Hoje é dia 7 de outubro, o que significa que falta pouco menos de um ano para a próxima eleição – talvez a mais importante para o nosso tão combalido município em muitos anos. Assolado por uma grave crise financeira, resultado de um inchaço na máquina pública e uma completa inaptidão em gestão, o Rio de Janeiro atravessa um delicado momento, quiçá um dos piores desde a sua fundação.

Temos milhares de crianças na fila a espera de uma vaga nas creches e nas escolas municipais – e não é possível obter um número preciso pela falta de transparência da Prefeitura. Na saúde, clínicas da família sendo fechadas e médicos com salários constantemente atrasados. Na limpeza… bom, não há limpeza. Na conservação, basta andar de carro, van ou ônibus e sentir que os buracos se multiplicam pelas ruas cariocas. Iluminação? Já se foi o tempo em que os postes acendiam com regularidade. Os moradores em situação de rua estão crescendo vertiginosamente, sem nenhum sinal de assistência social, junto com os vendedores ambulantes, o que denota um grave problema de falta de emprego formal. Saneamento básico é algo que apenas 46% dos cariocas sabem o que é.

Estamos deixando de ouvir que o Rio é uma cidade maravilhosa e ouvindo cada vez mais que “a cidade está um lixo”, e por isso devemos agir. A eleição do próximo ano é a eleição para mudarmos de vez esse cenário que em nada condiz com nosso Rio de Janeiro.

Atualmente temos mais de 20 pré-candidatos ao cargo de Prefeito, o que demonstra que opções, seja de qual lado for, não irão faltar para o carioca escolher bem. Neste momento de desastre econômico e gerencial é fundamental elegermos uma pessoa que tenha boas ideias para tirar a Prefeitura do buraco e o Rio do ostracismo, mas, principalmente, que saiba o que está fazendo e que tenha vontade de trabalhar.

Precisamos de alguém como o próprio carioca: aguerrido, trabalhador, simpático, sempre com as melhores ideias para resolver os piores problemas. Precisamos de alguém que faça o carioca voltar a ter orgulho de falar “aqui é o meu país”, de alguém que nos faça desistir de querer ir morar em São Paulo (lá não tem praia, brother!!) ou em Miami (lá não tem bixcoito Globo, mermão!!).  Não nascemos para ser fruto de medo dos outros (“não viajo pro Rio, lá é perigoso”), mas sim de inveja (“eu moro onde você tira férias”, deveria ser o nosso bordão).

Portanto, pelos próximos 365 dias, fique atento ao noticiário, procure se informar mais sobre os nossos futuros candidatos. Veja as entrevistas, leia os planos de governo quando forem disponibilizados, procure saber se são ficha limpa de verdade, qual o passado de cada um deles e o que eles já fizeram (ou não) pelo nosso Rio.

O voto é a nossa maior ferramenta de transformação e só podemos usá-lo uma vez a cada quatro anos. Por isso pense bem, reflita, converse com seus amigos e familiares, discuta com quem pensa diferente e faça você ampliar os horizontes e as ideias. Mais do que nunca, o Rio de Janeiro precisa dar a volta por cima, ninguém aguenta mais “o lixo de cidade”. Como dizia o Pensador, até quando vamos levar porrada? E não vamos fazer nada?

Agora é com você, irmão.

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