Roberto Fischer: Um novo mindset para a manutenção ferroviária

Diretor de manutenção da SuperVia, Roberto Fischer, fala sobre a necessidade manutenção preditiva dos ativos para o futuro do sistema

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Roberto Fischer, da SuperVia. Foto: divulgação

Roberto Fischer é Diretor de manutenção da SuperVia

O futuro do transporte ferroviário do Brasil vai além da necessidade de mais investimentos. Um novo mindset, incorporando a manutenção preditiva, tem tudo para ser a grande oportunidade para a gestão do modal, que transporta, somente no Grande Rio, mais de 350 mil passageiros diariamente. No entanto, é imprescindível considerar a complexidade operacional e a extensa lista de ativos da SuperVia, como composições, estações e o Centro de Controle Operacional, dentre outros.

A manutenção dos ativos por condição e não por tempo é a porteira aberta para o futuro do sistema. É com a manutenção preditiva que se monitora os ativos para identificar sintomas de eventual problema ou falha antes que ocorra, garantindo assim o desempenho esperado. Com essa mudança de postura é plausível imaginar, por exemplo, que é possível estender o prazo de vida útil de um determinado equipamento de 20 para 25 anos. Os benefícios podem ir desde melhorias de performance operacional à redução de custos, incrementando a eficácia contratual do negócio.

Um processo eficaz para manter todo o patrimônio da concessão precisa enxergar oportunidade na manutenção preditiva. Esta certamente é a principal ferramenta e uma chance importante para oferecermos aos passageiros um transporte com mais segurança e qualidade.    

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Realizar essa mudança de postura não é tarefa simples. A lista dos bens reversíveis da SuperVia inclui mais de cem estações e 201 trens elétricos. Além disso, há as dificuldades rotineiras, como vandalismo, despejo irregular de lixo, invasões, questões de segurança, etc.  Não adianta apenas aportar recursos financeiros: uma nova gestão dos ativos precisa ser bem analisada para superar todos esses contratempos. E a melhor oportunidade é justamente o novo mindset, incorporando a manutenção preditiva à rotina.

A frota conta com composições novas, confortáveis, que nada lembram aquelas ultrapassadas que circularam por mais de 40 anos até se tornarem extremamente obsoletas e perigosas. Atualmente, nosso time tem cerca de três mil funcionários, que conduzem as composições e estão distribuídos nas estações em atividades como apoio operacional, limpeza, guarda patrimonial e segurança, dentre outras funções.        

O Centro de Controle Operacional (CCO) funciona 24h com colaboradores que operam em diversas frentes. É no CCO que está o atendimento aos clientes, esclarecendo dúvidas e registrando reclamações, e também a operação do moderno sistema de sinalização e controle de tráfego que garante a segurança do transporte ferroviário. Já o Centro de Controle da Manutenção (CCM) coordena a manutenção de composições, estações e demais ativos da ferrovia. Serviço executado durante a madrugada, quando não há transporte de passageiros.

Nesse complexo contexto, diversos pactos na rotina poderão ser constatados com a manutenção preditiva. O desempenho operacional do sistema tem tudo para melhorar com uma postura que promoverá menos atrasos e interrupções na circulação das composições. E o maior benefício poderá ser percebido pelos principais ativos da SuperVia: seus colaboradores e os milhares de clientes diários.

Este é um artigo de Opinião e não reflete, necessariamente, a opinião do DIÁRIO DO RIO.

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