Vereadora Monica Benicio cria prêmio para homenagear artistas e organizações que produzem cultura nas favelas

Essa é a primeira edição do prêmio, que busca descolar da favela a imagem de território estigmatizado pela violência e ressignificá-lo a partir de uma perspectiva artística

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Foto: Divulgação

A vereadora Monica Benicio, líder da bancada do PSOL na Câmara Municipal do Rio, vai entregar, pela primeira vez, o Prêmio de Cria pra Cria, nesta sexta-feira (17). Mais de 40 artistas, coletivos e mobilizadores favelados da área da cultura serão homenageados no plenário da Casa a partir das 18h. Essa é a primeira edição do prêmio, que busca descolar da favela a imagem de território estigmatizado pela violência e ressignificá-lo a partir de uma perspectiva artística.

“Tenho muito orgulho desse ano inaugurar esse prêmio que tem por objetivo mostrar que a favela produz, cria e movimenta a cultura dessa cidade. Como vereadora que nasceu e cresceu na favela da Maré, acho essencial ocupar o plenário desta Casa com quem têm construído outras narrativas sobre o que é ser favelado e quebrando os estigmas de crescer num território como esse. Essa homenagem é honrar o que a favela tem de melhor“, destaca Monica.

A iniciativa faz parte das comemorações pelos dias da Favela (04/11), da Cultura (05/11) e da Consciência Negra (20/11). Serão homenageadas pessoas e organizações que produzem ou incentivam a cultura nos territórios de favela, abrangendo diversas categorias, como literatura, dança, teatro, gastronomia, fotografia, grafite, poesia, etc. As favelas contempladas serão Rocinha, Complexo da Maré, Complexo do Alemão, Cerro Corá, Babilônia, Vigário Geral, Cidade de Deus, Mangueira, Manguinhos, Jacarezinho, Morro Agudo, Providência, Santo Amaro e Tavares Bastos. A arte do prêmio foi criada pelo artista Guilherme Kid.

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Após a entrega do prêmio será inaugurada a exposição fotográfica que conta a trajetória pessoal e política da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018 junto com seu motorista Anderson Gomes. Passados cinco anos e oito meses, os mandantes ainda não foram identificados e responsabilizados e o crime permanece sem solução.

“A gente decidiu fazer essa premiação no Mês da Consciência Negra porque favela, cultura e a luta de Marielle por direitos humanos são temas que estão interligados e conectados. É uma luta antirracista e de resistência do povo preto e favelado, que coloca a favela num lugar de força e potência criativa que geralmente a gente não vê nos noticiários“, explica a parlamentar.

A exposição é gratuita e ficará aberta ao público até 30 de novembro, no saguão da Câmara, de segunda a sexta, das 10h às 18h. A mostra é do Instituto Marielle Franco, em parceria com a mandata Monica Benicio.

Saiba quem são os agraciados: https://docs.google.com/document/d/1fAGF8iuWykjq_Jki9jRPVuDUfonNveFvbDUQv1_YiOg/edit

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