Rio: locação de escritórios apresenta melhores resultados em 2022

A sondagem destacou que, ao longo deste ano, a taxa de vacância registrou um recuo em todas as regiões. Grande ocupação da Zona Sul vai empurrar negócios para o Centro, avaliam especialistas

Bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio /Reprodução: Internet

Um levantamento realizado pela empresa de consultoria Newmark identificou uma tendência de recuo na taxa de vacância dos escritórios de alto padrão no Rio de Janeiro. A Newmark, apesar de bem pouco conhecida na cidade, é uma das grandes imobiliárias mundiais especializadas em imóveis corporativos. De acordo com o relatório, a vacância deste tipo de proprierade ficou em 34,5% no terceiro trimestre. O resultado demonstra que, no período, a ocupação deste tipo de lajes comerciais foi o maior de 2022.

A sondagem destacou que, ao longo de ano, a taxa de vacância registrou um recuo em todas as regiões do Estado, após um início de 2022 com uma dinâmica de mercado lenta. Na capital fluminense, a Cidade Nova, no Centro; e a Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, foram os bairros que registraram os maiores indicadores de queda.

Apesar dos dados positivos, os resultados estão distantes dos alcançados, em 2012, quando a vacância das unidades comerciais de alto padrão era de aproximadamente 11%. Segundo especialistas, é preciso notar que depois de 2012 foram construídos novos prédios que aumentaram e muito o universo estudado. Mesmo assim, dados da consultoria mostraram que, desde 2019, o índice não ficava abaixo dos 34%, levando o mercado de escritórios a esboçar uma recuperação, deixando a situação finalmente no mesmo ponto que estava antes da pandemia. No levantamento da Newmark, 2018 apresentou o pior resultado da série histórica, com 42% de vacância.

No terceiro trimestre de 2022, o preço médio de locação de um imóvel do tipo foi de R$ 75,23 por m², contra os R$ 138 registrados em 2012. Lojas não estão incluídas no levantamento.

Na avaliação por região, a Zona Sul, especialmente o bairro de Botafogo, registrou valores médios de R$ 145 e R$ 114, para o preço médio da locação por m², respectivamente. “Prédios como a Torre do Rio Sul estão quase que com 100% de ocupação e já não há mais grandes espaços disponíveis na Zona Sul, o que vai empurrando e impulsionando a reocupação dos prédios do Centro”, explica Lucio Pinheiro, Diretor de Locações da Sergio Castro Imóveis, maior empresa do setor no Rio. Pinheiro comemora a venda integral do edifício Francisco Serrador, à Câmara Municipal do Rio pela sua corretora: ”São menos 24.000m2 em lajes top de linha disponíveis no mercado, que ganha muito com esta absorção. 2023 é o ano da reocupação do Centro. Basta a prefeitura fazer seu dever de casa e cuidar do espaço público, além de combater a mendicância”, sentencia.

A retomada da confiança do empresariado é imprescindível para que o mercado imobiliário comercial fluminense volte a apresentar bons resultados, segundo a Newmark. Para que isso ocorra, o Brasil precisa reconquistar estabilidade política e econômica, destacou a consultoria, apontando que, no momento, considera o mercado de aluguéis “promissor”.

Com algumas informações da Folha de São Paulo.

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