Vândalos do Rio de Janeiro

Por André Delacerda

Estátua do Carlos Drummond Atos de vandalismo estão sendo feitos contra o patrimônio cultural da cidade nos últimos meses. O mais noticiado pelos jornais foi o roubo dos óculos da estátua do poeta Carlos Drummond Andrade em Copacabana, que já foi reposto pela prefeitura por quatro vezes, e roubado em seguida. Também já roubaram os óculos de Ari Barroso no Leme.

Nas últimas semanas tivemos mais uma seqüência de roubos, que começou com a placa na estátua de Bellini no Maracanã, e por último ontem, o roubo de um candelabro judaico de 200 kg e 2 metros de altura, de bronze, em plena orla do Leblon.

O que está acontecendo? É a grande pergunta!

A primeira questão a se pontuar é, o que leva a estes vândalos roubar/furtar as peças? Seria para derreter o metal e vender em fundições? Seria por puro prazer de desafiar a sociedade e as autoridades? Ou seria pela satisfação de praticar o vandalismo.

Essas pessoas não tem nenhum caráter, pois ao praticar roubo, já se enquadram como bandidos e/ou criminosos, além de demonstrarem não terem nenhuma cultura. Digo isso. Falta de cultura que pode atingir pessoas tanto de classe baixa, como de classe alta. Porque até agora não se acharam os criminosos.

O que mais me deixa perplexo é que roubam em plena via pública, que possui bastante movimento. Em plena orla de Copacabana, em um calçadão movimentado. Em plena orla do Leblon junto a um sinal de transito, e também em um calçadão movimentado.

Será que ninguém viu isso? Ou os cidadãos que viram pensaram da seguinte fora: “Não é comigo, não me importo”. Pensaram errado. Pois o patrimônio publico pertence a todos e certamente é responsabilidade de todos nós.

Uma outra questão a se levantar é, onde está a polícia? Para que serve a polícia? Na hora que mais precisamos eles estão aonde? Alguém vai dizer: “Eles estavam tomando suco na lanchonete na esquina”.

Candelabro Judaico Somos sabedores que patrulhas da PM fazem a ronda na orla. Eu mesmo já vi. De 10 em 10 minutos eles passam. Mas a pergunta que se faz, no caso dos roubos das peças da orla – os óculos de Drummond e o Candelabro Judaico -, será que essas patrulhas estavam cegas, não foram avisadas, ou não passaram quando deviam está fazendo a ronda?

É uma questão que deixamos para ser respondida pela Secretaria de Segurança do Estado e pela PM.

E isso é só para citar o roubo dessas obras culturais da cidade. Podemos listar na ação dos bandidos, em outras áreas, como no roubo de milhares de quilômetros de cabos de cobre da iluminação pública, que põem em risco a segurança da cidade e das vias públicas que passam a ficar escuras em questão de segundos. Dando um prejuízo de milhões aos cofres públicos, e porque não dizer, ao contribuinte, que tem o recurso que poderia ser usado em outras obras, utilizado na reposição do material roubado neste ato de vandalismo

Essa indústria dos cabos de cobre é alimentada por quem compra o material. Isso é crime. A autoridade policial tem que reprimir com força os donos desses ferros-velhos e fundições que se predispõem a comprar o cobre vindo dos fios da iluminação pública roubados.

O que cabe a nós sociedade é nos conscientizarmos e conscientizarmos nossos filhos, parentes e amigos, sobre a nossa obrigação de zelar pelo patrimônio público da cidade, que é nosso.

Uma das coisas é denunciando qualquer ato de vandalismo que estejamos presenciando.

A cidade só perde com esses atos de vandalismo e o bolso do contribuinte também. Porque só para se fazer a reposição por 4 vezes dos óculos do poeta Drummond se gastou uma boa quantia – 3 mil reais – cada vez.

Está na hora de a sociedade dar um basta ao vandalismo.

Cadeia nesses vândalos e criminosos.

Fotos Globo Online

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