UFRJ busca voluntários para mapear efeitos do calor na cidade do Rio

Objetivo do projeto é compreender o impacto das altas temperaturas na saúde do carioca

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Foto: Artur Moês (SGCOM/UFRJ)

O Laboratório de Estudos e Pesquisas em Geografia do Clima (GeoClima/UFRJ) está com inscrições abertas até quinta-feira, (26/01), para voluntários no projeto Observatório do Calor do Rio de Janeiro. A iniciativa é desenvolvida em parceria com a agência norte-americana de Administração Oceânica e Atmosférica e integra o Heat Watch 2022. O objetivo é mapear o calor e compreender o impacto das altas temperaturas na saúde do carioca.

O Centro de Operações Rio (COR), por meio do Sistema Alerta Rio, afirmou que a cidade registrou, em (15/01), temperaturas acima dos 40ºC em Irajá e a sensação térmica bateu 54ºC na Zona Norte, recorde no verão.

A professora Núbia Beray, coordenadora do GeoClima, disse, ao Conexão UFRJ, que dias mais quentes estão sendo cada vez mais frequentes por causa das mudanças climáticas. A docente destaca que a ocupação do solo e o relevo da cidade também são fatores para o aumento da temperatura no Rio, já que a urbanização cria ilhas de calor, locais em que as altas temperaturas ficam concentradas, como em Irajá.

Por isso, o projeto Observatório do Calor percorrerá 26 locais da Zona Oeste, Zona Norte e Zona Sul para entender melhor o comportamento do calor na superfície dos espaços da cidade. Os carros, disponibilizados pela Prefeitura do Rio e pelos voluntários, receberão sensores para captar dados atmosféricos. É possível se inscrever como motorista, que deverá seguir uma rota determinada, ou como navegador, que ajudará no caminho e na proteção do equipamento. Serão feitas medições pela manhã, tarde e noite para verificar a temperatura e a umidade do ar no Rio.

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O GeoClima quer relacionar esses dados com o relato dos cariocas que se expõem ao calor intenso neste verão.

O projeto conversou com profissionais da limpeza urbana, ambulantes e pessoas em situação de rua para saber como eles lidam com o calor. Todos se sentem desconfortáveis. No caso dos lixeiros, a professora Núbia destaca que, apesar de protegidos pela roupa, a exposição não é adequada: “Ela preserva da incidência de raios solares, mas até certo ponto. Ao mesmo tempo, essa roupa vai gerar um calor interno, porque é uma vestimenta pesada. Então você se protege, mas fica desconfortável porque começa a aumentar sua temperatura corporal, e um dos mecanismos de ter uma regulação é o suor. Com isso, você começa a perder água.”

O calor excessivo e a pouca umidade também podem agravar doenças respiratórias, cardiovasculares e renais. Para minimizar o calor sentido na cidade, algumas alternativas são aumentar as áreas de sombra, com o plantio de árvores, e instalar bebedouros em prédios públicos para que a população não sofra com desidratação.

Observatório do Calor, de acordo com a professora, será fundamental para que a Prefeitura do Rio possa desenvolver políticas públicas a partir do levantamento das áreas mais quentes da cidade.

Para ser voluntário no projeto, clique aqui.

Informações do portal Conexão UFRJ.

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