Por Bernardo Moura

beijaflor Falando de banho no carnaval, a água rolou solta na avenida no primeiro ensaio técnico para 2009. A escola Beija Flor de Nilópolis, abriu a temporada de ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí, na última sexta feira. Com o tema: “No chuveiro da alegria, quem banha o corpo lava a alma na folia”, a escola levou seus componentes a fazerem uma prévia do desfile oficial. Só que, algumas coisas não saíram tão bem como o previsto. Neste ensaio da Beija Flor, tive o privilégio de acompanhar tudo de pertinho, ou seja, da pista. Do começo ao fim.

 

A noite começou com a presença, mais que ilustre, da corte do Carnaval: o Rei Momo acompanhado de rainha e princesas. Em seguida, um locutor anunciava a agenda de ensaios técnicos que ocorrerão durante o mês de dezembro. Enquanto isso, o relógio digital marcava às 20hrs, e na pista lateral sentido Centro, da Avenida Presidente Vargas, os “banhistas“ começavam a sair dos ônibus especiais, que a escola contratou especialmente para a ocasião. As arquibancadas estavam vazias, com poucas pessoas. Mesmo assim, até o setor nove (setor de turistas) estava aberto. Aos poucos, os espectadores foram chegando, já que estava um engarrafamento infernal em direção às Zonas Sul e Norte. Antes do começo do ensaio, o mesmo locutor anunciava a merecida homenagem do espaço em frente ao setor um, ser chamado de Concentração Jamelão.

No entanto, às 21hrs, a bateria da escola já estava formada e, somente a partir deste momento, que começou a organização  das alas. Por tabuletas, separadas em setores com os nomes das fantasias do respectivo, indicava aos foliões os seus devidos lugares. Uma correria. Afinal, o ensaio já estava pra começar.  Ensaio começado e tudo dando certo, até que, percebi, um “passa-passa” de pessoas por dentro da escola prejudicando sua harmonia e evolução. Com a escola ainda não liberada a atravessar a pista, pessoas de todos os tipos (com e sem crachá) atrapalhavam a sua concentração. 

 

Com quase todos os seus componentes trajados de camisa da escola, a Beija Flor convidou aos espectadores da Marquês, que nesta altura já estava com arquibancadas cheias, a se banharem. Os versos “As águas rolaram/ As mentes lavaram, clareou!/ O índio ensinou, o banho voltou/E o mundo se purificou…” empolgaram o público presente.Mas, não de todo. A própria comunidade estava meio fria. Os diretores de ala (sábios) tentaram impulsionar a escola. Ouvi: “Vamos, cantem!” ou “Olha o alinhamento.” ou ainda “ Cadê o movimento no corpo de vocês?”. Me surpreendi com este comportamento da escola, pois a escola é forte e como se diz, no mundo do samba, “tem chão” Eu, no ato, lembrei daquele samba de 2006: “Comunidade impõe respeito/Bate no peito, que eu sou Beija Flor”. Uns disseram: “Não ligue. Isto foi só o começo” e outros: “O começo do campeonato”.

 

Pois bem, começo de campeonato ou não, a escola tem umas arestas a aparar. Como por exemplo, providenciar o canto forte dos nilopolitanos, pois o samba é fácil. Contudo neste ensaio, não funcionou na avenida. Os poucos clarões (entre as alas) que apareceram, porventura. E a paradinha da bateria, porque esta mostrada não funcionou e até, inclusive, atravessou o samba com o canto dos componentes.

Por fim, ensaio técnico é assim mesmo. É um teste de erros e acertos. Para quando chegar no dia do desfile oficial, nada prejudicar a perfeita cadência do espetáculo. Beija Flor já na dispersão, e a boa agora, é ir para praça de alimentação atrás do setor 2 (camarotes). Aproveitar o sambinha como trilha sonora e sentar (ou ficar em pé mesmo) e conversar com os amigos. Reencontrar os velhos e fazer novos.  

Bastidores do Carnaval:

A escola vermelha e branca da Tijuca, Salgueiro terá uma ala exclusivamente dedicada aos gays. A ala se chamará “Salgay”;

 

Parabéns ao site PortelaWeb, comemorado no último sábado, em plena feijoada da Portela. Um belo que foi feito e que perdure por muitos outros.

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