Rio pode criar selo para empresas que incentivam respeito à liberdade religiosa

Projeto foi aprovado pela Câmara dos Vereadores e agora segue para sanção ou veto do prefeito Eduardo Paes

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Câmara Municipal do Rio de Janeiro - Foto Cleomir Tavares/Diário do Rio

Vereadores do Rio aprovaram nesta quinta-feira (08/09), em segunda e última discussão, projeto que cria o Selo Empresa Pela Liberdade Religiosa, com o objetivo de incentivar o respeito religioso nas empresas instaladas na capital. De acordo com a proposta, apresentada pelo vereador Átila Nunes (PSD), o poder público poderá conferir o selo a instituições que, comprovadamente, contribuírem com ações, projetos e campanhas publicitárias voltadas à promoção da liberdade religiosa.

Segundo o texto, aprovado pela Câmara Municipal do Rio, o selo somente será concedido às empresas que assumirem o compromisso de vedar perguntas sobre a religião ao candidato nos processos de seleção de funcionários; autorizar o uso de vestimentas e apetrechos religiosos e permitir que funcionários adeptos de um determinado credo compensem dias não trabalhados em decorrência de datas ou ritualísticas de sua religião que requeiram dedicação integral.

A intolerância religiosa, especialmente contra as religiões de matriz africana, é um problema recorrente. O Selo Empresa Pela Liberdade Religiosa é um reconhecimento público às empresas cujos trabalhos ou ações promovam a liberdade religiosa e o combate à intolerância. Para existir um ambiente de trabalho equilibrado, é necessário estimular a convivência pacífica entre os colaboradores“, afirmou o autor do projeto, o vereador Átila Nunes.

As empresas interessadas em obter a permissão de uso do Selo Empresa Pela Liberdade Religiosa terão que apresentar a carta de compromissos à Prefeitura do Rio. A certificação concedida proporcionará à empresa o direito ao uso do título para uso nas veiculações publicitárias que venham a promover, bem como em seus produtos sob a forma de selo impresso.

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1 COMENTÁRIO

  1. Selos criados pelo governo servem sempre para uma coisa só: ACHAQUE. Como exemplo extremado, a Alemanha nazista também criou, usou e abusou de diversos selos para que os seus desafetos usassem. Quem vai checar a moralidade e a verdade de quem concedeu o tal selo? Um burocrata que os vai conceder? O diabo mora nos detalhes e é aí que são elas: estamos vendo todos os dias a falta de rigor, de caráter e a elasticidade das agências de “fact checking” dependendo de quem fala. Criar esses selos, este tipo de ideia deve ser reprovada in limine – a própria propositura desses selos para denotar virtude é um monumento à hipocrisia barata. Vergonha ao legislativo carioca.

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