Remodelação em São Cristóvão gera preocupação de Moradores e Comerciantes

Ampliação das calçadas gera queixas, mas Prefeitura garante que trata-se apenas de reordenamento e que logradouros, como as charmosas pedras portuguesas da Casa do Sardo, serão preservados

Bairro Imperial da Zona Norte, São Cristóvão é um dos endereços a receber revitalização da Prefeitura do Rio. Mas, comerciantes que integram a Associação de Moradores e Amigos de São Cristóvão (AMA São Cristóvão) seguem preocupados quanto às transformações que vem sofrendo o bairro.

Chef da Casa do Sardo, restaurante italiano na Rua São Cristóvão, uma das incluídas no planejamento, Silvio Podda, de 58 anos, comenta que as preocupações incluem a eliminação de vagas de estacionamento e a destruição da calçada com pedras portuguesas em frente ao estabelecimento. “Tivemos informações de que vão asfaltar a calçada de pedras portuguesas, tão linda e tombada. Fora isso, como recebemos clientes até de fora do bairro, é importante ter vagas de estacionamento, se colocar somente em frente à delegacia, será estacionamento de viaturas”, ressalta.  

Após ser procurada pela equipe do DIÁRIO DO RIO, a Secretaria Municipal de Conservação (SECONSERVA), que é responsável pelas obras, garantiu que a calçada ornamentada em frente à Casa do Sardo será preservada.

Ainda segundo Podda, com as obras, foram perdidas oito vagas próximas à Sardo, a Prefeitura não atendeu às demandas e, inclusive, foi entregue ao Poder Público um projeto assinado por uma voluntária do Instituto Europeu de Design (IED), mas não foi seguido. “Há calçadas enormes em frente a locais sem comércio ou moradoria, como também acabaram com vagas de estacionamento com a ampliação, complicando o trânsito junto à rotatória, que já está apresentando engarrafamento devido às obras do Terminal Gentileza, ao fim da Avenida Brasil”, completa. Sobre a questão, a SMC informa que o projeto de remodelação da Rua São Cristóvão, no trecho entre a Rua Figueira de Melo e a Av. Pedro II, foi elaborado pela Secretaria Municipal de Planejamento Urbano, com aprovação da CET-Rio, e está sendo executado pela Conservação. O órgão garante que não houve redução, mas sim um reordenamento das baias destinadas a veículos

Formada em Comunicação Social desde 2004, com bacharelado em jornalismo, tem extensão de Jornalismo e Políticas Públicas pela UFRJ. É apaixonada por política e economia, coleciona experiências que vão desde jornais populares às editorias de mercado. Além de gastar sola de sapato também com muita carioquice.
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7 COMENTÁRIOS

  1. Acho que a prefeitura deveria ouvir os moradores. As calçadas foram muito ampliadas, ficaram boas, mas acho que exageraram nessa ampliação. O trânsito está pior, a rua São Cristóvão já tinha um fluxo enorme de ônibus e carros e, agora, ficou mais complicado por conta das obras na Francisco Bicalho. Com a ampliação das calçadas piorou também a organização para estacionamento e o espaço das ruas….Está um verdadeiro caos…. Só há um local de estacionamento pago… A população é muito desrespeitosa faz fila dupla…. é bem complicado.

  2. Se arrancaram as pedras portuguesas do canteiro central da Avenida Pedro II que antes tinha as características de um “boulevard”, modificaram o canteiro central para uma placa de cimento rosado horroroso com espaços exíguos (e com que formato) para as arvores. Está com cara de pátio de manobras para apoio do TIG (terminal do BRT). É possível acreditar que irão manter as calçadas da Casa do Sardo ou do Adegão? Quem vai se interessar em construir algo decente alí? Prefeitura do Rio, você cobra e ela detona.

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