Na aliança que o PT e o PSB fecharam para as Eleições 2022 do Rio de Janeiro estava acordado que a cabeça de chapa, ou seja, o candidato a governador, seria do neo-PSBista Marcelo Freixo, que deixou o PSol para isso, enquanto a vaga de Senador estaria com o PT, em especial André Ceciliano, atual deputado estadual e presidente da Alerj. Mas no meio do caminho tinha o deputado federal Alessandro Molon, uma das principais lideranças do PSB no Rio de Janeiro, e que se lançou pré-candidato a vaga atualmente ocupado por Romário (PL).
Quis o destino, e as pesquisas de intenções de votos, que Molon passasse a pontuar bem. Na última pesquisa do Real Time Big Data, ele aparece com 14% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Romário que tem 19%, a margem de erro é de 3%. Enquanto André Ceciliano tem apenas 4%, mas uma pesquisa Ipec de maio mostra que associado a Lula (PT), Ceciliano passa para o 1º lugar.
Mas como o PT tem o maior tempo de Tv da coligação e o apoio de Lula faz a diferença, Freixo está pressionando Molon a renunciar à sua candidatura ao Senado. Afinal, tem de cumprir o acordo quando da formação da ampla aliança feita em oposição ao governador Cláudio Castro (PL). E mais, a costura teria sido feita pelo próprio Molon em 2021 que afirmou que abriria mão da disputa ao Senado caso Freixo viabilizasse seu nome e tivesse o apoio de outros partidos, além do PT, PSol e PCdoB já declararam apoio ao pré-candidato.
Só que vai explicar a alguém bem na pesquisa a desistir para alguém tão atrás? Mesmo Ceciliano reunindo políticos de todos os partidos, não é segredo que o próprio Castro vê com bons olhos o nome dele ao Senado, a dificuldade em decolar nas pesquisas neste meio de pré-campanha joga contra.
Cezar Maia, o ”verdadeiro amigo” do 1000 & ciano VICE.
Andre 1000 & ciano e Rei da Rachadinha.