Cláudio Castro, governador em exercício do RJ - Foto: Philippe Lima

Um governador que chegou à posição por acaso, este é Claudio Castro (PSC). Vereador de baixo clero e pouco voto, foi vice de um candidato com 1% e que em condições normais de temperatura e pressão nunca seria eleito. Mas Wilson Witzel fingiu ser aliado de Jair Bolsonaro, e o rolo compressor conservador o elegeu. Aí veio a pandemia, denúncias de desvios, o juiz afastado, e em seu lugar um cantor católico obscuro e sem luz própria se torna governador de um dos estados mais importantes da República.

No início, Castro deu sinais de que saberia dançar a música, mantendo uma boa relação com o Governo Federal e com a Alerj. Mas, em pouco tempo, de dançarino, passou a refém. De um lado parece mero seguidor das ordens de um presidente que não sabe muito bem para onde vai e, do outro lado, parece apenas um espantalho de deputados que ocuparam seus espaços no governo e pouco acreditam dever a ele.

Nesse cenário dantesco, Castro pretende montar uma aliança para ser candidato a reeleição. Mas para que? O que ele tem a oferecer? Todas as ações positivas de seu governo devem mais aos secretários e presidentes de autarquias, do que de suas qualidades, que a cada momento parecem ser menores do que se presumem.

Castro falou ao O Globo, tentando desfazer a imagem de negacionista e apagar a imagem da festa de aniversário no meio da pandemia. Em nenhuma delas saiu bem. Pode não ser negacionista, mas ter médicos que defendem cloroquina em um comitê científico é lamentável. A festa é uma bobagem, bem, para qualquer um que não é governador que teve de mandar fechar o comércio.

O cargo de governador vem passando por uma detoriação há anos. Governadores presos e ou incompetentes. Castro vem se mostrando incompetente, minúsculo, alguém sem personalidade.

Para que tentar a reeleição? Para que lotear cada vez mais os cargos pensando em 2022? Por vaidade? Falta de auto conhecimento? Não conhecer sua própria limitação?

Cláudio Castro deveria rezar, e escutar que vaidade é pecado e que já derrubou homens muito maiores que ele. E, quem sabe, com seu apoio, o Rio de Janeiro ter o governador que merece e precisa.

1 COMENTÁRIO

  1. Se o novo governador for do partido Novo, tudo bem, pois acho que são uns dos poucos políticos sérios, que valorizam cada centavo dos impostos pagos por nós, mas o resto, nem pensar. Mais do mesmo não dá…

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