Sucupira, ou melhor Sepetiba

Por André Delacerda

Neste post não vamos fazer nenhuma comparação política do personagem do coronel Odorico Paraguaçu com nenhum político carioca da velha e nova geração. Mas lembraremos de uma novela que povoou a mente de todos nós cariocas, brasileiros e pessoas mundo a fora, já que a novela rompeu as fronteiras do Brasil.

 

Quem não se lembra de “O Bem Amado”? Primeira novela a cores da tv brasileira. Mesmo que não tenha nascido naquela época já deve ter ouvido de amigos, visto na tv cenas da época, e também em mídias digitais na Internet.

 

Mas Sucupira que assistíamos na verdade não estava na Bahia, como escrito no script de Dias Gomes. Sucupira era aqui bem em pertinho. Era na Zona Oeste da cidade do Rio. Mas não era uma cidade cinematográfica, lá no recente Projac, que ainda não havia nascido na década de 70. Sucupira era sim, o bairro de Sepetiba.

Da época em que viveu os ares Sucupirianos, algumas coisas mudaram, outras ainda estão lá. Como o coreto onde o ator Paulo Gracindo encarnando Odorico Paraguaçú, fazia seus inflamados discursos para a população.

 

Triste é constatar que o mar de Sucupira, aquele mar lindo, de areias límpidas, hoje deu lugar a uma espécie de mangue. Em 30 anos, a degradação ambiental destruiu o mar de Sucupira, ou melhor de Sepetiba. Isso nos serve como um aviso e uma lição, em tempos de conscientização ambiental.

Daqueles tempos de Sucupira, alguns mitos tomaram vida na memória do bairro de Sepetiba. Como o do terreno que dizem carregar uma suposta maldição de Odorico Paraguaçu. Nele o prefeito Odorico queria fazer a grande obra, o cemitério.

 

Dirceu Borboleta, interpretado pelo ator Emiliano Queiros é que vai recordar o cenário de Sucupira de uma forma bem humorada e saudosista. Acompanhem e relembrem os locais que junto com personagens inesquecíveis, fizeram de “O Bem Amado” um clássico da tv brasileira.

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