Por Bernardo moura

Chico Pinheiro um dos apresentadores da Globo Faço este texto curto pós carnaval direcionado a todos aqueles que, assim como eu, passou a folia em casa com os olhos grudados na TV, assistindo aos desfiles das escolas de samba. Escrevo estas linhas por total preocupação, pois tento entender de qual forma a interpretação dos carnavalescos e de alegorias e adereços foi passada para os foliões de casa.

A folia foi transmitida no sábado, no domingo e na segunda-feira de carnaval. No primeiro dia, o desfile do Acesso A teve sua transmissão realizada pela Rede Bandeirantes e nos sucessivos dias, pela Rede Globo. Sinceramente, as duas me deixaram estarrecido.

Na Band, a apresentadora Adriane Galisteu e o percussionista Ivo Meirelles deram uma leveza à transmissão. O que eles sabiam, falavam, o que não, ficavam calados. Podia se perceber o jogo de imagens da emissora e a vontade de se fazer uma boa transmissão. Repórteres tentavam a todo instante focar e ir atrás da notícia, do evento para com que a pessoa de casa se sentisse mais conforto e menos alienado. Parabéns!

Já na Globo, os desfiles transmitidos do Grupo Especial, foram típicos do samba do crioulo doido. A inovação deste ano foi a ausência da bolha azul em frente ao setor 9 e, a colocação do locutores/narradores na própria esquina do samba, em frente ao setor 1. Portanto, ficavam Glenda Koslowski e Luis Roberto, numa parte A e, Chico Pinheiro com Deborah Colker, Haroldo Costa, Pedro Luis e Geraldo Carneiro, na parte B. Só que não sei se não era para nós não sabermos, mas os estúdios eram acoplados. O jornalista Chico Pinheiro fez questão de transitar entre eles como se estivesse na casa dele. Falando no mesmo tópico, LUis Roberto e Glenda se superaram na transmissão. Do esporte, procuraram saber a fundo o terreno inóspito, pouco familiarizado com o tema.

Contudo, o problema maior foram as sucessivas interrupções de Chico Pinheiro mostrando coisas “nada a ver”. Ou ainda repórteres entrevistando fulaninho de tal da novela das 8 para saber se sabe sambar. Ora, faça-me o favor! Não é de hoje que a a Globo deixa a desejar, mas neste ano, bateu recorde. Eles cortavam a parte mais importante, o começo do desfile (esquenta e grito de guerra), para passar comerciais. Quando não ainda faziam comentários da escola anterior. Até um episódio de entrevistar o Martinho da Vila, da Vila Isabel, e tecer comentários sobre a Porto da Pedra, por exemplo. Uma falta de respeito e um desperdício de oportunidade de entrevistar o bamba da escola de Noel…Meu Deus!

Na boa, na tevê de Roberto Marinho, é necessário direcionamento, foco, um seguimento do enredo na transmissão para se ter sucesso no tal carnaval Globeleza. E, após tudo isso, tenho que aturar a ironia de meus pais e avós relembrando as boas transmissões de carnavais da Manchete. Sinto saudades também.

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