RJ entra em alerta para aumento de casos de dengue nas próximas semanas

Na quinta-feira (07/12), uma paciente foi diagnosticada com dengue tipo 4 no Rio de Janeiro; caso não era registrado desde 2018

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Uma análise feita por técnicos da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) indica que o Rio de Janeiro apresenta tendência de alta nos casos de dengue para as próximas semanas. A avaliação foi feita através do painel de monitoramento das arboviroses, criado neste ano com a inauguração do Centro de Inteligência em Saúde (CIS-RJ). Na quinta-feira (07/12), uma paciente fou diagnosticada com dengue tipo 4 no Rio de Janeiro; caso não era registrado desde 2018.

Até sexta-feira (08/12), o estado do Rio registra 43.205 casos da doença, com 2.481 internações e 25 óbitos. Ainda conforme com dados extraídos do painel, o perfil mais acometido pela doença são mulheres entre 20 e 29 anos, de cor branca ou parda.

Monitorar a circulação viral é rotina da Vigilância Epidemiológica da SES-RJ. Nos últimos anos, notamos a circulação dos tipos 1 e 2. A entrada de um novo sorotipo, como aconteceu nesta semana em relação ao tipo 4, nos deixa em alerta, uma vez que parte da população fica mais suscetível à infecção”, explica a secretária de Estado de Saúde, Cláudia Mello.

De acordo com a secretária, a circulação simultânea de diferentes sorotipos aumenta a possibilidade de epidemias e reinfecção da doença.

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Quando a reinfecção acontece, a probabilidade da doença se comportar de forma mais grave é ainda maior. Notamos que a estimativa de atraso na notificação dos casos, o chamado nowcasting, está acima do esperado. Isso indica aumento para as próximas semanas e meses”, afirma.

O CIS-RJ possibilita o acompanhamento das arboviroses. A plataforma funciona como ferramenta de apoio e consulta para a população, imprensa e, especialmente, para os técnicos municipais.

A Superintendente de Emergências em Saúde Pública da SES-RJ, Silvia Carvalho, do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância da Secretaria de Estado de Saúde (CIEVS/SES-RJ), que integra o CIS, destaca que, dessa forma, é possível acompanhar o cenário epidemiológico do estado, das regiões e dos próprios municípios.

O painel permite verificar não só a entrega, mas também avaliar a qualidade dos planos de contingência dos municípios para as arboviroses. Na última quinta-feira estivemos nas regiões Serrana e Centro-Sul auxiliando os municípios para atualização de seus protocolos e estratégias em casos de epidemias”, diz ela. “É também possível observar o número de casos e óbitos, além de fornecer estudos e análises do comportamento das doenças, especialmente a dengue, através do diagrama de controle“.

Os diagramas de controle são gráficos baseados na teoria de probabilidades que permitem comparar a incidência observada de um determinado evento com os limites máximo e mínimo da incidência esperada. Na dengue, funciona como método para identificação de epidemias, sendo este o instrumento mais sensível para detecção dos surtos.

Na próxima semana, técnicos da SES-RJ realizarão uma capacitação para profissionais dos municípios fluminenses. Mais de 450 médicos confirmaram participação no treinamento, que ocorrerá de forma remota entre segunda (11/12) e terça-feira (12/12).

Visando a uma rápida resposta em caso de epidemia, a SES-RJ também adquiriu, de forma preventiva, e tem à disposição equipamentos para montagem de salas de hidratação nas cidades que solicitarem suporte. Os estoques de soro, antitérmicos e analgésicos também receberam reforço, embora a compra desses itens seja feita diretamente pelas Secretarias Municipais de Saúde.

A SES-RJ irá reforçar o atendimento nas 25 UPAS estaduais com a montagem de salas de hidratação e fluxo específico. Na última terça-feira (05), técnicos da secretaria participaram de um treinamento no Ministério da Saúde com a participação da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) sobre o manejo clínico de pacientes de dengue.

Assim como os sintomas, o manejo clínico da dengue tipo 4 é o mesmo dos tipos 1, 2 e 3 desde a avaliação às recomendações de tratamento”, diz Daniela Vidal, médica da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da SES-RJ.

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1 COMENTÁRIO

  1. O Rio de Janeiro tem que separar do Brasil e fechar nossas fronteiras para que armas e drogas não entrem mais no nosso território para alimentar a criminalidade, e também para que possamos desenvolver o nosso próprio sistema de saúde.

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