Prova de incompetência do Governo do RJ, Museu da Imagem e do Som é retrato do abandono de Copacabana

Uma sucessão de anedotas? Descaso com dinheiro público? Incompetência? Burrice? Na verdade, tudo isso ao mesmo tempo tem destruído não só o esqueleto do Museu como todo o bairro de Copacabana. E só piora.

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Museu da Imagem e do Som em Copacabana

Iniciadas em 2010, com previsão de conclusão para 2012, as obras da nova sede do Museu da Imagem e do Som (MIS), localizado na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, vivem paralisadas em meio às dificuldades e ao reinado da incompetência que jogou o bairro mais famoso da orla da Zona Sul na latrina. De acordo com as empresas envolvidas na retomada da construção, que esteve paralisada de 2016 à 2021, parte das estruturas já apresentam sinais de comprometimento, conforme informamos em Abril. Tão comprometidas quanto o bairro em que se encontra, entregue à mendicância, aos abusos dos camelôs clandestinos e à criminalidade.

Enquanto isso, o entorno do museu é um mar de urina e fezes dos mendigos que tomaram conta do bairro, que enquanto seus tapumes emporcalhados por criminosos pichadores demonstram o nível de atenção e zelo que as várias esferas de governo tem com o bairro, tomado por cracudos, bandidos e pela imundície, tendo se tornado palco até mesmo de estupros em plenas calçadas, como ocorreu recentemente na rua Xavier da Silveira. Os camelôs ilegais vendem batidas de sei-lá-o-que pros gringos em todos os cantos do bairro, com aparelhos de som ensurdecedores, enquanto os sucateiros passam as noites a martelar e berrar em ruas residenciais enquanto reúnem materiais recicláveis muitas vezes roubados de prédios e monumentos para entregar às Kombis de Ferro Velho Itinerantes que desde as 7 da manhã transitam pelas ruas residenciais do bairro gritando com alto-falantes estridentes. O Museu é uma piadinha do Governo Estadual, mas o que ocorre com Copacabana é resultado da incompetência de todas as esferas de governo.

Mesmo com cerca de 75% da obra finalizada, a nova sede do MIS ainda carece de muitos “pormenores” (super sic), como instalações elétricas, sanitárias e hidráulicas. E agora, enfrenta mais este percalço, a presença de ferrugem e de infiltrações, fruto da má conservação e……da exposição às condições climáticas, igual qualquer prédio localizado de frente pro mar. Bonito ouvir estas palavras mas sabemos mesmo que é fruto mesmo da burrice e da cara de pau de políticos inúteis. E a obra carece mesmo é de vergonha na cara. A situação do Museu é quase tão ridícula quanto à do incendiado e vilipendiado Teatro Villa Lobos, uma outra espécie de piada carioca sobre a cultura. Que cultura? Temos dinheiro pra gastar 3 milhões num camarote de Samba mas não temos dinheiro pra dar uma sede ao Inepac, órgão que cuida (???) do patrimônio histórico estadual. Por que não gastam estes três milhões pra reformar por exemplo o prédio da Rua da Constituição 35, que pertence ao Estado, vive sendo arrombado e invadido e é histórico, e fazer dele a sede do órgão? Verdade, aí não sobra pro camarão do governador que passa o carnaval em Salvador e a temporada de chuvas na Disney. Perdão.

O projeto inicial do esqueleto abandonado há mais de dez anos previa a construção de oito andares, sendo dois deles subterrâneos. Nele, o prédio dispõe de uma livraria, uma cafeteria de frente para o mar, um mezanino, um restaurante com vista panorâmica e um cinema a céu aberto na cobertura. Além da concepção da fachada inspirada nas ondas do famoso calçadão do bairro. Mas o que se vê é só lixo, urina, fezes e descaso, situação agravada por termos nósc os palhaços contribuintes, já termos colocado dezenas de milhões nas mãos de incompententes de todos os tipos, partidos políticos e correntes. Todos ligados por apenas uma coisa em comum: a incapacidade plena para exercer qualquer atividade pública.

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De acordo com relatórios do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e das empresa responsáveis pela obra, a demora se atributos às supostas péssimas condições que se encontram os canteiros de obra do MIS. Como é o caso, dos painéis que compõem a fachada. A empresa portuguesa responsável pela importação do material especial do sistema de fachadas e esquadrias, a Seveme, afirmou que algumas peças foram arruinadas e pontuou a existência de corrimãos enferrujados e espelhos danificados.

“É notória na maioria dos painéis um acentuado dano causado pelas águas contaminadas e também pela exposição não prevista às condições climáticas”, afirma um documento produzido em 2021.

Além dos impasses enfrentados pela Seveme, há diversos contratos com empreiteiras e prestadoras de serviço que estão sob responsabilidade das Secretarias de Infraestrutura e Cidades (Seic), Cultura e da Fundação Roberto Marinho, parceira e financiadora do MIS, que alegam as mesmas condições. Aliado a isso, o TCE do Rio também apontou irregularidades no pagamento da Compass Build Control, responsável pela fiscalização e monitoramento da retomada da obra, que apesar do ritmo lento, recebeu os valores inicialmente previstos.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o custo total da obra é incerto, e Isso se deve aos atrasos e às assinaturas de sucessivos contratos que fizeram com que o projeto, estimado em R$ 70 milhões em 2009 (R$ 124 milhões em valores atualizados), atingisse atualmente mais de R$ 190 milhões em compromissos já firmados, sem contar serviços ainda não contratados. E o poço de mijo e fezes continua lá.

Em 2021, ainda no primeiro mandato, o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, prometeu a inauguração do MIS para o início de 2023, entretanto, diante dos fatos expostos, percebeu que não seria possível. Em 2023, reeleito, no ato da posse, o mesmo reafirmou seu compromisso na conclusão de projetos de infraestrutura que ficaram paralisados por muito tempo. Entre as prioridades citadas por ele, está a nova latrina, digo, sede do MIS. Já estamos em fevereiro de 2024, e a piada continua cada dia mais sem graça.

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13 COMENTÁRIOS

  1. Não se come pão pintado.

           (Sat? Agostinho)

    Primeiro Pão, depois as flores

            (Provérbio Japonês)

    Foram tantos absurdos no Estado e no municipio do Rio de Janeiro, nos últimos 45 anos, que é impossível enumera-los.

    – Temos escolas aos pedaços

    – Esqueletos de CIEPs, projeto de grande visibilidade (megalomania disfarçada) que serviu e muito a Promoon Engenharia, parentes, etc..

    – Ruas e avenidas em estado lamentável, sujeira, desordem, etc etc etc

    – Cultura? Cultura aqui não existe…vamos acordar. Nosso posso tem um QI Medio de 83, sendo que um Chipanzé na Flórida alcançou nivel 90. Sou repetitivo, mas é fato.

    – Esses eventos como Reveilon, carnaval, showzinhos de “M”, assim como Museu disdo e daquilo, ha muito tempo, deveriam ter sido transferidos para Iniciativa privada. E pronto. Os Governos dariam apoio a estrutura básica. Os hotéis querem ocupação? O comercio que faturar, usem suas federeções de come e dorme, e vão a luta, e o Governo (éca,árgh) faz a sua parceria.

    O povo precisa do basico…o feijão com arroz honesto e sincero

    Que ter segurança e transporte para ir e vir ao trabalho e produzir

    Quer uma saúde no minimo sincera. Não essa porcaria que se vê.

    Pagodinho, cervejinha, pé na areia, bloquinhos, Showzinhos de PlayBack, Futebol, teatro, etc?  Deixa com para empresas.

    Crie-se sim, incentivos para que os mais ricos não mande o dinheiro pra fora (U$ 8,000,000.00 apenas em Jan 24). Faca-se como em outros paise que incentivam os caras a doar para Universidades, hospitais, ecolas, museus, etc.

    45 anos de socialismo moreno. A fatura chegou. Não tem jeito. Votamos mal. Muito mal e o ovo da serpente foi lançado em1982.

    O MIS e o Villas Boas são vergonhosos

    O MIS foi uma safadeza e megalomania. Colocado na Beira da Praia no intuito de propaganda política. Se tornou propaganda negativa. Meu dinheiro enterrado lá. Alquimia pura, transformando dinheiro em “M”.

    O Villas Bôas já deveria ser oferecido. Doado terreno grande. Desperdício. Moro bem próximo. Já deveria ter sido transformado em algo útil, assim como o MIS.

    Quem tem grana para ir ao teatro hoje em dia? A não ser peças subsidiadas? Vamos Jogar fora a máscara da hipocrisia e da falsa “cultura”. Não podemos esquecer que nosso QI é de 83 em média. Podemos aguentar no máximo BBB ou Pseudo Cantora errando o hino nacional.

  2. Que mulher preconceituosa, matéria de uma pessoa que gosta mais de cachorro do que de pobre, esta cidada é de uma insensibilidade social total. Ainda tem no Rio pessoas assim, é por isso que o Rio de Janeiro está deste modo. Sra Bruna deveria fazer visitas nos lugares onde as pessoas mais humildes mudar seus conceitos preconceituosos e canalhas.

  3. Privatizem parte do espaço, façam parceria com a iniciativa privada. Projeto megalômano feito na “era de ouro” da arrecadação com os royalties que micou. Temos no Rio uma rede municipal e estadual de teatros/casas de shows grande com problemas e que demandam investimentos altos. Bilheteria não banca.

  4. Esse desgoverno do Cláudio Castro é só incompetência e corrupção, Copacabana como bairro turístico deveria ser valorizado pelos governantes, cadê os Deputados estaduais e federais do Rio de Janeiro que nada fazem pra cobrar desse governo medíocre do Castro

  5. Não falou “camelotagem” igual o Quintino. Nota 4/10 da crítica aí.

    Junte os idosos de Copacabana e vão para Alerj cobrar seus deputados e vereadores.

    Cadê a guarda manucipal que só protege patrimônio privado para coibir quem mija é caga ali? Pra coibir a camelotagem e os furtos?

    Cadê a PM do ausente Cláudio Castro para fazer o trabalho dela?

    TCU pra cobrar os gastos e prazos?

    Que se lasquem.

  6. O mesmo governo que promete que vai concluir esse museu diz também que o Teatro Villa-Lobos, na Av. Princesa Isabel, vai voltar a funcionar. Em suma, é um governo que atira para todos os lados e não acerta nada. A bem da verdade, a obra do Museu da Imagem do Som na praia de Copacabana jamais deveria ter sido iniciada. O MIS tinha sua sede no centro. Será que a sede do centro não poderia ter passado por uma reforma? Para que construir um prédio novo? Para gastar dinheiro. Para beneficiar empreiteiras. Em suma, também não podemos jogar toda a culpa no governo Claudio Castro., que é muito ruim, mas que herdou muita coisa ruim dos governos anteriores, principalmente Sérgio Cabral e Pezão.

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