Um Jogo para Ficar na História no Templo do Futebol – Fluminense e São Paulo

Por André Delacerda 

Fluminense Eterno Amor por Gabriela Dias Épico é como pode ser chamado o jogo da última quarta-feira entre o Fluminense e o São Paulo pela Copa Libertadores.

Quis os deuses, que ali, no templo sagrado do futebol, o Maracanã, nosso querido Maracá. Fosse o palco desta história, ou melhor, da batalha.

Sob os olhar atento de tricolores do céu e da terra, o espetáculo se estabeleceu. Diante deles, o milionário e imbatível São Paulo, time o qual jamais duvidariam da vitória. São Paulo do Imperador Adriano, que chegou sem humildade, se esquecendo que existe uma máxima no futebol: jogo se decide de verdade entre as quatro linhas e não fora dela.

Para aquela inesquecível noite, o Maracá se fez grená, verde, e branco. E se iniciava o momento tão esperado, quiçá, o jogo mais importante da história, até ali, do centenário Fluminense.

E eis que surgem os aguerridos jogadores do Fluminense, conduzidos ao som do mantra “Fluminense eterno amor” entoado a todo instante pelos 80 mil torcedores.

Para tornar aquela noite ainda mais mítica, o Maraca se fez branco, através de uma nuvem de pó de arroz, que combinava com o branco da lua, que se fez cheia e plena sobre o estádio, irradiando a luz que conduziria os guerreiros tricolores a talvez a colherem os louros da vitória.

Os guerreiros tricolores iniciaram a batalha e o Maraca se transformou em Colisseu. Sob o comando do Gladiator Renato Gaúcho, 12 homens com um só objetivo, vencer o não humilde Imperador e seus colegas.

E o destino começou a conspirar a favor da gente das laranjeiras, aos 12 minutos, não o romano Julio César, mas sim tricolor Junior César, levanta a bola, que cai como uma benção nos pés de Washington, que quebra seu jejum de oitos jogos; e avança sobre o imbatível Rogério Ceni. A multidão vai ao delírio.

GoOoOL!!!!!!!

Estava o Flu consagrado naquela primeira etapa pela sua valentia e bravura ao enfrentar os soldados e o Imperador.

Aos 25 do segundo tempo, um susto. O Imperador faz o tão temido gol, e comemora em tom de deboche, dando língua aos 80 mil torcedores do Flu, que se calam de perplexidade.

Mas susto maior o Flu daria ao adversário no minuto seguinte. O São Paulo, mal teve tempo para pensar, e ver o guerreiro das terras argentinas, Conca, conduzir a bola com estratégia aos pés de Dodô que sucumbiu com muita sutileza Rogério Ceni. GoOoOL!

Dodô bravo Dodô, fez novamente o coração do torcedor tricolor acreditar numa possível virada.

Daí em diante os guerreiros comandado por Renato, lutaram bravamente, vencendo os soldados e o Imperador. Porém pela regra do jogo, apesar de estar ganhando o Flu não levaria a conquista.

Viva o pó de arros por MantelliTricolores do céu e da terra a esse instante talvez tivessem dúvida de uma virada, mas torciam, pediam aos deuses, e tinham a fé, que seus homens nunca desistiriam da luta.

E foi o bendito pé de Thiago Neves, que numa angulação perfeita, conduziu a bola até a cabeça do iluminado Coração Valente, fazendo aos 46 minutos do segundo tempo, o Maraca vibrar, e tornar possível o que parecia impossível, naquele instante. O guerreiro Washington, que vencera a morte, se consagraria como o herói da vitória tricolor. Levando ao êxtase a torcida e os milhares de torcedores que assistiam ao jogo pela Tv.

GoOoOL!!!!!

E a felicidade toma o Maraca, coroada por gritos, vibração, lágrimas e também pelo silêncio de Renato, que sentado no sagrado gramado, observa seus guerreiros vibrando pela vitória e vendo o temido Imperador cair de joelhos, diante do povo das laranjeiras.

E novas batalhas se vislumbram, segue o Fluminense rumo a mais uma, e tendo a responsabilidade maior de ser o Brasil na Copa Libertadores.

Quem sabe o épico se repita por mais quatro vezes, coroando o tricolor das laranjeiras e o futebol carioca com o louro da triunfante vitória.

Fotos:

Fluminense Eterno Amor por Gabriela Dias
Viva o pó de Arroz por Mantelli

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