Quintino – Lula: Segurança é uma responsabilidade do Governo Federal

O presidente Lula não deveria apontar os dedos para a Polícia Militar do Rio de Janeiro, enquanto o estado não produz nenhuma arma que entram por inoperância do Governo Federal

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Presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação PT

Na tarde desta quinta-feira, o presidente Lula criticou a Polícia Militar do Rio de Janeiro pela morte de um adolescente na Cidade de Deus. Falas fortes, uma crítica que se entende; afinal, não deveria morrer ninguém, quanto mais alguém de 13 anos. O presidente disse: “Essa polícia tem que saber diferenciar quem é bandido e quem é o pobre que anda na rua”. Não sei o caso a fundo; podia ser inocente ou mais um dos vários adolescentes adotados pelo tráfico. Morei próximo a favelas e sei como funciona.

Mas não é sobre isso que quero falar; quero abordar o fato de que há décadas o Governo Federal não vem desempenhando seu papel na Segurança Pública. Não caberia à nossa Polícia Militar estar dentro da favela combatendo tráfico de drogas ou de armas. Afinal, o Rio de Janeiro não é produtor de cocaína nem de nenhuma arma de fogo. Elas entram por nossas fronteiras, que deveriam ser patrulhadas pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal pelas Forças Armadas. Se elas chegam aqui, é porque houve falha da União.

É fácil para o presidente Lula criticar o governador Cláudio Castro, a polícia, e apontar o dedo. Mas o que ele tem feito para ajudar nosso estado nesta questão? Nada de mandar o Exército para auxiliar na Segurança. Isso não adianta em nada; o que precisamos é de um patrulhamento nas rotas de entrada dos fuzis, das pistolas e das munições.

Falar que proibiu os clubes de tiro? Por favor, não são as pistolas de quem pratica tiro esportivo que alimentam as armas utilizadas pelos traficantes e narcomilicianos do estado do Rio de Janeiro. Isso é apenas porque o inimigo político de Lula é a favor da liberação de armas, e Lula é contra essa mentalidade de ‘nós contra eles’ que tanto mal faz no mundo todo.

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E não vamos esquecer a estapafúrdia decisão do Supremo Tribunal Federal que proibiu as incursões das forças de segurança nas favelas do Rio de Janeiro. O objetivo? Bem, não sei, o STF tem lógicas que a própria lógica desconhece. Mas o triste fim foi a expansão dos domínios do tráfico de forma sem precedente em um prazo curtíssimo. O presidente Lula poderia apontar um de seus dedos para os Doutores Ministros.

O que peço é que o Governo Federal ajude o Rio de Janeiro a desempenhar seu papel na Segurança Pública. Que a Polícia Federal aja contra o tráfico de armas e de drogas. É necessária uma polícia especializada para atuar nas favelas e enfrentar o crime, e que não fique apenas com nossos homens de farda azul.

Talvez, se isso acontecer, Lula pare de criticar os policiais. Contudo, talvez seja mais fácil criticar do que agir.

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6 COMENTÁRIOS

  1. E hoje mais uma operação da polícia militar acabou com a vida de uma criança de 5 anos dentro de casa e um jovem de 17 anos na ilha do governador.

    A realidade é maior e mais pesada que a opinião de quem não convive com esse tipo de operação.

  2. Frase racista ao cubo desse analfa descondenado!!Na cabecinha dele todo pobre é feio,sujo e etc!!!Como se ricos feito ele fossem todos lindos!!!Compra um espelho sua mula!!!

  3. Lulanta, boçal…como se os PMs fossem ricos… só fala merd@ esse vagabundo….aliás tem gente com cara de bandido e de pobre e q na verdade é bandido mesmo,só q riquíssimo!!

  4. Quintino sabe o quanto sou crítico a seus textos (à visão, não a qualidade do texto ou a importância – se considerasse sem importância não interagia, discordava ou fazia críticas construtivas), mas ele está quase 100 % correto nesse artigo. A polícia comete excessos, sim, em todo o mundo, como todos os profissionais, sendo que, quando a polícia se excede, pessoas morrem, inocentes dentre os mortos. Mas responsabilizar a polícia pela violência é inversão de valores. Sem milícias e narcotraficantes dominando os territórios de forma violenta não haveria incursão policial. Sem confrontos iniciados por bandidos que usam a população como escudo nenhum tiro seria disparado. Sem a quase absoluta falta de fiscalização das fronteiras internacionais e interestadual, de responsabilidade da União, não haveria fuzis, metralhadoras, granadas e outras armas desse poder de destruição nas favelas. O mesmo serve para a cocaina. O governo federal tem seu quinhão de responsabilidade em cada confronto, cada morte. A polícia tem seu quinhão de responsabilidade. Mas 99% é culpa do criminoso, que não pode ser tratado como cidadão igual ao que acorda cedo para trabalhar, ganhar um salário e tenta dar uma condição melhor para a família. Bandido tem que ser tratado como bandido. Como ser humano, tem direitos, mas os direitos de um bandido não são maiores que de uma pessoa honesta, que vive sob o jugo do bandido. O melhor dos mundos não existe, mas quem aponta o dedo deve, primeiro, fazer a sua parte, cumprir sua responsabilidade, praticar seus deveres antes de exigir seus direitos.

  5. Não era o Quintino que estava exaltando o governador milico Bandeirante de SP dia desses pela chacina em SP, dizendo que o Cláudio Castro deveria ter “coragem” e fazer o mesmo por aqui?

    Segundo o Instituto Fogo Cruzado e Geni a Polícia Militar do Cláudio Castro executou até aqui 40 (QUARENTA!) chacinas. As maiores foram de Jacarezinho (maio de 2021) – 28 mortos e Vila Cruzeiro (maio de 2022) – 23 mortos. Essas operações resolveram o problema de segurança do Estado? A Intervenção Militar de 1bilhão, do general Braga Netto resolveu o problema de segurança do Estado?

    Soluções fáceis pra problemas difíceis tem aos montes.

    Na favela não tem payol onde se produz armas. Na favela não tem fazenda de coca ou majuana onde se faz drogas, mas é sempre lá que a polícia vai dar apavoro. E quanto aos condomínios de luxo da Barra e da Zona Sul onde moram os “cabeças” dessas operações que trazem essas porcarias pra cá? Pq a política de segurança pública é mandar o policial pra matar e pra morrer na favela?

    Pq o Quintino não questiona os militares que cuidam das fronteiras, o chefe da polícia federal, o ministro da Justiça e sim o chefe do Executivo que mais parece a rainha da Inglaterra? Um cargo representativo.

    Genuinamente o autor não se importa com um garoto de 13 anos da periferia assassinado, ou com os policiais enviados a favela para morte. Ele quer é lacrar e puxar saco e inflar a bolha.

    • Richard, concordo com vc. A gente sempre ouve essa historinha de que “bandido bom, é bandido morto”, “se morreu é pq devia…”, “polícia tem mais é que matar mesmo”.

      Daí vc vai ver, numa das cidades mais visitadas do mundo morre mais gente por confronto entre polícia e bandido do que em muitas guerras. Uma violência urbana descabida.

      O policial não é juiz. Ele tem que prender e o bandido ser julgado e aplicado o rigor da lei. Aí vc vai ver, o Brasil tem uma das maiores populações carcerário do mundo. Ou seja, a polícia prende muito por aqui no mesmo ritmo ou mais do que mata.

      É um problema de segurança generalizado e complexo que o senso comum jamais vai conseguir resolver.

      Em tempos, o Lula destinou 52,8 BILHÕES para os militares no novo PAC. Pena que a maior parte desse dinheiro vai para gratificações e benesses dos estrelados ou para empresas em contrato com o Estado dos mesmos.

      Droga e armas vão continuar entrando. Policiais vão continuar sendo enviados para a morte e matando pobres favelados aos montes como “efeito colateral”.

      Soluções simples para problemas complexos jamais darão resultados.

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