Centro do Rio ganha empreendimento residencial com apartamentos a partir de 170 mil reais na Rio Branco

O projeto, batizado de Casa Mauá, marcará o primeiro lançamento "pronto para morar" sob o recentemente aprovado programa Reviver Centro 2, com unidades novas a partir de 170 mil reais

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Foto Cleomir Tavares/ Diario do Rio

O Opportunity Imobiliário está prestes a lançar um novo empreendimento com o expressivo valor de R$ 60 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) – soma da venda de todas as unidades – no coração do centro Rio de Janeiro num tradicional endereço. O projeto, batizado de Casa Mauá, marcará o primeiro lançamento “pronto para morar” sob o recentemente aprovado programa Reviver Centro 2 e está localizado no endereço que abrigava o antigo Hotel São Francisco, situado na esquina da Avenida Rio Branco e a poucos quarteirões do Boulevard Olímpico. Os apartamentos novos têm valores convidativos, a partir de R$ 170 mil.

O Hotel São Francisco estava desativado desde o ano de 2022, e foi construído para a Copa de 1950. Durante anos, o imóvel pertenceu a uma Ordem Religiosa que, afogada em dívidas, acabou vendendo-o anos atrás. Depois de despejado um inquilino inadimplente, o prédio foi alugado à Rede Atlântico de Hotéis, que entregou-o ao fim da pandemia. E agora, o residencial Casa Mauá oferecerá um total de 223 apartamentos, com plantas variando entre super-compactos apartamentos com metragem quadrada de 15 e outros mais espaçosos com 42 metros quadrados, refletindo a tendência crescente de “microapartamentos” que a incorporadora está buscando atender. Este segmento vem crescendo muito em São Paulo, onde se tornou algo muito frequente edificar apartamentos com menos de 20m2.

O projeto garantirá que todas as unidades sejam entregues com armários planejados já instalados, além de proporcionar aos moradores o acesso a uma lavanderia compartilhada e espaços de co-working com acesso à internet Wi-Fi de alta velocidade. A arquitetura do empreendimento foi elaborada pela renomada Cité Arquitetura, enquanto as áreas comuns foram projetadas por Simone Gois, da SP Planing Arquitetura. O projeto surge no esteio do programa Reviver Centro, cuja segunda versão foi aprovada recentemente.

Segundo a imobiliária digital HomeHub, na Região Central da cidade,  houve um expressivo aumento das vendas em geral da ordem de +32% nos últimos meses de junho e julho, o que vem em consonância com a quantidade de lançamentos que vêm sendo programados para a localidade.  A região mais histórica da cidade tem atraído mais moradores  e atenções para seu renascente mercado de imóveis. Para Marcus Vinícius Ferreira, corretor da Sergio Castro Imóveis, uma das mais tradicionais da cidade e com três unidades na região, a tendência de procura por unidades no Centro tem mesmo aumentado: “nossos três escritórios na região têm atendido mais e mais pedidos, principalmente de casais jovens que buscam unidades pequenas mas em perfeito estado; esta é nossa maior dificuldade pois grande parte do estoque é de apartamentos que precisam de muita obra“, diz. Ferreira está esperançoso com as vendas do novo empreendimento.

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Os preços das unidades começarão a partir de R$ 170 mil oferecendo a possibilidade de utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a opção de unir unidades para aqueles que desejam adquirir um imóvel de maior tamanho. O gestor do fundo Opportunity Imobiliário, Jomar Monnerat, apresentará detalhes do projeto durante o Rio Construção Summit, que ocorrerá ainda nesta quinta-feira (21/09).

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4 COMENTÁRIOS

  1. A segurança nessa área é bem precária, principalmente a noite.
    Imagina sair do metrô da Presidente Vargas e andar a pé até o início do Rio Branco tarde da noite.
    O centro do Rio a noite e aos finais de semana tem áreas bem desertas.
    Se essa questão melhorar e se manter, seria uma ótima opção.

  2. Um prédio residencial entre inúmeros prédios fechados, com grande número de moradores de rua perambulando pelo centro, muitas vezes drogados, é preocupante…

  3. Já nas décadas de 50 e 60 foram construídas unidades com este tipo de metragem, o que chamamos de quitinete. Para que vive só, não é tão ruim. Quanto aos preços, creio serem muito caros. O centro oferece muitas atrações, acompanhadas de bastante poluição sonora, atmosférica e visual.

  4. Apartamentos com 15 m². Devem ser um horror. Mal dá para respirar. Esse é o problema do centrão do Rio de Janeiro. Virou uma região exclusivamente de trabalho, e tudo o que foi construído por lá são prédios comerciais, cujas unidades, muitas vezes, sequer têm uma cozinha. Não houve preocupação em fazer do centrão do Rio uma zona mista, com prédios comerciais e prédios residenciais, incentivando as pessoas a morarem no centro. Nem sei como muitos desses escritórios ou imóveis comerciais poderão ser adaptados para imóveis residenciais. E a tendência é que esses imóveis adaptados sejam caros, considerando-se o valor do m², pois, sendo no centro, com uma quantidade de atrações, como museus, teatros, igrejas, prédios históricos, etc, e havendo uma infraestrutura de mobilidade urbana bem melhor do que na maioria dos bairros, a tendência é que o valor do m² seja bem alto. Outro problema do centrão do Rio é a inexistência ou séria carência de certos tipos de empreendimentos comerciais que são típicos de bairros onde há população residente, tais como supermercados e padarias.

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