Antonio Marcos Barreto: Enchentes são questão de saúde pública

São muitos problemas de saúde que podem ser transmitidas desta forma

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O que escrevo neste artigo não é nenhuma novidade. No entanto, existem alertas que sempre precisamos reforçar. Um deles é em relação aos problemas de saúde que decorrem de enchentes que tomam as grandes cidades.

São muitos problemas de saúde que podem ser transmitidas desta forma. Entre eles, a leptospirose, o tétano, a hepatite A. Além de doenças diarreicas agudas, infecções de pele, entre outros. Também é fundamental ter cuidado com animais peçonhentos, que surgem em locais de enchente e destroços.

Um caso que vale o destaque é a dengue. O Rio de Janeiro está vivendo um surto desta doença. Algo que não acontecia, com essa intensidade, há décadas. Após as enchentes, ficam as poças de água que viram foco do mosquito transmissor.

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Outra questão é a saúde mental. O DIÁRIO DO RIO até publicou uma matéria sobre isso recentemente. Muitas pessoas após sofrerem com enchentes desenvolvem quadros de ansiedade, síndrome do pânico, estresse e outras doenças.

A solução para o problema das enchentes também não chega a ser nenhuma grande novidade. Contudo, vemos a situação se repetir por tanto tempo. Já passou da hora de levarmos essa questão a sério. Poder Público, empresas, sociedade civil. Precisamos agir todos juntos.

Vivendo nas grandes cidades, nós construímos ruas, marginais, edifícios, pontes e casas em terrenos inadequados à ocupação humana, próximos aos cursos hídricos, como as várzeas e as planícies de inundação. Vem a chuva forte e essas regiões enchem.

Podemos evitar as enchentes de muitas formas. Entre elas, incentivando construções responsáveis, coibindo a poluição de rios e os limpando com frequência. É necessário que tenhamos um bom sistema de drenagem pluvial e isso inclui bocas de lobo ou bueiros livres para que as águas das ruas sejam drenadas.

Esse é um debate que sempre precisamos travar. As conversas e ideias para essa questão precisam ser mais constantes e, só assim, não teremos mais consequências tão graves após fortes chuvas no Rio de Janeiro.

Vai, Planeta!

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