Fachada do Edifício À Noite que teve seu tombamento oficializado pelo IPHAN na semana passada. O prédio foi sede da Rádio Nacional por décadas (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Um dos mais belos prédios do Centro do Rio, mas infelizmente atualmente abandonado e decadente, o Edifício Joseph Gire, mais conhecido como o Edifício A Noite, bem de cara para a Praça Mauá, e por sua vez para o Museu do Amanhã e do Museu de Arte do Rio, deve voltar a receber advogados, juízes e seus servidores. É que de acordo com o jornal Extra, a União cedeu o edifício o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). O contrato de cessão foi assinado na última sexta-feira pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e pelo presidente do TRF-2, desembargador André Ricardo Cruz Fontes.

Pelo contrato assinado com o governo federal, o TRF-2 tem 180 dias para apresentar o plano de reformas para uso do prédio. Segundo a SPU, está prevista a criação de um museu e adaptações no edifício para instalação de diversas varas de Justiça. Caberá ao TRF-2 fazer a revitalização do edifício.

Para o diretor da Sérgio Castro Imóveis, Claudio Castro: “Espero que seja restaurado ao menos. É um dos prédios mais emblemáticos do Centro, nosso primeiro arranha céu. Se usarem ele mesmo todo podre como está, será um relevante setback no Projeto de revitalização da Praça Mauá“.

Um clássico da art-decó, é um projeto do arquiteto francês, Joseph Gire, que dá o nome ao prédio, ele foi o responsável por outro conhecido edifício no mesmo estilo que marcou época, o Copacabana Palace. A estrutura tem 22 andares e uma altura de 102 metros. Até os anos 1930, foi considerado o prédio mais alto da América Latina, até ser ultrapassado pelo Martinelli, que fica em São Paulo e foi inaugurado em 1934.

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Uma das características mais marcantes do A Noite era o que se podia ver de seu terraço ou de andares mais altos. O prédio servia de mirante, pois oferecia uma vista privilegiada da cidade quase toda e da Baía da Guanabara. Até o ano de 2012, o prédio foi sede da simbólica Rádio Nacional, em 2013, o edifício foi tombado pelo Iphan, recebendo o reconhecimento coincidente com sua altura e tamanha importância. E até recentemente era sede do INPI.

O Felipe Lucena contou a história do Edifício A Noite em 2015, clica no linke.

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