Quintino: Criticar Freixo é boa estratégia eleitoral de Castro

O jogo eleitoral de 2022 e está na fase de escalação, mas ao escolher como rival Marcelo Freixo, Claudio Castro pode garantir a reeleição

Foto Cleomir Tavares / Diario do Rio

Tem quem pense que se faz política com razão, muito pelo contrário, ela é puramente emocional. Não por acaso se espalham rápido tantas fakes news sobre políticos, por mais absurdas que sejam. Seja a mamadeira de P*, que a operação policial no Jacarezinho foi para abrir espaço para milícia. O leitor e eleitor já escolheu de antemão no que vai acreditar.

E parece que o governador Cláudio Castro (PSC) está sendo aconselhado a antecipar 2022 e escolher seu adversário, o pré-candidato Marcelo Freixo (PSol). Por mais que tenha suavizado o discurso, Freixo continua sendo o pesadelo do eleitorado conservador do Rio de Janeiro, para os de Centro causa, pelo menos, uma noite mal dormida.

E aqui não cabe uma discussão de valores, mas é fato que Crivella só virou prefeito do Rio em 2016 porque do outro lado estava Freixo. Eu mesmo, nunca votaria no Bispo, mas como votar no Bicho Papão do PSol, imaginava. Claro que me arrependo do voto, a cidade ficou abandonada por 4 anos, com Freixo sei que, ao menos, a cultura estaria bem servida e algo no social seria feito.

Mas em 2022, mesmo pesando a mudança que passou Freixo nestes seis anos, de #ForaTudoIssoQueTaí para apoiar Eduardo Paes no segundo turno, e mesmo discutir uma ampla frente de apoio, até com apoio do Centro, de nada valerá. Virá o debate sobre Segurança Pública, será que alguém vai querer comprar o projeto dele para a área?

Então Castro, hoje desconhecido, vai construindo a imagem de anti-esquerda, cara aos 20% bolsonarista, como já disse. E mais que isso, colocando o Freixo como seu principal adversário, também mostra que o principal adversário de Freixo, é Castro. Segundo turno dos sonhos para Castro, que dificilmente perde, sonha para Freixo que luta o bom combate e faz uma boa bancada aumentando o tamanho de seu partido na Câmara e cresce para 2024 e 2026.

O centro político? Não tem candidato, Santa Cruz é um desconhecido que não pontuou nada, mesmo iniciando uma leve pré campanha. Neves? Pode surpreender, mas a esquerda vai caminhar com quem tiver mais votos. Mandetta? Como vai conquistar voto no interior fluminense sendo um político do Mato Grosso do Sul e não tendo um Dornelles ao seu lado.

Falta muito para as eleições, o jogo nem começou a ser jogado. Mas as escalações já estão sendo formadas, e caminha bem para alguém que era apenas um vereador em 2018.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Dizer que não estou acreditando que Eduardo Paes está tombando para o lado PT. Será que é saudade da união Lula/Cabral na Copa do Mundo, Olimpíadas? Deve que ter cuidado ele quase caiu da política por conta disso.

  2. A gente já entendeu que você, Quintino, não vota na esquerda. Faz questão de apertar fundo o confirma no Bolsonaro, no Flávio Bolsonaro, no Eduardo Bolsonaro… ou qualquer aliado deles como o fraco Claudio Castro – já citado por delatores e sabemos que não caiu junto com o Witzel porque Brasília segurou – se o oponente for Freixo, Haddad, Boulo etc.

  3. Com todo respeito.

    Mas o Freixo não ganha para cargo executivo,ele próprio sabe disso.

    No final ele vai concorrer a deputado federal novamente.

    Ele não tem votos nem para senador.

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