Após anos de abandono, Estação Leopoldina será revitalizada

Os trabalhos de restauro vão incluir reparos nos pisos, revestimentos, laje e instalações elétricas. A reforma também inclui a instalação de um centro cultural no local

Terreno da estação Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Um acordo assinado entre o Ministério Público Federal (MPF) e a Supervia promete revitalizar a Estação Ferroviária da Leopoldina, no Centro do Rio. O destino do terminal tem sido alvo de imbróglios na Justiça desde 2013. Os trabalhos de restauro vão incluir reparos nos pisos, revestimentos, laje e instalações elétricas. A informação foi dada pelo jornal O Globo.

Pelo trato, a concessionária que administra o serviço de trens no Rio ficará responsável pela reforma das quatro plataformas por onde circulavam os trens e a gare, nome do pátio da área de embarque dos passageiros. Já o prédio de quatro andares na Rua Francisco Bicalho, é de responsabilidade conjunta da União e do Estado do Rio, que prometeu construir um Mercado Público. O projeto, contudo, ainda não saiu do papel.

Em nota enviada ao Globo, a Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que uma empresa foi contratada para realização do projeto necessário às obras futuras e que “foram estabelecidos entendimentos e providências administrativas no sentido dar início à efetiva restauração do prédio, além da busca por entendimento com ente federativo local”.

Pelo acordo entre a SuperVia e o MPF, os pisos e revestimentos centenários das plataformas serão recuperados, assim como a rede de iluminação e o sistema de águas pluviais. Já na gare, além das revitalizações, as telhas e o forro interno da cobertura vão ser substituídos, e os dois banheiros públicos existentes passarão por reforma. Também será instalado um sistema de proteção contra descargas atmosféricas.

No interior da estação, será instalado, no prazo de até um ano após a conclusão da reforma, um centro cultural com investimento mínimo previsto de R$ 500 mil. As intervenções deverão seguir o projeto executivo que foi apresentado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O MPF tenta a recuperação do espaço desde 2013. Em 2021, o juiz Paulo André Espirito Santo, da 20ª Vara Federal do Rio, declarou, após vistorias, que o cenário da estação era “deplorável” e “digno de dar vergonha”, com janelas quebradas, pichações, fissuras e restos de telas.

O prédio é de dezembro de 1926. Foi projetado pelo arquiteto inglês Robert Prentice e é tombado pelos institutos do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural (Inepac). E foi fechado em 2001 para passageiros, remanejados, então, para a Estação Central do Brasil.

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7 COMENTÁRIOS

  1. A malha ferroviária é uma das melhores para transporte público de massa, má infelizmente ao invés de aplicar só querem bargangar. Precisamos de voltar os trens como tínhamos vários ramais e ate os outros estados como antes e até aumentar ferroviária para ainda não existe. Uma estação belíssima, histórica, como podem destruírem as coisas boas e pensarem só encher suas contas bancárias com os descaso que estão tendo nos últimos anos com governantes invejosos e corruptos que vem governando nosso estado do RJ.

  2. SÓ DEUS PARA NOS SALVAR!!! O LEMA DOS PODEROSOS É: ‘ VAMOS DESTRUIR TUDO QUE HÁ DE BELO E QUE FUNCIONA;
    VAMOS PIORAR A EDUCAÇÃO, A SAÚDE E O TRNSPORTE ;
    VAMOS EMBURRECER A NAÇÃO E ASSIM DOMINAREMOS SEM PRECISARMOS FAZER GUERRA!”

  3. Essas balburdias só acontece com o Rio de janeiro,o quê poderia ser turisticamente um grande atrativo pára a cidade,desde quê fosse mantido pára a finalidade quê foi criado,os caciques me vêm com a idéia dê giricos dê transformar ás estruturas em mercado,foi uma época maravilhosa, quando a gare dá Leopoldina funcionava muito bem,era um atrativo pára os cariocas, mais conseguiram destruir nossa cidade antes maravilhosa, e a saga dá destruição continua,como perdemos nossas histórias principalmente pára Brasília, e outros estados, simplesmente pôr temos nas últimas décadas, governantes quê quando não eram forasteiros era os nativos vendidos, quê ainda se encontra aos montes, quê pela ganância no dinheiro vendem até a mãe, quê no caso é o Rio de janeiro, e não importa quem é o comprador,pobre Rio dê janeiro, quê é administrado dê fora prá dentro, diferentemente dos outros estados onde só os nativos administram e manda,um recado para essa, famigerada sigla IPHAN, o quê têm no Rio de janeiro deveria pertencer ao estado do Rio de janeiro e ser administrado pelos cariocas,a muitas intromissões em nosso estado, deixa o Rio de janeiro ser mais autônomo, menos interferências,

  4. Fato verídico, pois fiz parte desse processo que está acontecendo para poder reformar, digo que as pessoas que estam nesse processo estam bastantes empenhadas, só que leva algum tempo pois está abandonado a muito tempo e tudo precisa de análises técnicas e autorização, infelizmente já não faço mais parte desse processo mas torço como bom carioca que saia do papel.

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