Tradicional Centro Empresarial Botafogo é vendido pelos donos da Ambev em pacote de imóveis bilionário

A São Carlos Empreendimentos, espécie de braço imobiliário dos controladores da Americanas, vendeu o prédio de escritórios de luxo da Praia de Botafogo num pacote com outros três prédios de alto padrão, em São Paulo. O valor da venda é de quase 900 milhões de reais

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Centro Empresarial Botafogo - Site da empresa

O trio Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, donos da Ambev e acionistas da 3G Capital e mais conhecidos ultimamente pelo problema pelo qual passou recentemente a Americanas, acaba de vender um pacote de dois imóveis contendo o tradicional edifício corporativo Centro Empresarial Botafogo (CEB), na Praia de Botafogo, bem na esquina com a rua Marquês de Olinda. O CEB é um dos mais afamados prédios de escritórios do Rio, rivalizando com o tradicional Edifício Argentina.

O imponente prédio – que tem uma vista deslumbrante para a Baía de Guanabara – fica localizado a cerca de 700m da Estação Botafogo do metrô e a 15 minutos de carro do Aeroporto Santos Dumont, e é um dos mais procurados pelas grandes empresas na cidade.  O edifício oferece ao usuário uma excelente estrutura, com restaurante, salas de reuniões e um amplo auditório. Com grande procura, os espaços comerciais no prédio costumam ser alugados a pouco menos de R$ 200,00 por metro quadrado, segundo informa Lucio Pinheiro, diretor de corporativos da Sergio Castro Imóveis. Pinheiro explica que cada andar do prédio tem cerca de 950 metros quadrados, e que a edificação possui um heliponto homologado.

A transação realizada inclui também dois edifícios na região da Avenida Paulista e um no Morumbi, em São Paulo. A transação no valor de R$ 865 milhões, foi realizada pela São Carlos (SCAR3) Empreendimentos, empresa de investimento imobiliário controlada pelos empresários que comunicou a realização do grande negócio no dia 27/12 ao mercado. A São Carlos, no Rio de Janeiro, é proprietária de vários outros edifícios muito conhecidos do grande público, como o Edifício Mesbla, na Rua do Passeio e o Generalli, na esquina da Avenida Rio Branco com a rua Sete de Setembro.

De acordo com o Money Times, a venda está sendo feita da seguinte forma: 50,6% na primeira parcela na assinatura da escritura; 19,8% na segunda parcela em até 12 meses, contados da escritura, corrigido pelo IPCA; e 29,7% na parcela final em até 24 meses, a partir da escritura, também corrigido pelo IPCA. A São Carlos estima em R$ 338,7 milhões o lucro líquido do negócio.

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Ligação com 3G Capital

Em 1985, o trio criou a São Carlos por meio da cisão dos ativos imobiliários da Americanas, com o objetivo de estabelecer uma gestão independente de imóveis e a capilarizar a varejista pelo interior do Brasil. Segundo a jornalista Cristiane Correa, no livro Sonho Grande, sobre a ascensão de Lemann, Telles e Sicupira, a ideia teria partido deste último, um obcecado por corte de custos na varejista.

A partir de 1999, os empresários deram início à diversificação patrimonial, com a cisão dos ativos imobiliários da Americanas. Atualmente, os acionistas detêm 31 milhões de ações da empresa e participação de 54,8% do total. Jorge Felipe Lemann, filho de Paulo Lemann, integra o conselho de administração da companhia.

Com informações: Money Times

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4 COMENTÁRIOS

  1. É inacreditável! Os sujeitos lesam intencionalmente milhares de pequenos e médios investidores e fornecedores, dão um calote bilionário (o maior até hoje registrado no país), e nenhuma palavra de repúdio de certos veículos “jornalísticos”.

    Eu gostaria que algum “colunista” aqui me esclarecesse o que eles definem como bandidos, ou ladrões. Quem são os verdadeiros vagabundos (termos que estes “colunistas” adoram usar)? Aqueles que roubam um celular aqui outro ali, uma bicicleta aqui outra ali, um cordãozinho aqui e outro ali? Ou aqueles que roubam milhares de pessoas ao mesmo tempo, silenciosamente, usando transações contábeis e manobras judiciais, interferindo na economia e na política institucional, causando assim danos às populações de cidades e do país inteiro?

    Qual a definição que vocês dão à “picaretagem’? Por que insistem em jogar confetes sobre esses empresários, quase todos cheios de processos nas costas, notórios burladores de leis, e que só não sofrem punições legais pois pagam para ficar impunes? Por que não defendem que estes canalhas corruptos também devessem estar presos sem direito a indulto de natal nem regressão de pena, nem nada daqueles direitos que vocês tanto criticam quando dados aos ditos “prisioneiros comuns”?

    Por que bandido vagabundo é só o sujeito maltrapilho que age na rua com uma arma ou algo que o valha? O engomadinho que rouba sem arma não merece o mesmo repúdio?

    Essa falsa moral de vocês chega a dar ânsia de vômito.

    • Você mesmo respondeu sua pergunta: afetou o capital especulativo dos “investidores”, não a população (eu que sou pobre nem sei do que se trata, continuo comprando lá pq os preços são baixos)

      Bizarra é essa tentativa de amenizar “crimes comuns”, qd todo santo dia alguém é esfaqueado, morto e violentado por ladrões, mendigos e cracudos. Talvez acionistas não saibam pq não circulam de transporte público pela cidade ?

      • As vítimas dos ladrões de rua e dos picaretas do mercado financeiro, muitas vezes, são as mesmas. Note que eu disse PEQUENOS INVESTIDORES, gente da classe média, o mesmo público que tem seus celulares roubados nas ruas.

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