Reforma da Casa Geyer, que abriga coleção de obras de arte sobre o Brasil e o Rio, começam em 2023

Com 4.255 obras sobre o Brasil-Colônia e o Império, a Casa Geyer é um importante espaço para a preservação e divulgação da memória nacional

Casa Geyer / Reprodução

Com intervenções previstas para começar em janeiro de 2023, a Casa Geyer, localizada na Ladeira dos Guararapes, no Cosme Velho, na Zona Sul da cidade, deve ser aberta ao público em 2024. A residência, que pertenceu ao casal Paulo Fontainha Geyer e Maria Cecília, possui uma coleção rara com obras do século XIX, entre elas, os trabalhos do francês Jean-Baptiste Debret e do alemão Johann Moritz Rugendas.

O casal tinha o desejo de abrir o acervo à visitação pública, o que está próximo de acontecer, já que o projeto executivo para transformar a casa em um museu já foi finalizado. Por trás de tamanho ganho cultural para a cidade está o neto de Paulo Geyer e Maria Cecília: Frank Geyer Abubakir, que investiu R$ 8 milhões no projeto.

A Casa Geyer ganhará ainda um prédio extra para serviços diversos, além de um novo paisagismo no jardim. Segundo Frank Geyer, as obras na residência devem custar R$ 22 milhões. Tamanho investimento é justificado diante das preciosidades colecionadas pelo casal, que doou as obras e a residência ao Museu Imperial, de Petrópolis, na região Serrana do Estado.

Com uma coleção de 4.255 obras relacionadas ao Brasil-Colônia e ao Império, a Casa Geyer é um importante espaço para a preservação e divulgação da memória nacional. No local estão pinturas de artistas como os franceses Debret e Nicolas-Antoine Taunay, o alemão Rugendas e o austríaco Thomas Ender, além de centenas de livros, gravuras, mapas e desenhos da época. Em 2014, a coleção foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Os visitantes da Casa Geyer terão acesso a 2.590 livros contendo registros de viajantes e cronistas sobre as paisagens e o cotidiano brasileiro durante o século XIX, além de 1.120 itens iconográficos produzidos por artistas do mundo todo. O Rio de Janeiro imperial também está representado no acervo, através da retratação dos seus logradouros e cenas do cotidiano.

A arte decorativa também tem forte presença na coleção Geyer, com 466 itens compostos por móveis de madeira em miniatura, quase 200 pinhas de cristal e vidro, e a lanterna de prata que enfeitava a carruagem cerimonial de Dom Pedro II.

A diversidade histórico-cultural criada pelo o amor e a dedicação de Paulo Fontainha Geyer e Maria Cecília fazem com a coleção Geyer represente “um fenômeno singular na história do Colecionismo nacional”, que retrata um rico e importante momento da história cultural do Brasil contemporâneo, de acordo com o Museu Imperial.

“A Coleção Geyer representa um fenômeno singular na história do Colecionismo nacional, pois é o resultado de uma meticulosa atividade de identificação, localização e captura de objetos de arte conduzida pelo gosto privilegiado de apreciadores das Belas Artes. Assim, a Coleção é, ao mesmo tempo, um registro visual de um longo período da história nacional e um importante capítulo da história cultural brasileira contemporânea”, enfatizou a instituição.

As informações são do jornal O Dia.

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