se tornou, me faz perceber que valeu a pena”, explica Caroline Porto, idealizadora do projeto e docente de Gestão Ambiental da unidade desde 2011.

Às vésperas de completar uma década, novamente o projeto ganha o reforço do professor Maicon Lisboa, que leva a iniciativa para fora dos limites do bairro e inclui na campanha de arrecadação a instituição privada na qual é Coordenador do Ensino Fundamental, o Colégio Girassol. A escola contribuiu com uma doação superior a 350 litros de óleo, estabelecendo o recorde de maior doação de um único local neste ano.

“O Faetequinho devolve à comunidade do entorno da ETEJK uma esperança de aprovação em concursos, antes perdida por vários motivos sociais. Essa é a face mais bonita e significativa do projeto. Se você consegue realizar tudo isso e ainda trazer um impacto positivo ao meio ambiente, a satisfação é muito melhor. Agora, se você com todo esse cenário de empatia e dedicação, consegue envolver alunos de várias outras unidades escolares públicas ou particulares, como é o caso do Colégio Girassol, você reacende a esperança de que sua pegada na educação das nossas crianças está no caminho certo”, enfatiza o professor Maicon.

A iniciativa também coleciona prêmios, entre eles: Prêmio Prudential Espírito Comunitário e o 4° lugar na Feira de Ciências, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro (FECTI) de 2023. A entrada de interessados no preparatório é por meio de uma prova de nivelamento. A taxa da matrícula são dois litros de óleo e depois, como uma espécie de mensalidade, os alunos levam dois litros de óleo por mês. Já a coleta de óleo é realizada durante todo ano e pode ser entregue na secretaria da escola. Para cada litro, o doador recebe uma barra de sabão. Para realizar uma doação, basta entrar em contato com a página no Instagram do projeto @elosjk.

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