Queda de árvore no Largo do Boticário danifica veículo e reacende debate sobre falta de poda

O incidente chamou a atenção para uma longa disputa entre os frequentadores da região e as autoridades responsáveis pela manutenção das árvores

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Foto: Acervo Pessoal

Na manhã desta quinta-feira (14/09), no Largo do Boticário, no Cosme Velho, Zona Sul do Rio de Janeiro, uma árvore desabou, amassando e destruindo um veículo que estava estacionado nas proximidades. O incidente chamou a atenção para uma longa disputa entre os frequentadores da região e as autoridades responsáveis pela manutenção das árvores.

Há tempos, os moradores da área têm feito apelos à Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) para que realizem a poda das árvores que circundam o local, entretanto, esses pedidos não foram atendidos, sob a alegação de que esse tipo de poda é de responsabilidade da concessionária de energia elétrica, a Light, devido à necessidade de garantir a segurança da rede de distribuição de energia e reduzir os desligamentos.

O ambientalista Sérgio Ricardo, do Movimento Baía Viva, expressa a confusão que os cidadãos cariocas enfrentam devido ao que ele chama de “jogo de empurra” entre as autoridades competentes. “A Comlurb assumiu há alguns anos a responsabilidade pela poda de árvores no do Rio de Janeiro, essa atribuição foi retirada, ao meu ver, de forma equivocada da Fundação Parque Jardins. E a partir daí começou a proliferar o que nós chamamos de ‘podas assassinas de árvores’ pois são milhares de que são cortadas irregularmente. A Light alega o seguinte que só é responsabilidade dela o que está atrapalhando a fiação elétrica. Fora isso seria da Comlurb. Então temos um conflito.” comentou.

Há dois anos, o DIÁRIO DO RIO, produziu uma série de matérias denunciando os possíveis crimes ambientais supostamente promovidos pela Light em diversos bairros cariocas na realização de podas de árvores. Algumas organizações formadas por ambientalistas, entre elas o próprio Movimento Baía Viva, ingressaram na justiça contra essa prática. A Light, por sua vez, disse que segue a legislação vigente e cumpre as normas ambientais.

A situação levanta questões sobre a responsabilidade das concessionárias de serviços públicos, assim como a importância de ouvir e agir em conformidade com as preocupações da comunidade. O DIÁRIO DO RIO entrou em contato com a Light para fins de esclarecimento. Em nota a concessionária de energia elétrica informou, que a poda em questão, estava agendada para o dia 21 deste mês de setembro:

A Nota:

A Light informa que mantém relacionamento estreito com a Comlurb para traçar estratégias de atuação e atendimento das demandas da população, já que poda não é de nossa responsabilidade. As empresas fazem reuniões semanais para tratar de temas pertinentes e alinhar cronogramas de serviços. Inclusive essa poda estava agendada para o dia 21/09, pois existe um cronograma que precisamos seguir conforme sua prioridade. Em 2021, a Light atendeu cinco vezes mais pedidos da Comlurb, no município do Rio de Janeiro, em relação ao ano anterior. É importante destacar ainda que as solicitações da Comlurb devem ser enviadas formalmente à Light, contendo a data de vistoria feita pelo órgão, o nome do engenheiro que realizou a vistoria, o tipo de vegetal com fotografia, e a solicitação do desligamento da rede elétrica para a execução do serviço. E além disso, a Light precisa cumprir prazos regulatórios para o atendimento, como, por exemplo, avisar aos clientes, com antecedência, sobre o desligamento da rede elétrica.”

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1 COMENTÁRIO

  1. Na natureza, as árvores não passam por poda, e não caem.
    O que fez a árvore cair não foi falta de poda alguma. Mas o que falta de nutrientes, deficiente entrada de água no solo para irrigar suas raizes.m já que tudo ao redor é concreto.

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