Protesto quer suspensão do aumento da passagem de trem no Rio

A passagem vai subir para R$ 7,40. Acordo manterá a tarifa em R$ 5 para quem ativar o Bilhete Único Intermunicipal. Estudo aponta que aumento vai impactar cerca de 93% dos usuários da Supervia

Estação de trem de Quintino, subúrbio do Rio de Janeiro | Foto: Rafa Pereira - Diário do Rio

O “Observatório dos Trens” está organizando um protesto para suspender o aumento da passagem dos trens no Rio de Janeiro. A passagem dos trens da Supervia vai subir para R$ 7,40 em fevereiro, mas um acordo entre o Governo do RJ e a concessionária Supervia manterá a tarifa em R$ 5 para quem ativar o Bilhete Único Intermunicipal (BUI).

Segundo um estudo do Observatório, o aumento vai impactar cerca de 93% dos usuários da Supervia. Levando em consideração os dados divulgados pela transparência do Bilhete Único (BU), conclui-se que das 314.333 pessoas que usam diariamente os trens urbanos, apenas 7% estão inscritos no BU.

Por isso, o Observatório está com duas ações de protesto: a primeira é lotar de emails a caixa de entrada do Governador Cláudio Castro para que ele revogue o aumento da passagem de trem. No site superviaaumentonao.meurio.org.br a organização deixa já um modelo pronto para o envio. A segunda ação é uma panfletagem nas estações, do dia 30/01 a 02/02, e uma ação de rua na Central do Brasil nesta quarta-feira, às 7h.

Ainda de acordo com o estudo, a baixa adesão ao Bilhete Único Intermunicipal tem algumas causas: 1º com a obrigatoriedade de aferição e comprovação de renda instituída a partir da Lei Estadual nº 7.506 de 2016, que aumentou a burocracia no acesso ao serviço; também aqueles que não tinham como arcar com a taxa exigida para emitir novo exemplar por ter perdido seu bilhete, fossem gradualmente retirados do benefício; 2º pela exclusão digital a partir do encerramento do cadastramento presencial do Bilhete Único. Cabe destacar que o atendimento presencial para cadastramento do BU só foi restituído e divulgado no dia 24 de janeiro de 2023, de modo emergencial diante da nova tarifa social de passagem.

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