Rio vai aderir ao ‘tax free’ para atrair mais turistas e dobrar margem de lucro da cidade

Projeção feita junto a viajantes internacionais mostrou que o volume de compras na cidade praticamente dobraria, ultrapassando os atuais US$ 212 milhões anuais para US$ 411 milhões

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Foto: Daniel Martins/DIÁRIO DO RIO

O secretário de Estado de Turismo, Gustavo Tutuca (Progressistas), anunciou, no início da semana, que o Rio de Janeiro vai aderir ao programa “tax free”, que reembolsa o valor dos impostos arrecadados nas compras de turistas internacionais. A adesão foi comunicada durante o evento de anúncio de investimento de R$ 270 milhões no Aeroporto do Galeão.

Segundo projeções feitas a partir de entrevistas com 866 turistas de outros países, o volume de compras de estrangeiros na cidade praticamente dobraria, ultrapassando os atuais US$ 212 milhões por ano para US$ 411 milhões. O impacto, segundo entidades ligadas ao setor de turismo, seria superior a R$ 2 bilhões.

A sondagem realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), em 2022, junto a turistas estrangeiros, já havia identificado a demanda. Segundo o IFec, 73% dos viajantes internacionais disserem que a adoção da “tax free” beneficiaria as partes envolvidas.

A adesão ao “tax free” foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em 29 de setembro de 2023. Na Europa, Argentina e Uruguai, a taxa recebe o nome de “tax refund” e é adotada como uma estratégia de incentivo de aumento de gastos entre os viajantes dessas regiões. Na prática, a medida funciona como um cashback no qual os turistas vão receber o valor pago de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) no ato da compra presencial e pagos no cartão de crédito.

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Informações: Veja Rio

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10 COMENTÁRIOS

  1. O engraçado sempre próximo às eleições sempre há uma paródia do prefeito ou governador não só pendura no poste mas tranca numa caverna e lacra a porta

  2. O Brasil poderia movimentar sua economia se tivesse um investimento sério em turismo doméstico .
    Um país de dimensões continentais com um turismo interno caro se tivesse um projeto descente tenho certeza que a economia seria aquecida.

  3. Primeiro tem que resolver o problema da violência na pista, mudar a lei, tem que ser igual dentro das comunidades com apenas 3 avisos! ” 1 vez conversa, 2 vez ? porrada e 3 vira saudade!” Depois vamos discutir sobre etc, pior coisa que tem vc vir visitar uma cidade e ser assaltado e até com grande chances de vira saudade! ?

  4. Dispensar o turista de pagar impostos, pode, já o povo que não aguenta mais de tanta cobrança, dane-se. Esses políticos realmente precisam ser jogados na lata de lixo.

  5. A Europa adota, claro, pois sua moeda única é extremamente valorizada em comparação a de países de outros continentes.
    O Uruguai também se serve porque um país de dimensões e economia modesta, precisa muito do turismo.
    A Argentina quebrada precisa muito da entrada de dinheiro. Não adianta exportar só vinhos…

    Agora o Brasil adotar? Ano após ano tem crescimento do turismo e mesmo com a questão da segurança pública o calcanhar de Aquiles.

  6. Veja que coisa. A decisão de beneficiar os turistas foi tomada após pesquisa junto aos turistas.
    Francamente! Que coisa mais sem noção…
    Claro que qualquer turista vai falar que melhor pagar menos. Que voltaria a fazer turismo pagando menos e bla bla bla…

    Esses políticos deviam ser pendurados no poste em praça pública.

  7. Que absurdo!!!
    O Brasil já tem o valor de sua moeda real muito desvalorizada em relação ao dólar, ao euro, à libra etc.
    Precisa entrar em algum programa de incentivo de gastos dos viajantes internacionais?
    Quem o Brasil quer atrair? Venezuelanos, Norte-coreanos???

    Esses políticos querem tudo decidir sem submeter a consulta da população por referendos e plebiscitos!

  8. É óbvio que qualquer pessoa consultada dirá que prefere não pagar impostos. Quem quer pagar impostos? Entretanto, em um cenário de déficit fiscal do Estado e da necessidade de aumento das receitas públicas para aumento dos investimentos, qual a justificativa de abdicar de tanta receita assim? Se o turismo é uma importante fonte de recursos, qual a lógica de abrir mão de ICMS? Me parece mais uma iniciativa de estímulo ao setor privado em detrimento do público.

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