Foto: Reprodução Internet

O multicultural bairro da Glória é um dos locais mais bonitos do Rio de Janeiro, em função das suas construções históricas, das belezas naturais e do cena artística efervescente que pulsa pelas ruas dessa região carioca, localizada entre o Centro da Cidade e a Zona Sul.

Contudo, o bairro também abriga trechos mais tranquilos, como é o caso da Rua Benjamin Constant, uma das mais conhecidas da região, por ser via de acesso para Santa Teresa e o Corcovado.

Além disso, o a área é um dos pontos de referência da Glória, ficando bem próxima da estação de metrô do bairro e de ícones boêmios e culturais desse pedacinho do Rio, como o bar Ximeninho e a tradicional feira livre da Glória.

Mas afinal, quem foi Benjamin Constant?

Xará do intelectual francês Benjamin Constant, Benjamin Constant Botelho de Magalhães foi um militar, político e professor brasileiro, considerado um dos fundadores da República. Foi também o grande divulgador do positivismo no Brasil.

Nascido em São Lourenço, em 1833, em Niterói, Rio de Janeiro, no dia 18 de outubro de 1833, ele era filho do português Leopoldo Henrique Botelho de Magalhães, primeiro-tenente em Portugal, e da brasileira Bernardina Joaquina da Silva Guimarães.

Depois de tentar vários trabalhos, sem sucesso, seu pai foi convidado pelo Barão de Lage para administrar uma fazenda em Minas Gerais, mediante a divisão dos lucros.

Foram os melhores dias da infância de Benjamin, como descreve nos versos “Saudades da Infância”. No dia 15 de outubro de 1849 falece Leopoldo deixando a viúva e cinco filhos filhos.

Formação Militar

No dia 28 de fevereiro de 1852, Benjamin ingressou na Escola Militar, mas seu principal interesse era estudar matemática. Em maio de 1855 foi promovido a alferes. Em 1858, diante de uma rebeldia, foi preso na Fortaleza de Santa Cruz.

Em 1859 matriculou-se na Escola Central para estudar química, mineralogia e geologia. No fim do ano foi promovido a primeiro-tenente e bacharelou-se em ciências físicas e matemática.

Ainda em 1859, foi convidado pelo Governo para ser examinador de matemática dos candidatos ao curso superiores do Império, no Colégio Pedro II. Em 1861 entrou como praticante para o Observatório Astronômico do Rio de Janeiro, onde permaneceu durante cinco anos.

Casamento

Em agosto de 1862 foi nomeado professor de matemática do “Instituto dos Meninos Cegos”, hoje “Instituto Benjamin Constant” Em 16 de abril de 1865 casa-se com Maria Joaquina da Costa, filha do diretor da instituição, Cláudio Luís da Costa, com quem teve quatro filhos. Faleceu no ano de 1891.

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