Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O DIÁRIO DO RIO começa a série de matérias #RioDoente, que mostra o recorte da saúde em meio ao cenário de desigualdade social que vive a cidade do Rio de Janeiro. A morte de recém-nascidos, problema que muitas pessoas acreditam ser algo ultrapassado para uma metrópole do Sudeste brasileiro, é ainda uma presente e grave realidade.



Toda manhã o resumo do Rio de Janeiro

De acordo com o Mapa da Desigualdade da Região Metropolitana, produzido pela Casa Fluminense e divulgado há poucos meses, o Rio de Janeiro é uma das 10 metrópoles mais desiguais do mundo. E engana-se quem acha que os problemas mais extremos estão somente na Baixada Fluminense. Dentro da capital, nós temos números de países desenvolvidos da Europa e de nações paupérrimas da África.

Segundo números levantados pelo gabinete do vereador Paulo Pinheiro, PSOL, a mortalidade infantil de recém-nascidos na cidade é de 12.10 para cada 1000 nascimentos. Na região de Santa Cruz e adjacências são 14.95 óbitos para cada 1000 nascidos. Já na Zona Sul, o número é de 7.2 mortes em 1000 bebês.

“Não podemos aceitar essa situação com normalidade. Não dá para termos números tão discrepantes na mesma cidade. Por que quem nasce em Santa Cruz tem que viver menos, ou nem chegar à primeira infância e quem nasce na Gávea tem uma realidade completamente diferente? A saúde é para todos”, afirma Paulo Pinheiro.

Na AP 5, que corresponde à área de Bangu e proximidades, o índice da mortalidade de recém-nascidos é de 13.7 para cada 1000 nascidos. A população local se queixa da queda da saúde básica na região.

“O número de agentes comunitários de saúde diminuiu muito nos últimos tempos. Aí, muitas mulheres não conseguem fazer um acompanhamento correto, um pré-natal, na gravidez e isso termina, infelizmente, na morte de bebês”, opina Márcia Souza, que mora Gericinó.

A próxima matéria da série #RioDoente será publicada nesta sexta-feira, 13/11. O tema é: mortalidade materna.

3 COMENTÁRIOS

  1. Sério que isso é desigualdade social? Pra mim parece mais falta de respeito com quem paga impostos e falta de gestão desses políticos safados envolvidos em esqueminha pra encher os bolsos de dinheiro enquanto a população se lasca, pra depois vir com essa demagogia barata e enganar o povo já sofrido, colocando a culpa na “tal desigualdade social”

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