Quintino: Governo Claudio Castro – Eu Vejo o Futuro Repetir o Passado

Gosto de Cláudio Castro, votei nele, ele pode mudar o Rio de Janeiro, mas parece que lhe falta coragem para apostas mais altas e trocar algumas pessoas

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Foto: Daniel Martins/Diário do Rio

Sempre digo, sou um jornalista diferente, vim da política, entendo como o jogo deve ser jogado. Mas, há formas e formas. Pode ser como em São Paulo, onde se joga pelo melhor do estado, ou mesmo Minas Gerais. Ou, como por muito tempo foi no Maranhão, que o objetivo era apenas manter uma mesma família no Poder, ou como é jogado no Rio de Janeiro, onde se mantém um mesmo grupo político há décadas nas sombras do Palácio Guanabara.

É verdade que houve pequenos momentos disruptivos, a eleição de Anthony Garotinho, mas que logo se entregou ao mesmo jogo. E mais recentemente de Wilson Witzel — um caso aparte da loucura que pode atingir alguém que chega ao Poder, e não ao poder máximo, e que o levou a um impeachment. E se pensar bem, será que ele merecia? Acho que sim, mas tantos fizeram pior na nossa história…

Acabou assumindo seu vice, Cláudio Castro, um vereador júnior, sem experiência nenhuma no Executivo. Acabou surpreendendo, no começo foi difícil se encontrar. Privatizou a Cedae, fez caixa e manteve o estado no azul. Acabou, no efeito comparação, um dos melhores governadores da história do estado desde a fusão.

Infelizmente para tanto teve de transformar o Palácio Guanabara em um feudo, o governo era praticamente um parlamento, cada Secretaria pertencia a um deputado ou ao indicado de um. Entende-se, ele não foi eleito, seu vice era o presidente da Alerj, André Ceciliano, e tinha sobre si um processo que poderia tirar o mandato de si. Uma situação que não gostaria de viver, mas passou. Ele foi eleito em primeiro turno e muito bem eleito.

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Mas em 2023 nada mudou, é o mesmo modus operandis. Castro indica para secretários nomes que deveriam ser defenestrados da política fluminense, como um condenado pelo STF, Washington Reis. Divide o poder entre as secretarias da mesma forma que fez o governo Sergio Cabral e anteriores. Até no Ministério Público acabou metendo a colher, para desagrado de boa parte dos promotores fluminenses. É o futuro repetindo o passado e sabemos onde isso pode parar.

O dinheiro da Cedae está acabando e não vemos grandes projetos para o Estado do Rio de Janeiro. Essa semana se falava apenas do gatil no Campo de Santana, uma beleza, mas não é exatamente nada a se celebrar. A segurança está muito melhor, mas como uma pasta de dente, a Freguesia de Jacarepaguá sente reflexos do Segurança Presente da Tijuca, já que os criminosos do Anil passaram a agir ali.

Há a palhaçada da mochila do Cláudio Castro, acho de uma idiotice sem fim. Ah se o problema do homem público do Brasil fosse esse. É como falar das vigas da Perimetral e Eduardo Paes. Coisa de gente tacanha. Eu fui um eleitor de Castro, e sou chato com quem eu voto, ele pode mudar o estado para melhor e muito, tem aliados que tem uma inteligência fora do comum, mas é necessário coragem, fazer apostas mais altas, e isso, no momento, não enxergo nele.

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12 COMENTÁRIOS

  1. Infelizmente, o Sr Castro está muito mal. Fisiologismo reproduzido e sem grandes projetos!!!!! Segurança tacanha, educação e saúde sofríveis, transporte parado e a mesma desqualificação de sempre do secretariado. Uma pena a política do RJ!!!!! Melhor governador desde a fusão, Quintino?! Esquecer do Brizola e CIEPS do Darcy Ribeiro é um tremendo erro político.

  2. Segurança melhor? O editor vive em uma bolha. Enfim, não faltaram avisos, Castro nunca teve potencial para ser estadista. Como ele mesmo disse, “quero ser um grande prefeito”. Vai fazer casinha pra gato enquanto o metrô da Gávea afunda.

  3. Parabéns Sr. Frederico! Ao invés de ficar simplesmente criticando, procura ajudar dando opinião e sugestão sobre os nossos problemas e torcendo pela resolução deles. Faz bem ver que existem cariocas que conhecem um pouco mais a fundo a origem dos nossos problemas e que alguns deles foram promovidos, não só por maus políticos locais, mas por interesses inconfessáveis de outras “origens” que buscaram prejudicar nosso Estado. Um dos maiores conhecedores dessas causas escreve por aqui e deveríamos ler o que ele escreve que é o Sr. Wagner Victer.

  4. A política da “bica d’água” continua em ação, afinal voltamos a um cenário de pobreza tão ruim quanto dos anos 60/70. Nosso futuro é a decadência.

  5. Não temos a familia convencional no poder, mas o Rio de Janeiro é contraditório: Sempre se elege um governo de oposição aqueles que exercem o poder, mas quando assumem as cadeiras, os políticos formam uma família de muitos irmãos, com boa sintonia em ações e posturas. Como bem abordado, o Rio não é SP, portanto esses irmãos tão diversos não buscam o melhor para a casa e consertar aquilo que não funciona, mas sim zoa-la ao máximo. Botou $$$ na mão, gastam com bobagens, fazem uso da estrutura até destruir, sem reposição. E por fim, com medo de uma turma de arruaceiros que vendem “cachimbos proibidos” e que tocam o terror em toda a vizinhança fazem vista grossa ao que acontece fora de casa. Mas independente da cor da roupa ou do cabelo, estão sempre juntos.

  6. Sou uma pessoa com um viés mais a esquerda, e também gosto do Castro! Não votei nele, votei no Rodrigo Neves, mas acredito também que o Castro tem a chance de transformar o Rio de Janeiro como protagonista novamente! Tem muita coisa a ser feita! A criação da bolsa de valores de ativos ambientais é um passo essencial para o estado em um médio/longo prazo conseguir aumentar as receitas e consequentemente ter mais dinheiro para investimentos ! Através da volta de um ambiente de negócios saudável, podemos ter como segundo passo a criação de uma bolsa de valores concorrente da B3 na antiga capital! Seria a o reencontro da cidade do Rio de Janeiro com a sua essência! É preciso urgentemente reindustrializar o estado do Rio de Janeiro e para isso acontecer será preciso resolver a questão da segurança no arco metropolitano e no estado como um todo! É preciso resolver essa questão de uma vez por todas, retomando as áreas dominadas pelo tráfico e pela milícia! É preciso também se aliar a prefeitura e investir forte no hub Porto Maravalley e tomar de SP, trazendo para o Rio as sedes maiores empresas de tecnologias, como o Google Brasil por exemplo! Tem que trazer prá as principais escolas de tecnologias para terem as suas sedes aqui, como por exemplo as escolas: Alura, Rocketseat, tryne e Digital House, entre tantas outras! O Rio tem tudo para ser de verdade o vale do silício nacional! Mas pára isso tudo acontecerÉ PRECISO RESOLVER DE VEZ A QUESTÃO DA VIOLÊNCIA!

  7. Não adianta, Quintino, é o velho chaguismo em ação. Todos os governadores são reféns, não sou contra composições políticas nas secretarias, governabilidade faz parte de praticamente todos os estados da federação, mas tem alguns desgastes que você fica se perguntando… para que? É o caso do Washington Reis e ainda colocado em uma pasta que requer muita técnica e competência, o transporte ta pari passu com a segurança pública como um dos piores problemas do Rio.

    Entrega de cargos políticos não pode ser a qualquer custo e para qualquer um. Mas vai se incorrendo nos mesmos erros e daqui a pouco já sabe….PF 6 horas da manhã na porta de todo mundo e lá se vai de novo os órgãos de imprensa e diversos setores da sociedade fluminense ter que recuperar a imagem do RJ.

  8. “A segurança está muito melhor”? Sério? Minha impressão é estar pior do que nunca. Tráfico e Milícia mandam no Rio. O governo do estado nada faz quanto a isso. Totalmente conivente.

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