Satélite que buscava água em Marte procura vazamentos na rede de abastecimento do Rio

Equipamento escaneia com precisão o subsolo de onde está apontado e com softwares inteligentes identifica o que é água potável através do cloro dissolvido na água

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Foto: Divulgação

Na cidade do Rio de Janeiro, os números do desperdício anual de água tratada giram em torno de 53 mil piscinas olímpicas de água, volume que poderia abastecer 1,9 milhão de pessoas. Por isso, a Águas do Rio, concessionária privada de saneamento, tem como aliado no combate a perdas um satélite, que antes era utilizado para encontrar água em Marte.

Atualmente, o equipamento está voltado para a capital fluminense à procura de vazamentos em sua rede de fornecimento de água. Testado primeiro na Zona Sul da cidade, ele escaneia com precisão o subsolo de onde está apontado e com softwares inteligentes identifica o que é água potável através do cloro dissolvido na água, utilizado nas estações de tratamento, diferenciando, assim, do que é água bruta – lençol freático, rios subterrâneos ou poços artesianos.

Depois de mapeados os possíveis focos de vazamentos, as equipes operacionais iniciam um trabalho mais preciso com o uso de geofone, equipamento ultrassensível a sons, nos locais indicados pelo satélite. O passo seguinte é reparar ou trocar a tubulação e resolver o problema.

Antes do uso do satélite, a busca por vazamentos ocultos era um trabalho de formiguinha, feito por equipes caminhando com geofone de rua em rua. Ganhamos tempo com a nova tecnologia. Para se ter uma ideia, só na Zona Sul, levaríamos quatro meses para mapear pontos de desperdício e fizemos isso em apenas 20 dias. Além disso, após o uso do novo equipamento, a média de identificação do desperdício aumentou: enquanto com outros equipamentos encontrávamos um vazamento por quilômetro, agora são três. Assim, com a tecnologia vinda do espaço, ganhamos tempo e tornamos todo o processo muito mais eficiente”, explica o presidente da Águas do Rio, Alexandre Bianchini.

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O piloto do projeto com o satélite foi a Zona Sul da capital fluminense, por se tratar de uma das áreas mais difíceis da cidade para encontrar vazamentos ocultos. Isso porque a região possui mais camadas de asfalto nas ruas e o solo é arenoso.

Entre outubro de 2022 a janeiro de 2023, o satélite escaneou 582 Km de rede de água. Apenas nesse perímetro e período, foram encontradas 122 possíveis áreas com vazamentos, também confirmados com o geofone. O que já foi reparado devolveu ao sistema 158 milhões de litros de água. Até o final dos consertos e trocas de tubulações em curso, o volume de água recuperada poderá abastecer sete mil habitantes.

O satélite agora será utilizado nas zonas Norte e Centro da capital, além dos demais 26 municípios que fazem parte da área de atuação da concessionária.

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