Parque do Flamengo - Cidade do Rio de Janeiro - Foto: Alexandre Macieira | Riotur
Parque do Flamengo - Cidade do Rio de Janeiro - Foto: Alexandre Macieira | Riotur

Faltando mais de 1 ano para as eleições municipais de 2020, já temos 22 nomes colocados como pré-candidatos a prefeito do Rio de Janeiro. Alguns nomes já assumiram a pré-candidatura, outros é o partido quem deseja, mas eles não falam nada. Têm aqueles que nem partido tem ainda e o caso de Eduardo Paes (DEM) que diz que não é candidato, que o partido diz que não é candidato, mas todo mundo acha que vai ser candidato.

O DIÁRIO DO RIO listou, então, quem são, até o momento, os pré-candidatos a prefeito do Rio em 2020. Claro que surgirão nomes novos no futuro, alguns vão compor chapa e têm aqueles que desistirão. Mas estaremos acompanhando os movimentos.

Na lista, incluímos também o link para o Linkedin daqueles pré-candidatos que o possuem. Afinal, prefeito do Rio é uma vaga de emprego importantíssima.

Os nomes são:

  • Alessandro Molon
  • Arolde de Oliveira
  • Benedita da Silva
  • Bruno Kazuhiro
  • Carlo Caiado
  • Clarissa Garotinho
  • Eduardo Paes
  • Fred Luz
  • Gustavo Bebiano
  • Hélio Negão
  • Jerominho
  • Marcelo Calero
  • Marcelo Crivella
  • Marcelo Freixo
  • Mariana Ribas
  • Martha Rocha
  • Paulo Messina
  • Pedro Fernandes
  • Rodrigo Amorim
  • Ruan Lira
  • Otoni de Paula
  • Washington Fajardo

Saiba mais sobre eles

Alessandro Molon (PSB)

Foto: Jim Killock

Deputado federal do PSB e líder da oposição, Alessando Molon pode tentar, em 2020, candidatura à prefeitura do Rio pela 3ª vez. Ele foi candidato em 2008 pelo PT, mas apesar disso o partido não o apoiou e enfrentou várias dificuldades e ele ficou em 5º lugar. Em 2016 foi candidato novamente, desta vez pela REDE. Ficou em um distante 8º lugar.

Molon não tem muita experiência fora da política, foi deputado estadual de 2003 a 2010, e deputado federal desde 2011. Além disso é professor de direito da PUC desde 2009 e mestre em História das Ideias Políticas pela UFF.

Não disse ser candidato a prefeito, mas fontes de seu partido insistem em seu nome para 2020.

Idade: 47 anos
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Arolde de Oliveira (PSD)

Arolde de Oliveira
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O senador Arolde de Oliveira, com 82 anos, é o pré-candidato mais velho para 2020. Surpreendendo em 2018 ao ser eleito para a 2ª vaga da cadeira no Senado, passando o então favorito Cesar Maia (DEM), deveu sua eleição ao eleitorado Bolsonarista. Apesar disso, o seu partido diz querer candidatura própria nas capitais.

Evangélico, Arolde é fundador e controla o Grupo MK de Comunicação, um dos maiores grupos empresarias do setor evangélico. O grupo possui a MK Music, que tem entre seus artistas a cantora Fernanda Brum. Também fazem parte do conglomerado, a MK Editora, a 93 FM, o MK Shopping e os portais Elnet e Som Gospel.

Capitão do Exército, Arolde foi deputado federal por 9 mandatos consecutivos, desde 1984 até 2019, quando se tornou Senador. Ele também foi secretário de Transportes do Rio de Janeiro durante a 2ª e 3 ª gestão de Cesar Maia como prefeito.

Idade: 82 anos

Benedita da Silva (PT)

Benedita da Silva
Foto Sergio Silva/Agência PT

O PT, que tudo indicava que apoiaria a candidatura de Marcelo Freixo (PSol), deu uma guinada e passou a dizer que lançará a deputada federal Benedita da Silva. Talvez a candidata com maior currículo político. Evangélica e ativista do movimento negro, feminista, ela foi vereadora do Rio em 1983 a 1986, depois deputada federal de 1987 a 1995, quando então foi eleita a 1ª senadora negra da história do Brasil, onde fica de 1995 a 1998, quando concorre como vice-governadora na chapa de Anthony Garotinho, na época no PDT.

Com Garotinho houve uma série de desavenças, mas assume como a 59ª governadora do Rio de abril a dezembro de 2002, após a renúncia do então governador para ser candidato a presidente. Ficou marcada na sua gestão o dirigível Rio Pax, muito criticado à época. Depois foi ministra de Assistência e Promoção Social do governo Lula, de onde saiu após usar recursos públicos em um evento religioso na Argentina. De 2007 a 2010 foi secretária de Assistência social no governo Sergio Cabral. E desde 2011 é deputada federal.

Benedita já foi candidata à Prefeitura do Rio em 1992, quando foi para o 2º turno com Cesar Maia. E em 2002 tentou a reeleição para governadora, mas Rosinha Garotinho venceu em 1º turno.

Idade: 77 anos

Bruno Kazuhiro (DEM)

Bruno Kazuhiro
Bruno Kazuhiro

Com 31 anos, o presidente da Juventude Nacional do Democratas, Bruno Kazuhiro é o mais jovem entre os pré-candidatos a prefeito do Rio em 2020. Formado pela UFRJ em Direito, em 2012, é Mestre em Ciências Políticas pelo IESP e analista de política aqui no DIÁRIO DO RIO.

Apesar de jovem, ele tem um amplo currículo na política, inclusive internacional. É diretor da Juventude da União de Partidos Latino-Americanos (UPLA) e diversas funções na Juventude da União Democrata de Centro (YDU). E desde o ano passado é membro da Adenauer Network, uma rede de jovens líderes mundiais coordenada pela Fundação Konrad Adenauer, da Alemanha. Além de participar de diversos seminários, cursos, conferências e congressos pelo mundo.

Desde 2013 é coordenador do setor legislativo do vereador Cesar Maia e foi candidato a deputado estadual em 2018.

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Idade: 31 anos

Carlo Caiado (DEM)

Carlo Caiado

O deputado estadual em 1º mandato Carlo Caiado é outro nome do Democratas que se colocou como pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro em 2020. Foi vereador por 4 mandatos, de 2005 até 2019, quando assume a suplência na ALERJ devido à prisão de André Corrêa.

Com 38 anos, foi eleito 1ª vez em 2004 com apenas 22 anos e em 2016 foi considerado pela Embaixada dos EUA como um dos 7 jovens líderes políticos no Brasil.

É formando em Administração pela PUC-Rio. Especializou-se em Políticas Públicas pelo Iuperj, da UCAM. Também foi administrador regional do Recreio.

Idade: 38

Clarissa Garotinho (PROS)

Formada em jornalismo pela Hélio Alonso, a filha do casal de ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho, Clarissa Garotinho, já assumiu publicamente a sua pré-candidatura a prefeita do Rio durante um Mesa Viva feito pelo DIÁRIO DO RIO.

Começou na política bem jovem, tendo sido diretora da UNE, presidente do PMDB Jovem, quando seu pai era do partido. Em 2008 se elegeu vereadora do Rio, em 2010 deputada estadual e desde 2014 é deputada federal. E de 2017 a 2018 ela foi Secretária de Desenvolvimento, Emprego e Inovação no governo Crivella.

Em 2012, foi candidata a vice-prefeita em uma esotérica chapa com Rodrigo Maia (DEM) como cabeça. No lugar de juntar a popularidade das 2 famílias, acabou reunindo a rejeição e terminaram com apenas 95.328 votos.

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Idade: 37 anos

Eduardo Paes (DEM)

Eduardo Paes no Mesa Viva ( Foto: Gabriel Subtil )
Eduardo Paes no Mesa Viva ( Foto: Gabriel Subtil )

O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM) diz que não é candidato, o partido diz que não é candidato, mas todo mundo acha que vai ser candidato. Inclusive no Mesa Viva disse ao DIÁRIO DO RIO que está fazendo um pit stop na política, e hoje é um executivo da BYD.

É outro com um invejável currículo. Começou na Juventude Cesar Maia no início dos anos 1990, foi subprefeito da Zona Oeste no 1º mandato de Cesar Maia. Se elegeu vereador em 1996 e deputado federal de 1999 até 2007, em 2001 foi Secretário de Meio Ambiente na 2ª gestão de Maia.

Em 2006, foi candidato a governador pelo PSDB, quando ficou com 5% dos votos e causou espanto ao apoiar Sergio Cabral no 2º, contrariando decisão de seu partido que apoiou Denise Frossard. Em 2008 se candidatou a prefeito do Rio e saiu vitorioso contra Fernando Gabeira (PV), que tinha apoio de seus antigos aliados tucanos e Cesar Maia. Em 2012, se reelege no 1º turno mas não consegue fazer seu sucessor Pedro Paulo. Em 2018 tentou ser governador do Rio, mas perdeu o 2º turno para Wilson Witzel.

É formado em direito pela PUC.

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Idade: 49 anos

Fred Luz (NOVO)

Fred Luz
Foto: Gilvan de Souza/ Fla Imagem

Ex-CEO do Flamengo, Fred Luz, faz parte do processo seletivo do NOVO que escolhe o candidato a prefeito do Rio em 2020, como deu o DIÁRIO DO RIO em 1ª mão. Em 2018 deixou o Flamengo para coordenar a campanha presidencial do partido, ao lado de João Amôedo. É ligado ao Renova-BR, também.

Empresário, Fred é sócio e diretor da Inbrands que reúne marcas como a Richards, Salinas, Ellus e VR. Foi também diretor das Lojas Americanas de 1980 a 1995. Se formou pela PUC em engenharia e fez mestrado na COPPE UFRJ.

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Idade: 66 anos

Gustavo Bebianno (Sem Partido)

Gustavo Bebianno
Foto : José Cruz/Agência Brasil

O ex-braço direito de Jair Bolsonaro, ex-Secretário Geral da Presidência e ex-Presidente Nacional do PSL, Gustavo Bebianno falou mês passado que deseja ser candidato a prefeito do Rio em 2020. Na época, dizia que estava conversando com legendas de centro-direita, já que está sem partido.

Bebianno é advogado e, curiosidade, assim como o governador Witzel, é faixa-preta em jiu-jitsu.

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Idade: 55 anos

Hélio Negão (PSL)

No dia 21 de agosto o noticiário político carioca foi pego de surpresa com a nota de que o deputado federal do PSL, Hélio Lopes, mais conhecido como Hélio Negão e Hélio Bolsonaro possa ser candidato a prefeito do Rio em 2020 com apoio do presidente Jair Bolsonaro. O espanto é maior porquê seu partido já tinha feito evento apoiando a pré-candidatura de Rodrigo Amorim.

Subtenente reformado do Exército Brasileiro, Hélio foi perito criminal e é graduado em gestão pública e financeira. Apesar de não dar para saber o que pensa, afinal, é mais conhecido apenas por estar presente em eventos com Bolsonaro, ele já tem, até o momento, 47 proposições de lei na Câmara dos Deputados.

Antes de ser eleito deputado federal em 2018 com 45.234 votos (4,47% dos votos válidos), sendo o 1º colocado em número de votos no Rio de Janeiro, Helio foi candidato a vereador de Queimados em 2004, quando obteve 277 votos e em 2016 de Nova Iguaçu com 480 votos.

Idade: 50 anos

Jerominho (PMB)

Um pré-candidato a prefeito do Rio que ficou preso mais de 10 anos? Esse é o caso do ex-vereador Jerominho, pré-candidato pelo Partido da Mulher Brasileira. Eleito vereador do Rio em 2000 e 2004, foi preso em 2008 acusado de ser um dos chefes da então poderosa milícia da Liga da Justiça na Zona Oeste

Idade: 70 anos

Marcelo Calero (Cidadania)

O deputado federal Marcelo Calero (Cidadania) foi Secretário de Cultura no governo Eduardo Paes, quando acabou sendo alçado para o cargo de Ministro da Cultura de Michel Temer, e ficou conhecido nacionalmente, mas não pela cultura e sim defesa da ética. É que ele pediu demissão após o então também ministro, Geddel Vieira, e Temer pedirem que interferisse no IPHAN para liberação de uma licença para construção de um empreendimento imobiliário na Bahia. Ele acusou pressão indevida, e se afastou do governo.

Formado pela UERJ, em 2004, trabalhou como advogado da Nokia e em 2007 começou o curso de diplomata no Instituto Rio Branco, tendo sido chefe do Setor Comercial da Embaixada do Brasil no México. Mas, desde 2013 está afastado das suas funções no Ministério das Relações Exteriores e se dedicando a política.

Em 2018, ele se candidatou pela 1ª vez, e se elegeu deputado federal pelo então PPS, agora Cidadania. No mesmo ano seu nome chegou a ser ventilado como candidato a governador, e desde março seu nome é comentado como candidato do Cidadania para a sucessão de Crivella.

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Idade: 37 anos

Marcelo Crivella (PRB)

Marcelo Crivella
Tomaz Silva/Agência Brasil

Apesar da grande impopularidade, Marcelo Crivella (PRB) vai tentar a reeleição como prefeito do Rio em 2020. Inclusive apostando em um repeteco do 2º turno de 2016 contra Marcelo Freixo (PSol). Com um governo cercado de escândalos, brigas e chamado de incompetente da esquerda à direita, Crivella tenta montar uma ampla aliança, mas anda encontrando dificuldades.

Engenheiro formado pela Santa Úrsula, Crivella era mais conhecido por ser sobrinho do polêmico Edir Macedo, Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e cantor gospel. Foi Senador de 2003 a 2017, quando se elegeu prefeito e foi Minsitro da Pesca de Dilma.

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Idade: 61 anos

Marcelo Freixo (PSol)

Marcelo Freixo
Reprodução Internet

Marcelo Freixo (PSol) vem pela 3ª vez ser candidato a prefeito do Rio, desta vez com ares de favorito e suavizando o discurso como no papo com Janaina Paschoal no Quebrando o Tabu. Ele também tem procurado fazer uma ampla aliança pela esquerda, o que é uma verdadeira novidade para o estilo de seu partido.

Freixo começou a carreira política como militante dos Direitos Humanos e foi consultor nos anos 1990 do então deputado federal Chico Alencar nesta área. Em 2006, se elegeu deputado estadual pela 1ª vez, cargo que ocupou até 2018, quando se elegeu deputado federal, como o 2º mais votado do estado.

Como deputado estadual, seu mandato ficou marcado pelas CPIs do Tráfico de Armas e das Milícias do Rio de Janeiro. O que o levou a ter seguranças 24 horas por dia. Em 2010, Freixo ficou conhecido nacionalmente devido ao filme Tropa de Elite 2. O personagem Deputado Diogo Fraga era baseado em sua vida: um professor de história e militante dos direitos humanos que se torna deputado estadual e também preside uma CPI contra o poder das milícias no Rio de Janeiro.

Em 2012, foi candidato a prefeito e ficou em 2º lugar com, 914.082 votos, 30% dos válidos, mas Eduardo Paes acabou vencendo em 1º turno. Já em 2016, teve uma votação menor no 1º turno, 553.424 votos, 18,26% dos válidos, no entanto, conseguiu ir ao 2º turno contra Marcelo Crivella. E terminou o 2º turno com 1.163.662 votos, 40,64% do total.

Idade: 52 anos

Mariana Ribas (PSDB)

Mariana Ribas
Reprodução internet

A jovem Mariana Ribas talvez seja a maior surpresa deste momento eleitoral. Até 06/08 era secretária de Cultura de Marcelo Crivella, quando deixou o cargo, acusando o, até então, chefe de querer que ela montasse um dossiê contra a Fundação Roberto Marinho e por não liberar verba para sua pasta. No mesmo dia, a colunista Berenice Seara, do Extra, disse que Ribas seria a candidata do PSDB à prefeitura do Rio em 2020.

Ainda desconhecida do público, Ribas tem mais de 16 anos dedicados à gestão pública, tendo começado como estagiária da Secretaria Municipal de Cultural em 2003. Entre os cargos mais importantes está a presidência da RioFilme na gestão de Eduardo Paes, secretária executiva e secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura no governo Temer. Até assumir a secretaria de Cultura, era diretora da Ancine.

Ela é formada em comunicação e jornalismo pela Estácio, com pós-graduação em jornalismo cultural na mesma instituição. Também fez extensão na New York University e no Latin American Training Center em Los Angeles.

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Idade: 36 anos

Martha Rocha (PDT)

Martha Rocha

De pais portugueses, Martha Rocha (PDT) foi a 1ª mulher na história a chefiar a Polícia Civil do Rio de Janeiro. Em 2014, foi eleita pela 1ª vez para a ALERJ e foi reeleita em 2018. Em 2016, foi convidada para ser a vice de Pedro Paulo, mas não aceitou. A vaga ficou com a ex-deputada Cidinha Campos.

Para as eleições de 2020, todos a querem como vice, especialmente na esquerda, já que ela junta o fato de ser mulher e especialista em segurança pública, uma grande combinação. Mas ela já deu declarações que não aceita ser vice, e deve ser mesmo candidata, inclusive caminhando por cidades do Rio com o presidenciável do PDT, Ciro Gomes.

Martha Rocha se formou em Direito pela UFRJ, e fez especialização em Direitos Humanos pela Cândido Mendes e no Curso Superior de Polícia ministrado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Também tem pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal pela Universidade Estácio de Sá, como também em Administração Pública pela UERJ e pela Escola de Políticas Públicas e de Governo da UFRJ.

Ela foi delegada da Polícia Civil de 1983 até 2014, quando se candidatou, e venceu, pela 1ª vez.

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Idade: 60 anos

Paulo Messina (Sem Partido)

Paulo Messina
Foto: Reprodução/Facebook

Eleito vereador pela 1ª vez vereador em 2008, em 3 mandatos participou da Comissão de Educação e Cultura por 7 anos consecutivos, tendo a presidido por 4. Em 2013 criou a Lei de Incentivo a Cultural, estabelecendo 1% da arrecadação do município (o que dá mais de R$ 45 milhões por ano) às produções culturais (antes isso ficava em torno de 0,3%).

Após a vitória de Marcelo Crivella, seu nome chegou a ser ventilado como Secretário de Educação, mas acabou sendo Secretário-Chefe da Casa Civil, e bem poderoso, chegando a ser chamado de Primeiro Ministro. No cargo deu atenção ao controle fiscal do município e zerar o déficit orçamentário.

Messina deixou o cargo para defender o chefe no processo de impeachment que Crivella sofreu na Câmara. Porém, após a vitória do atual prefeito no impeachment, não voltou ao cargo e se tornou oposição. De acordo com Messina, teria sido identificado que a Prefeitura começou a desrespeitar as principais premissas construídas ao longo de 2018, passando a gastar de forma desmesurada e desnecessária, utilizando-se inclusive de créditos sem compensação, o que, segundo a lei de complementar 101/2000, é previsto como crime de responsabilidade. A partir daí, Messina passou a fazer críticas ao novos rumos da atual gestão, alertando para o risco de colapso de serviços a partir de outubro deste ano, mas, sem ser ouvido, acabou optando por anunciar seu rompimento com o governo.

Surpreendeu a vários recentemente ao anunciar sua pré-candidatura a prefeito.

Idade: 43 anos

Pedro Fernandes (Sem partido)

Pedro Fernandes

Filho da poderosa vereadora Rosa Fernandes, o atual secretário de Educação, Pedro Fernandes, leva o mesmo nome de seu avô Pedro Fernandes Filho, que foi deputado estadual do Rio de Janeiro 1962 até sua morte em 2005, com apenas uma ausência entre 1982 e 1986. Em 2007 ele assume a cadeira de seu avô, na qual ficou até 2018, quando se candidatou a governador pelo PDT.

Professor universitário e formado em odontologia, Pedro Fernandes fez MBA na FGV, pós-graduação em políticas públicas na IUPER, além de extensão em Harvard, Salamanca e George Washington University. E atualmente está doutorando Gestão pela FGV.

Começou a vida pública como subprefeito de Irajá, depois de eleito deputado em 2006, foi secretário do Meio Ambiente na gestão Cesar Maia. Em 2008, com apenas 25 anos, foi candidato a vice-prefeito na chapa puro sangue do PFL, que tinha Solange Amaral como cabeça.

Em 2014, foi Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos de Sergio Cabral, e exerceu o mesmo cargo durante o governo Pezão, depois indo a Secretaria de Ciências, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social. Ele também foi Secretario de Assistência Social e Direitos Humanos na gestão Crivella e agora é Secretario de Educação no governo Wilson Witzel.

Nas eleições de 2018, foi candidato a governador pelo PDT e surpreendeu positivamente. Mas também surpreendeu no 2º turno, quando no lugar de apoiar Eduardo Paes, acabou escolhendo Witzel. Que pode devolver o favor colocando Fernandes como candidato a prefeito do Rio em 2020, caso o governador não apoie 1 nome conservador de outro partido.

Idade: 35 anos

Rodrigo Amorim (PSL)

O ultra-conservador Rodrigo Amorim foi o escolhido pelo poderoso clã Bolsonaro para ser seu candidato a prefeito do Rio em 2020. Eleito pela 1ª vez na última eleição, quando obteve 140.666 votos e foi o deputado estadual mais votado naquele ano. Durante a campanha de 2018, ficou conhecido nacionalmente após rasgar a placa de rua com homenagem a vereadora assassinada, Marielle Franco.

É advogado, membro da Mesa Permanente do MERCOSUL e do Conselho Americano de Desenvolvimento, pós-graduado em Direito do Trabalho e Legislação Social, especializado em Direito da Saúde. É integrante da Associação Fluminense de Advogados Trabalhistas, foi secretário-geral da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente, bem como da Comissão de Politicas Criminais e Penitenciárias da Ordem dos Advogados do Brasil.

Ocupou os cargos também de procurador do Município de Niterói, no qual coordenou o Curso de Capacitação para Servidores Públicos Municipais; foi Secretário de Fundações e Organizações Sociais do MERCOSUL; Secretário Municipal Adjunto de Governo e posteriormente Secretário Municipal Adjunto de Planejamento do Município de Mesquita; e Secretário Municipal de Cidadania e Direitos Humanos do Município de Nilópolis, quando criou o Procon Municipal, a Casa da Mulher e o Centro de Referência em Direitos Humanos.

Também atuou como consultor da Caixa Beneficente da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Fez Especialização em Integração Regional na CEFIR, quando foi bolsista da OEA/Fundação Konrad Adenauer no curso realizado em Montevidéu (Uruguai).

Em 2016, foi candidato a vice-prefeito pelo PRP, na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro, onde estreitaram os laços.

Idade: 40 anos

Ruan Lira (PROS)

Ruan Fernandes Lira, reprodução Facebook
Ruan Fernandes Lira, reprodução Facebook

O secretário de Cultura do Estado do Rio, Ruan Lira, é outro nome desconhecido que pretende ser candidato a prefeito do Rio em 2020 e já articula estratégias (como melhorar a sua assessoria de comunicação, por exemplo) e só aguarda uma resposta de Wilson Witzel para saber se será o candidato do governador na eleição para prefeito do ano que vem.

Ruan é bacharel em Relações Internacionais. Aos 30 anos, nas eleições de 2018, ele se candidatou a Deputado Estadual do Rio pelo PROS. Ficou com 2.984 votos totalizados (0,04% dos votos válidos) e não se elegeu.

Corre contra Ruan, o fato de se Witzel tiver candidato, Pedro Fernandes é um nome muito mais competitivo eleitoralmente.

Otoni de Paula (PSC)

Pastor da Assembleia de Deus Ministério de Madureira e ultra-conservador, Otoni de Paula foi eleito pela 1ª vez vereador em 2016 e em 2018 se elegeu deputado federal pelo PSC com 120.468 votos. Ameaçou sair do PSC para ser candidato a prefeito por outro partido.

Há poucas coisas sobre sua vida, com exceção de que seu pai e tios são cantores evangélicos famosos. Em 2018, ficou famoso após uma dancinha irônica na votação do pedido de processo impeachment de Marcelo Crivella, contra um grupo de pessoas favoráveis ao impeachment. Ele também foi o único vereador a se posicionar contra o projeto que nomeou de Marielle Franco à tribuna da câmara de vereadores do Rio de Janeiro.

Idade 42 anos

Washington Fajardo (Sem Partido)

Washington Fajardo

Washington Fajardo graduou-se arquiteto e urbanista em 1997 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. E nessa semana Fajardo anunciou que quer ser candidato a prefeito do Rio.

Foi Assessor Especial para assuntos urbanos na prefeitura de Eduardo Paes, ex-presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, conselheiro no Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU-RJ), criador do escritório Desenho Brasileiro.

De 2005 a 2006 foi Professor Substituto da FAU-UFRJ, ministrando aulas nas disciplinas de Projeto de Arquitetura IV e Atelier Integrado I.

Por oito anos, de 2009 a 2016, foi Presidente do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro.

É autor do projeto arquitetônico da Arena Carioca da Pavuna; autor da concepção arquitetônica da revitalização do Imperator – Centro Cultural João Nogueira, no Méier; concebeu o mecanismo que dedicou 3% do valor das CEPACs para Patrimônio Cultural no Porto; criou o edital Pro-APAC reconhecido em 2014 com o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade (IPHAN), e criou o Laboratório Aberto de Arqueologia Urbana.

Foi articulista dos jornais O Globo e El País Brasil. Atualmente, mora em Cambridge, nos EUA e está como Loeb Fellow na escola de arquitetura e urbanismo de Harvard.

Idade: 47 anos

9 COMENTÁRIOS

  1. Pelo visto tudo continuará do mesmo jeito que antes. Ano passado, 2018, fiz meu pedido de candidatura pelo PSL, mas de repente meu nome não apareceu na relação do TSE. Fiquei aguardando e tive que refazer minha filiação e aí sim foi para Brasília para aprovação, mas até agora nada aparece com meu nome.
    Agora surge Rodrigo Amorim como pré candidato do PSL, e daí pergunto: como fica minha situação ? Não serei candidato pré candidato então ? Por que ? Porque “não tenho bagagem política ?”. ” Por que não tenho nenhum “padrinho” ?
    Ou será porque não tenho o tão esperado “terceiro grau” ?
    O que tenho de inteligência, mas do que eu só Deus para saber.
    Não preciso de terceiro grau para cometer as asneiras e roubalheiras, bem como maracutaias que todos cometem ou fazem.
    Para desenvolver uma Cidade, basta apenas perspicácia de se querer fazer e sem muitas firulas.
    O povo quer saber sobre o que realmente querem e não o que os futuros Prefeitos, já lançadas suas pré candidaturas, irão fazer.
    Portanto minhas propostas estão guardadas na minha cabeça e só depois de eleito é que \a população carioca iria dizer o que eu deva fazer.
    Projeto de governo, em um grande relatório guardado por mim, pois só a mim interessa e a mais ninguém, mas estou certo de que “toda” a população iria gostar após o início do meu propenso governo.
    Mas pelo que vejo, minha candidatura foi para o espaço e aqueles que já tiveram suas chances e não souberam fazer, ficam no aguardo certo de uma nova candidatura.
    Os que tem o “tal terceiro grau” também ficam certos em suas candidaturas, justo por causa de um “suposto” conhecimento acima do meu.
    Infelizmente é o País que temos e sempre a chance para quem realmente anseia o melhor para seu povo fica para trás como se marginalizado fosse.
    Por isso deixo aqui meu protesto e continuarei minha jornada como reclamante das coisas erradas feitas pela Prefeitura, pelo qual Prefeito entrar.

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