Thomytalks: Qual a diferença entre Sedução e Joguinho?

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Para entender a diferença entre sedução e joguinho, precisamos compreender o que cada uma delas representa.

Comecemos pelo joguinho. Em essência, joguinho é manipulação. Trata-se de uma estratégia usada para obter algum benefício, geralmente unilateral, ou seja, para uma só pessoa. Quem recorre a esse artifício não leva em consideração o outro lado e usa táticas baratas para conquistar a outra pessoa.

O problema dos joguinhos é que eles geram insegurança e incerteza na pessoa que está sendo manipulada. A relação já começa sem autenticidade e com a única finalidade de conquistar, mesmo que isso gere incômodo na outra pessoa. É uma tática de curto prazo que raramente leva a relacionamentos duradouros.

Por outro lado, a sedução é uma parte natural da dinâmica dos relacionamentos e de como as pessoas se interessam umas pelas outras. Na sedução, a atração é intensificada quando você não tem certeza se a outra pessoa está tão interessada em você quanto você está nela. Essa sensação nos atrai ainda mais, porque, segundo a psicologia, queremos aquilo que não temos certeza de poder ter. Saber disso nos dá mais entendimento sobre essa dinâmica complexa que é a conquista, sem causar mal à outra pessoa.

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A sedução é como uma dança, onde ambas as partes se aproximam uma da outra. Mas, se uma pessoa se aproxima rápido demais, a outra pode se assustar e recuar.

Já aconteceu com você? Aposto que sim… porque acontece com todos nós. Quando nosso emocional entra em cena e nos sentimos atraídos por alguém, queremos ser o mais natural possível, mas aqui aparece um grande equívoco…

Agir naturalmente não é a mesma coisa que ser emocionada. Essas são duas coisas diferentes. Por exemplo, vamos supor que você está saindo com alguém há duas semanas e, natural e sinceramente, fala que está apaixonado(a) por ele(a). O que você acha que provavelmente vai acontecer?

Provavelmente, você vai assustar a outra pessoa. Você agiu com naturalidade e sem joguinhos, mas não levou em consideração que avançou rápido demais e não analisou se havia reciprocidade da outra parte.

Quer outro exemplo?

Por acaso você diz tudo que pensa e age naturalmente no seu trabalho? Acredito que não. E isso não significa que você está fazendo joguinho, mas sim que você entende que existe uma dinâmica a ser desempenhada nesse contexto. Então, por que na esfera dos relacionamentos seria diferente? Nem com amigos podemos dizer tudo que pensamos ou agir completamente segundo nossas vontades, caso contrário, podemos ferir os sentimentos da outra pessoa.

Vou contar uma história pessoal para exemplificar meu ponto. Quando eu era adolescente, sempre que me interessava por alguém, eu dizia: “Eu gosto de você.” Bastava eu dizer isso para que a outra pessoa fizesse uma cara de: “Tá, e daí?”.

Percebe que apressar demais as coisas, ou se declarar e ser sincero com a outra pessoa não garante nada? Muito pelo contrário, eu deveria chamar a atenção dela, gerar interesse e curiosidade e só depois dizer algo do tipo: “Você é muito interessante.”

Portanto, saber a dinâmica da sedução não significa que você tem que deixar de ser quem você é, mas entender que existe um tempo para cada avanço e um mecanismo por trás que precisa ser compreendido.

Pense na sedução como uma ferramenta a mais para ajudar a conquistar a outra pessoa e não para manipular. Garanto que você nunca mais vai confundir sedução com joguinho e assim saberá distinguir quando alguém está tentando te seduzir ou apenas brincar com você.

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Thomas Schultz-Wenk, também conhecido como ThomyTalks nas redes sociais, é psicólogo especialista em relacionamentos e términos. Foi Neurocientista do HUPE e INTO no Rio de Janeiro. Com uma fala direta e objetiva, sem enrolação, se tornou influencer no tema e é autor do livro "LibertEx: Como superar um término e esquecer o ex ou a ex". Atualmente, atende online e tem diversos cursos sobre relacionamentos.
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