Após nova decisão judicial, Celsinho da Vila Vintém deve deixar a cadeia nesta terça-feira

Celsinho é um dos fundadores da facção criminosa ADA e está preso desde 2002 por tráfico de drogas, roubo a bancos e homicídios

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Foto: TJ-RJ/Brunno Dantas

Um dos traficantes mais perigosos da década de 90, Celso Luiz Rodrigues, conhecido como Celsinho da Vila Vintém, pode deixar a cadeia nesta terça-feira, (18/10). O juiz da Vara de Execuções Penais, Marcello Rubioli, concedeu liberdade a Celsinho no único processo que o mantinha preso na última segunda-feira, (17/10).

A Vara de Execuções Penais terminou de analisar o processo, que teve abertura no dia 11 de outubro, e verificou que não havia outras penas que o impedissem de deixar a cadeia para responder em liberdade.

O criminoso cumpria pena no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, por uma condenação, em primeira instância, a 15 anos de regime fechado por ter comandado a invasão da Rocinha, em 2017. E agora vai seguir respondendo ao processo em liberdade.

Passado

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Rodrigues é um dos fundadores da facção criminosa Amigo dos amigos (ADA) e está na cadeia desde 2002 pelo crime de tráfico de drogas, roubo a bancos e homicídios. Ele recebeu uma pena de 30 anos de prisão. Entre 2002 e 2017, Celsinho esteve no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia, por outras condenações, mas o prazo para sua permanência acabou, e ele retornou para o Rio.

Em janeiro de 2021, o traficante obteve a progressão do regime fechado para o semiaberto, mas nunca deixou a prisão devido ao histórico de fugas de cadeias por que passou.

Em 2014, Celsinho transferido para uma unidade federal após ser apontado como o idealizador — mesmo preso — de uma tentativa de resgate de internos no Fórum de Bangu, em 2013. Na ocasião, uma criança de 8 anos e um policial foram mortos.

Ele também participou como testemunha de defesa em um processo contra Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, de uma facção rival, em outubro do ano passado. Beira-Mar era julgado em relação a participação em uma das maiores rebeliões do complexo prisional de Bangu, em 2002, na qual quatro presos, aliados de Celsinho, foram assassinados, sendo eles: Ernaldo Pinto Medeiros (Uê), Carlos Alberto da Costa (Robertinho do Adeus), Wanderlei Soares (Orelha) e Elpídio Rodrigues Sabino (Pidi).

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5 COMENTÁRIOS

  1. Infelizmente as leis aqui são bem fracas e cheias de brechas. Em um país com leis rígidas esse senhor no mínimo ia pegar uma perpétua. Conheço algumas pessoas que moram na comunidade da Vila Vintém e posso te garantir… Eles vivem em uma Narco-ditadura.

    • Não são todos os países que adotam pena perpétua para tráfico de drogas não. Pelo contrário, um número reduzido, especialmente considerando somente este o delito… Já em considerando outros eventuais existentes que se possa comprovadamente responsabilizar como assassinatos e tráfico de armas, neste caso tudo bem que seja.
      Mais em particular no Brasil isso ocorre no Brasil e países cuja repressão seja ao estilo guerra às drogas – ignorando como problema maior de saúde do que resposta criminal.

  2. Nosso sistema judiciário está falido!
    Não temos leis que atendam a realidade do Brasil e nem os anseios da população ordeira! A capacidade intelectual e técnica/judicial de nossos “edis” é reduzida, compatível com o mesmo nível médio de nossa população.
    Não terá objetividade alguma, qualquer movimento que se faça, neste momento, sem que o nosso povo eleve seu nível de cultura, de preservação e valorização da vida!!
    Não há interesse público de alterar esta situação, cultivada pelos interessados que se locupletam na obtenção de seus propósitos escusos!!!!

    • Em todo o Estado Democrático de Direito o Judiciário cumpre a lei.
      Não há pena sem uma condenação e a condenação estipula o tempo de pena, segundo os limites previamente definidos na Lei.

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