Rogério Amorim: A Corda do Absurdo no Bradesco

O vereador Rogério Amorim, atuante na área de defesa do consumidor, fala sobre a ilegal recusa dos bancos em receber pagamentos de seus próprios clientes em suas agências

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A agência da rua Voluntários da Pátria do Bradesco recebe o número 0227. O Gerente Geral se recusa a cumprir o artigo 3o. da Resolução 3694 do Banco Central do Brasil, e exige que todos os seus clientes façam seus pagamentos em casa, insistindo que todos são obrigados na usar o 'internet banking'.

Um dos traços mais nítidos e também mais tristes de nossa cultura está resumido na expressão “a corda arrebenta do lado mais fraco” – o consumidor, o povo, o cliente é quem sempre paga todas as contas, seja dos aumentos dos combustíveis, do pão, da cerveja e da conta de luz (como aconteceu há alguns anos no governo petista, quando houve “queda” na tarifa de energia para meses depois a mesma explodir).  

No entanto, algumas agências bancárias do Bradesco foram mais longe: nem pagar a conta o cliente prejudicado consegue. Sim, é isso mesmo que você leu, e que o DIÁRIO DO RIO já denunciou em duas reportagens: o banco está se recusando a fazer serviços – a maioria, pagamentos – que estejam disponíveis em sua versão digital! E vejam: clientes com dinheiro em conta e que de repente se veem na kafkiana situação de não poderem usar seu próprio dinheiro para pagar um boleto!

Como sempre, é a tal da “pandemia” que fez o banco reduzir o número de funcionários presenciais enquanto tenta “educar” seus clientes para usarem os serviços online. É a desculpa esfarrapada de todos que tentam na verdade cortar custos usando a pandemia como estandarte de boas intenções. Mas vejam só que curioso: no fim de março, pesquisa da Brain Inteligência Estratégica – uma empresa de análise do mercado – revelou que a tendência do “home office” está diminuindo a passos largos. De acordo com o estudo, que ouviu 400 profissionais no Brasil entre novembro e dezembro do ano passado, por causa da pandemia e dos lockdowns, apenas 27% dos trabalhadores atuavam presencialmente entre 2020 e 2021. Já no ano passado, esse número quase dobrou: 45%.

O que é algo natural. As pessoas precisam voltar à vida de sempre e não cair nessa esparrela de “novo normal” propagado por “cientistas” que no ano passado “coincidentemente” fizeram o L nas eleições.

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E alguns passos simples estamos dando: em setembro passado meu irmão deputado Rodrigo Amorim apresentou na Assembleia Legislativa do Estado do Rio o PL 6322/2022, que proíbe bares e restaurantes de manter apenas cardápios em QR Code. É óbvio que precisamos oferecer também a pessoas idosas ou mesmo quem queira desligar o celular a mesma chance de saber o cardápio. E tem diversos outros casos em que o cardápio de papel é bem-vindo: a conexão do local está ruim, ou o cliente está usando seu telefone para – pasme! – Falar com alguém…

É hora de todos nós “descovidarmos” e parar com medidas restritivas que não fazem mais sentido (a não ser para quem quer economizar às custas do medo do vírus). E as agências bancárias não podem mais reduzir seus serviços, pior ainda, recusar a fazer serviços para seus clientes em nome de uma economia que não faz mais qualquer sentido.

A corda tem que parar de arrebentar por qualquer banalidade. E se continuar, uma coisa é certa: nós, vereadores e deputados precisamos estar SEMPRE do lado mais fraco. E vencer com o povo esse cabo-de-guerra.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Cristiabe parabens pra vc eu tbm pago em casa mais vc tirar o direitos dos demais que nao querem fazer dessa forma e um absurdo minha mae por exemplo nem celular gosta de usar

  2. Deus, que ainda se digna a perder tempo de ir em banco presencial para pagar boletos?! É uma perda de tempo absurda, inclusive sabendo que podemos resolver isso em clique no celular!
    Até a minha mãe, idosa de 72 anos, paga todas as contas dela no Internet Bank do celular. E sozinha, sem depender de ninguém!

    Torço é que revolucionam o mercado bancário no futuro, com o fim dos bancos!

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