Projeto utiliza cultivo de algas para combater poluição na Lagoa de Marapendi

Pesquisadores da UFRJ desenvolvem projeto de biorremediação na Lagoa de Marapendi, usando algas do gênero Cladophora para reduzir a poluição e gerar potencial econômico.

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Pesquisador Felipe Landuci, do IMPG, coloca na Lagoa de Marapendid a primeira das três balsas previstas para o projeto | Foto: Sidney Coutinho

A Lagoa de Marapendi, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, é o cenário de um projeto pioneiro de biorremediação desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A proposta é cultivar algas do gênero Cladophora para absorver poluentes e nutrientes em excesso na água, contribuindo para a recuperação ambiental da lagoa. Com informações do Conexão UFRJ.

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O trabalho conta com o envolvimento dos pesquisadores Aline Cunha, Cristiane Thompson, Fabiano Thompson, Felipe Landuci e Marcelo Pontes, com apoio do biólogo marinho Domingos Sávio, da Secretaria de Pesca de Paraty, e de Renata Rocha, gestora do Parque Natural Municipal de Marapendi, pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (Smac).

As Cladophora são algas filamentosas e ramificadas, com alta capacidade de bioacumulação, crescimento acelerado e resistência a condições adversas. “A utilização de uma alga nativa como biorremediação é bastante promissora. A Cladophora chegou como uma protagonista”, afirma Renata Rocha.

Na primeira quinzena de março, os estudantes de Biologia da UFRJ montaram a primeira de três balsas previstas para o experimento. Cada estrutura tem 25 metros de comprimento por 3 metros de largura e flutua sobre o espelho d’água. O objetivo é monitorar variáveis como crescimento da alga, captação de nutrientes como fósforo e nitrogênio, além da qualidade da água ao redor, incluindo turbidez e níveis de oxigênio.

Segundo o professor Fabiano Thompson, o cultivo também pode abrir portas para uma atividade econômica local. “Hoje, o custo de 1 quilo de algas está em torno de 5 reais. Elas podem ser utilizadas na produção de fertilizantes e insumos com grande potencial biotecnológico”, destaca.

A ampliação do projeto já está sendo discutida com a Prefeitura do Rio, com planos para instalar novas balsas em outras lagoas da cidade, como a Rodrigo de Freitas e a de Jacarepaguá. “Faremos testes para definir o manejo das balsas, com retirada da biomassa em intervalos entre 15 e 20 dias para avaliação do crescimento e da absorção de nutrientes”, explica o professor Felipe Landuci.

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