Vereadora do Rio abre denúncia no MPRJ contra ‘Simulador de Escravidão’ que permitia torturar pessoas negras

A vereadora Thais Ferreira (PSOL) entrou com uma representação no Ministério Público contra o Google, que mantinha o jogo em sua loja de aplicativos

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Até esta quarta-feira (24/05), o GooglePlay mantinha em sua loja de aplicativos, um jogo chamado “Simulador de Escravidão” que representava pessoas negras sendo castigadas e violentadas pelo o próprio usuário. O aplicativo, desenvolvido pela MagnuGames, foi retirado do ar nesta tarde.

A proposta do jogo, que acumulava um pouco mais de mil downloads, antes de ser banido da plataforma, era de simular ser um proprietário de escravos, fazer lucro e impedir fugas e rebeliões, por meio de dinâmicas de violências e torturas. Na aba de avaliações do aplicativo, era possível conferir algumas reclamações de usuários que lamentavam as poucas possibilidades de agressão.

A vereadora Thais Ferreira (PSOL) se manifestou contra esse tipo de manifestação racista. “Com profunda consternação e indignação que tomamos conhecimento da existência desse jogo, que promove a banalização e a apologia à violência e à desumanização vivenciadas por milhões de pessoas que foram escravizadas ao longo da história. Essa forma de entretenimento é extremamente ofensiva e reforça estereótipos racistas, causando danos emocionais e perpetuando a opressão enfrentada pelas pessoas negras até os dias de hoje”.

A parlamentar afirmou que entrou com uma representação no Ministério Público do Rio de Janeiro contra o Google pela prática que incita a discriminação racial. “O jogo de aplicativo apresenta conteúdo altamente ofensivo e desrespeitoso, ao simular a experiência da escravidão, promovendo a violência simbólica, discriminação racial e afrontando os direitos humanos. A disponibilização e comercialização desse jogo na plataforma GooglePlay permite seu acesso por parte de crianças, adolescentes e adultos, contribuindo para a disseminação de estereótipos negativos e violando a dignidade humana e a igualdade racial”, diz parte da peça jurídica.

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A representação pede que seja instaurado um procedimento investigatório para apurar a responsabilidade dos desenvolvedores do jogo, por violação da legislação brasileira. E pede também que requisite ao Google, responsável pela plataforma GooglePlay, informações detalhadas sobre a disponibilização e comercialização do aplicativo, visando identificar e punir os responsáveis pela criação e distribuição.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Na verdade, ela fez uma comunicação, representação.
    Denuncia é o nome da peça de acusação apresentada pelo Ministério Público em Juízo nós crimes de ação penal pública. Já a Queixa é a ação privada do particular.

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